domingo, 23 de fevereiro de 2014

Médica cubana contesta versão da Veja

“Eu vim para o Brasil para trabalhar, não para ficar dando entrevistas”, foi assim que Yamile Mari Min, médica cubana que atua no posto de saúde do Bairro Santa Luzia, me recebeu no início da tarde desta segunda-feira. Por diversas vezes, ela já havia sido procurada pela equipe do OCP, mas se recusava a falar. O meu objetivo era repercutir reportagem publicada pela Revista Veja, que denuncia suposta tentativa de pressão por parte do Ministério da Saúde e do governo de Cuba para que os médicos da ilha de Fidel Castro permaneçam no país. Segundo a revista, Vivian Isabel Chávez Pérez (chamada de capataz dos médicos na reportagem) exerceria esta função e teria, sob ameaças, conseguido manter as duas médicas cubanas em Jaraguá do Sul. O fato foi desmentido pelo o secretário de Saúde, Ademar Possamai (DEM), que foi citado pela revista. Segundo ele, em dezembro, as médicas estavam com dificuldades de adaptação e quase chegaram a se desligar, mas depois de contato do Ministério da Saúde, o problema foi solucionado e hoje está tudo bem. Depois de alguns minutos de conversa no consultório, Yamile foi perdendo a desconfiança e admitiu que foi procurada pela Veja na semana passada, mas disse que se negou a falar por entender que parte da imprensa vem tratando deste assunto sob a ótica estritamente política. “Eu e todos os médicos cubanos sabíamos quanto iríamos ganhar ao vir ao Brasil. Ninguém é obrigado a nada, a gente se inscreve sabendo de tudo. Eu estou aqui para ajudar o meu país”, resumiu a cubana já com sorriso no rosto e falando um bom português. Para ela, a prova da importância do programa é a satisfação da comunidade. A polêmica em torno da presença dos profissionais cubanos no Brasil está no fato de que eles recebem R$ 1mil ao mês, os outros R$ 9 mil a que teriam direito são depositados em uma conta do governo de Cuba. No término do contrato, quando retornam para casa, os médicos recebem mais um percentual do valor, o restante fica com os cofres públicos, funciona como um imposto retido na fonte em um país onde a educação e a saúde são 100% financiadas pelo governo. 
De Cuba para Jaraguá do SulYamile Mari Min, médica cubana que atua no Posto do Santa Luzia e foi citada pela Revista Veja desta semana, critica decisão de Ramona Matos Rodriguez, que deixou o programa Mais Médicos e entrou com uma ação trabalhista por danos morais de R$ 149 mil contra o governo federal. Os cubanos recebem R$ 1 mil ao mês, auxílio moradia, alimentação e transporte. 
                                                                                       
A matéria da edição desta semana da Revista Veja denuncia pressão para permanência de médicos cubanos no país, citando profissionais que estão em Jaraguá do Sul. A reportagem cita suposta declaração da coordenadora de Atenção Básica no município, Nádia Silva, que teria dito: “(elas) sofreram um impacto psicológico muito grande por causa dessa diferença de tratamento (salário). Não havia uma semana que não reclamassem das dificuldades de viver aqui”. Procurada pela coluna ontem, Nadia desmentiu as informações publicadas na revista. “Na verdade saiu tudo diferente do que a gente falou. Não sei se eles tinham um interesse com a matéria, mas estamos muito chateados”, contesta a coordenadora, que admite que em dezembro as duas médicas pensaram em deixar o município, mas acredita que tenha sido por dificuldade de estar longe dos familiares e amigos. “Está tudo muito bem”, avalia.  
Patricia Moraes
Colunista e editora de política | 2106.1928 | patriciamoraes@ocorreiodopovo.com.br

