terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A direita caminha para o golpe

https://www.facebook.com/jean.wyllys/photos/a.201340996580582.48122.163566147024734/994548633926477/?type=3&theater

O Plenário da Câmara Federal esteve em convulsão, com sucessões de bate-bocas, pelo fato de Cunha e oposição de direita terem dado um golpe na composição da Comissão Especial de análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Por 272 votos contra 199, a chapa composta/proposta por Cunha e oposição de direita (PSDB, DEM, PPS e Solidariedade, mais facções do PMDB e do PP), venceu. Nós queríamos que a votação da constituição da comissão do impeachment fosse aberta, mas Cunha impôs o segredo sobre a votação. Mais um passo para o golpe foi dado. É impressionante como a ordem democrática é afrontada descaradamente por canalhas!

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) agrediu verbalmente a deputado Maria do Rosário (PT-RS) enquanto ela protestava em relação ao golpe de Cunha. Houve reação de deputados petistas! O companheiro Chico Alencar (PSOL-RJ) quis se pronunciar ao microfone, mas Cunha cortou os microfones alegando que "ninguém fala enquanto não votar". Surreal! Eduardo Cunha e a oposição de direita colocaram o Parlamento à beira do abismo.

Um policial legislativo vigiava cada uma das cabines de votação e o áudio do Plenário foi cortado a pedido de Cunha, exceto seu microfone. Nunca imaginei viver o que estou vivendo nesse Parlamento. Cunha et caterva são o pior que a política desse país poderia produzir! É inacreditável que o destino do país esteja entregue a gente desse nível, chefiada por um corrupto formalmente denunciado ao STF, e que ainda haja quem aplauda essa gente.

Os parlamentares do DEM, PSDB, PPS, Solidariedade e de facções do PMDB e do PP, a mesma turma que impediu que o Conselho de Ética sequer votasse a admissibilidade do processo contra Cunha, gritavam há pouco algo muito sintomático: "Queremos tudo!".

Há uma inversão de valores em curso aqui na Câmara, conduzida por plutocratas e cleptocratas fora e dentro do Parlamento. Tempo ruim! Mas, amanhã vai ser outro dia! #ForaCunha

Em tempo: tudo que relatei aqui para vocês parece uma vitória do Cunha et caterva, mas foi uma derrota na verdade. Hoje, o "não ao impeachment" mostrou que tem mais votos do que o necessário para derrotá-lo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Entenda o que consta contra Dilma no pedido de impeachment

http://jornalggn.com.br/noticia/entenda-o-que-consta-contra-dilma-no-pedido-de-impeachment
Corrupção na Petrobras, operações do BNDES, amizade com Lula. Foram vários os "crimes" imputados à Dilma, mas são manobras fiscais sem julgamento que estão em pauta
Jornal GGN - No último dia 3, menos de 24 horas após anunciar que encontrou no pedido de impeachment assinado por Helio Bicudo e Miguel Reale Junior elementos para deflagrar o processo que pode encurtar o mandato de Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, leu no plenário a lista dos crimes imputados à presidente da República, e separou o que será objeto de debate do que não será. O GGN resume abaixo:
AS DENÚNCIAS
1- Pedaladas 2014: Os autores do pedido de impeachment sustentaram que, ao ter o exercício fiscal de 2014 rejeitado pelo Tribunal de Contas da União em função, principalmente, das chamadas "pedaladas fiscais" (atrasos em pagamentos feitos a bancos públicos), Dilma teria ferido a Lei de Responsabilidade Fiscal. As pedaladas, além do caráter de operação de crédito irregular, não foram sinalizadas na prestação de contas do governo - o que configuraria falta de transparência e, consequentemente, crime de falsidade ideológica (Código Penal, artigo 299). Também há referência ao artigo 359-A e C, indicando que Dilma autorizou gastos sem passar pelo Congresso e sem respeitar a previsão orçamentária.
2- Lava Jato: Embora Dilma não seja investigada na Lava Jato, os autores do pedido de impeachment afirmaram que a corrupção na Petrobras era de conhecimento da presidente. Primeiro, porque ela dirigiu o Conselho de Administração da estatal na época da polêmica compra da refinaria de Pasadena. Segundo, porque Dilma era "próxima" de um dos "colaboradores" da Lava Jato: Paulo Roberto Costa. Prova disso é que Costa foi convidado para a cerimônica do casamento da filha da presidente. Outro elemento seria a declaração do doleiro Alberto Youssef, que virou capa da Veja às vésperas da eleição presidencial: Dilma sabia de tudo no caso Petrobras. E o fato de não ter afastado as figuras envolvidas no escândalo quando começaram as denúncias e a pressão da mídia demonstra que ela foi "conivente" com o esquema.
3- Lula/BNDES: Dilma e Lula, segundo o pedido de impeachment, têm uma "parceria indissociável", e não se pode desconsiderar as denúncias de tráfico de influência internacional em benefício da Odebrecht que existem contra o presidente de honra do PT. Na mesma linha, é imputado à Dilma o "crime" de ser "próxima" de Erenice Guerra, Edinho Silva e Graça Foster, além de autorizar transações do BNDES com empreiteiras investigadas na Lava Jato, sob influência de Lula.
4 - Lei orçamentária: Dilma teria afrontado alguns itens do artigo 10 da lei 1079/50, que versam sobre impeachmento por descumprimento da lei orçamentária sem debate no Congresso. Segundo os denunciantes, em 2014, ela assinou uma série de decretos que resultaram na abertura de créditos suplementares. Isso ocorreu após o Tesouro Nacional constatar que as metas estabelecidas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual) não seriam cumpridas. O governo alterou a meta fiscal no Congresso, ao final daquele ano. O mesmo em 2015.
5- Pedaladas 2015: Segundo os autores, as demonstrações contábeis do Banco do Brasil do primeiro semestre deste ano mostram que o governo Dilma voltou a praticar as pedaladas fiscais para "financiar" programas sociais.
O FILTRO DE CUNHA
Apenas dois dos cinco itens acima foram