Câmara desmente pedido de aposentadoria negado a Genoino

http://jornalggn.com.br/noticia/camara-desmente-pedido-de-aposentadoria-negado-a-genoino
Jornal GGN -
 A Câmara se pronunciou desmentindo que o pedido de aposentadoria por invalidez de José Genoino foi negado, e prevê que o resultado sairá na próxima semana. Uma junta médica fez novos exames no ex-deputado na última terça-feira (11), entretanto, os médicos da Câmara aguardam alguns resultados. Entre eles, está o Monitoramento Ambulatorial de Pressão Arterial (Mapa).
O resultado desses exames é ainda mais importante porque a defesa de Genoino poderá usá-lo como base para o pedido de prisão domiciliar definitivo, solicitado nesta segunda (17) por seu advogado Luiz Fernando Pacheco. Desde o dia 21 de novembro, Genoino cumpre prisão domiciliar temporária, depois de passar mal por complicações de saúde.
Barbosa havia concedido 90 dias a Genoino até que fossem analisadas as condições de ele voltar à prisão em regime semiaberto. Ainda assim, o então juiz da Vara de Execuções Penais, Bruno André Silva Ribeiro, emitiu comunicado a Joaquim Barbosa, em dezembro do ano passado, informando que o presídio da Papuda tinha condições de oferecer tratamento médico e que ele deveria retornar a prisão.
Dois meses antes de passar mal, em setembro de 2013, o ex-deputado realizou uma primeira tentativa de aposentadoria por invalidez. Na época, os médicos da Câmara negaram, informando que mesmo que grave, a situação dele não acarretava invalidez.
Ontem (18), a imprensa divulgou que este último pedido foi negado pela Câmara. Entretanto, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, disse que não há uma decisão porque alguns exames ainda não estão prontos, devendo ter uma resposta definitiva somente na próxima semana.
“O que não vamos admitir é nenhum favorecimento em que rumo for, é uma decisão extremamente técnica, até em respeito ao ex-parlamentar. Exige muita responsabilidade, maturidade, e uma avaliação técnica que exijo da Casa”, disse Alves.
Com informações de Agência Câmara.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Uma aula de Venezuela e um pito na Globo, em plena Globo

Em debate na Globonews, Igor Fuser, professor de Relações Internacionais da UFABC, explica a crise, derruba o mito da ‘falta de liberdade’ no país vizinho e desnuda a parcialidade da imprensa

por Paulo Donizetti de Souza, da RBA publicado 19/02/2014 14:30, última modificação 19/02/2014 18:47
REPRODUÇÃO
Igor
Igor: "Em 15 anos de chavismo nunca vi uma notícia positiva. Será que os venezuelanos são burros"?
São Paulo – O professor de Relações Internacionais da USP José Augusto Guillon e a apresentadora Mônica Waldvogel, do programa Entre Aspas, da Globonews, chegaram ao limite da gagueira, ontem (18), durante debate a respeito da crise na Venezuela com a participação do jornalista Igor Fuser, do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC). O debate começa dirigido, ao oferecer como gancho para a discussão a figura de Leopoldo López, o líder oposicionista acusado de instigar a violência nos protestos das últimas semanas, e preso ontem.
Diz a narração de abertura: “Ele é acusado de assassinato, vandalismo e de incitar a violência. Mas o verdadeiro crime de Lopez, se podemos chamar isso de crime, foi convocar uma onda de protesto contra o governo de Nicolás Maduro. Protestos seguidos de confrontos que deixaram quatro mortos e dezenas de feridos”. E segue descrevendo que a violência política decorre da imensa crise no país – inflação, falta de produtos nas prateleiras, criminalidade em alta. Ainda no texto de abertura, na voz de Mônica, o governo é acusado de controlar a economia e a Justiça, pressionar a imprensa e lançar milícias chavistas contra dissidentes. E encerra afirmando que Leopoldo Lopez, na linha de frente, reivindica canais de expressão para os venezuelanos, e abrem-se as aspas para Lopez: “Se os meios de expressão calam, que falem as ruas”.
Do início ao fim do debate, com serenidade e domínio sobre o assunto, Igor Fuser leva a apresentadora e o interlocutor às cordas. Reconhece as dificuldades políticas do presidente Nicolás Maduro e a divisão da sociedade venezuelana. Mas corrige os críticos, ao enfatizar que o país vive uma democracia, e opinar que a campanha liderada por López é “golpista”, ao ter como mote a derrubada do governo legitimamente eleito com mandato até 2019.
Fuser informa que em dezembro se cristalizou um processo de diálogo entre governo e oposição, então liderada por Henrique Capriles, derrotado nas duas últimas eleições presidenciais por margem muito pequena de votos. E que a disposição ao diálogo levou a direita mais radical a isolá-lo, permitindo a ascensão de figuras como Leopoldo López. Indagado se não seria legítimo as manifestações da ruas pedirem a saída do governo, como foi no Egito ou está sendo na Ucrânia, o professor da UFABC resume que as manifestações na Ucrânia são conduzidas por nazistas, e no Egito a multidão protestava contra uma ditadura. Lembra que na Venezuela houve quatro eleições nos últimos 15 meses, que o chavismo venceu todas no plano federal, mas que as oposições venceram em cidades e estados importantes, governam normalmente e as instituições funcionam, e que a Constituição é cumprida.
Questionado sobre a legitimidade da Constituição – que teria sido sido aprovada apenas por maioria simples – informou que a Carta, depois de passar pelo Parlamento, foi submetida a referendo popular e aprovada por 80% dos venezuelanos – o que inclui, portanto, mais da metade dos que hoje votam na oposição. E à ironia dos debatedores, de que seria paranoia das esquerdas acusar os Estados Unidos de patrocinar uma suposta tentativa de golpe, esclareceu: os Estados Unidos estiveram por trás de tantos golpes da América Latina – na Guatemala nos anos 1950, no Brasil em 1964, no Chile em 1973, na própria Venezuela em 2002 – que não é nenhum absurdo supor que estejam por trás de mais um. E que também não é absurdo, em nenhum país do mundo, expulsar diplomatas que se reúnem com a oposição como se fossem dela integrantes.
O jornalista desmontou também os argumentos de que o país sofre de ausência de liberdade de expressão. Disse que o governo dispõe, de fato, de jornais, canais de rádio e de televisão importantes, mas que dois terços dos veículos de imprensa da Venezuela são controlados por forças oposicionistas. E que o que existe na Venezuela seria, portanto, a possibilidade de contraponto. E Fuser foi ferino no exemplo dos problemas que a ausência de diversidade nos meios de comunicações causam à qualidade da informação: “Sou jornalista de formação e nunca vi nem na Globo nem nos jornais brasileiros uma única notícia positiva sobre a Venezuela. Uma única. A gente pode ter a opinião que a gente quiser sobre a Venezuela, é um país muito complicado. Agora, será que em 15 anos de chavismo naõ aconteceu nada positivo? Eu nunca vi. Não é possível que só mostrem o que é supostamente ruim. Cadê o outro lado? Será que os venezuelanos que votaram no Chávez e no Maduro são tão burros, de votar em governo que só faz coisa errada?”
E fecha aspas! Fecha aspas!
Haddad encontrou a prefeitura destroçada administrativamente e saqueada por quadrilhas de corruptos associadas a grandes incorporadoras e a outros grupos privados. O fato é que, por décadas, a cidade de São Paulo vem sendo tratada por setores privados como uma espécie de extensão de suas casas, como um quintal de suas ambições e ganâncias. Essas elites não se importaram com o interesse comum da cidade e com o bem estar dos seus cidadãos. Construíram onde não se deve construir, produziram conseqüências desastrosas para a mobilidade urbana, degradaram o meio ambiente, poluíram, sonegaram.

O caso da ação na Justiça impetrada pela Fiesp contra o reajuste do IPTU é um exemplo cabal desta relação predadora que as elites movem contra a cidade. O que disseminam é uma grande mentira sobre o IPTU. Dizem que prefeitura queria onerar de 20% a 30% os paulistanos. Mas não dizem que aqueles que têm isenção continuariam isentos; não dizem que para a maior parte dos paulistanos não haveria aumento e não dizem que os aumentos mais significativos incidiriam sobre os imóveis de maior valor, localizados nos bairros mais ricos, nos bairros mais entregues à especulação imobiliária.

Leia o restante em:
http://jornalggn.com.br/noticia/haddad-e-as-elites-paulistanas-por-aldo-fornazieri

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo ViaOeste S/A acha que está ganhando pouco

São Paulo é conhecido mundialmente como paraíso das concessionárias de pedágio. No entanto, tem concessionária que acha que está ganhando pouco.

"A Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo ViaOeste S/A alega desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão do sistema Raposo/Castelo, em decorrência da implantação do Rodoanel Mário Covas. 
 
O recurso foi julgado no final de dezembro, mas só agora foi publicado. Ele foi interposto pela concessionária contra o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER/SP) e Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte no Estado de São Paulo (ARTESP). "

Deviam refazer as contas e abaixar o pedágio se for constado lucro abusivo (precisa fazer auditoria nos custos operacionais, as concessionárias normalmente são de empreiteiras e as despesas podem ser majoradas para fazer o lucro da concessão diminuir).

Acabou a baderna

Acabou a baderna. Encontraram o grande financiador do movimento. Já foi provado que membros do PSOL doaram 150 reais para se realizar uma ceia de Natal para mendigos e o dinheiro foi usado para comprar várias rabanadas. Como se sabe, poucas coisas são mais letais que uma rabanada na cara, especialmente se ela estiver dormida.
Muita gente já deve ter morrido a golpes de rabanada do PSOL. Isso porque o pessoal não declarou o panetone. Um panetone é uma arma branca! Ainda mais se for daqueles bem duros, da Visconti. Quando pega na testa, mata na hora. Mas não vai mais matar ninguém. A fonte secou!
Engraçado pensar que alguns acreditavam que o motivo da revolta de junho era a insatisfação popular. Finalmente ficou provado que não. O povo está muito feliz. Eduardo Paes já aumentou a passagem de novo. E não vai dar em nada. O povo não tem problema nenhum com aumento de passagem. O povo não tem problema nenhum com nada. Quem inventa problema é a esquerda caviar. O povo está feliz. Sempre esteve.
Detalhe: ao exumarem o corpo de Josef Stálin, descobriu-se que em sua farda, no bolso esquerdo, havia uma estrela na qual podia-se ler as impressões digitais de Iran Kruschewsky, assessor de Stálin, cuja filha primogênita, Anna Nicolaievna, foi amante de Miriam Pletskaya, embaixatriz da extinta Tchecoslováquia cujo filho, Benjamin Berndorff, tem as mesmas iniciais de Bruno Bianchi, ortopedista brasileiro nascido em 1967, mesmo ano em que nasceu o deputado Marcelo Freixo. Procurado, o deputado negou qualquer envolvimento com o regime stalinista.
"Não acho que o ano em que eu nasci seja um dado relevante para tecer esse tipo de conexão estapafúrdia", afirmou o deputado, saindo pela tangente. A palavra "estapafúrdia", no entanto, já havia sido usada por José Sapir, meu cunhado, para designar a roupa que uma senhora usava em Copacabana, bairro do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu Oscar Niemeyer, stalinista confesso. Ou seja...
A legislação vai mudar, graças a Deus (e à Dilma). Não vamos mais tolerar baderna. A ex-guerrilheira, quem diria, vai baixar o AI-5. O Brasil finalmente está virando um país sério: bandido preso no poste, Polícia Militar ameaçando Porta dos Fundos, leis antiterrorismo. O caminho se abriu. Este é o ano em que Bolsonaro vai assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Chegou o momento, Capitão! Em abril, nossa revolução faz 50 anos.

Leia o restante em:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2014/02/1413111-acabou-a-baderna.shtml

Aumento da tarifa de ônibus em São Paulo não é divulgado pela mídia

Marco St
A pergunta de hoje é:
Por que nem a Folha ou qualquer outro jornal, não informou até agora o aumento dos ônibus metropolitanos e inter-municipais dados pelo governador de S.Paulo ontem dia 15? 
Fui ao google (por volta das 12h00) e nada achei lá. Apenas blogs anunciaram.
O governador Alckmin pediu e conseguiu silenciar toda a mídia amiga ou comprada.
Grande parte dos usuários desses coletivos são exatamente de pessoas mais pobres que saem e voltam de cidades vizinhas à capital para trabalhar e estudar.
Até sexta os preços cobrados variavam de R$3,15 a R$5,00.  Esses valores seráo acrescidos de mais 7% a partir de hoje.
O aumento que o Haddad queria dar em Junho de 2013 e que "irritou" o MPL era de R$3,00 para R$3,20.
Todo mundo sabe o que aconteceu.
Agora com Alckmin, não há MPL, FIESP, manifestações, black blocs. Nem manchetes escandalosas. Nada.
Só amanhã os usuários irão ficar sabendo deste aumento quando subirem nos ônibus.
Esse serviço não foi prestado aos cidadãos de SP pela imprensa.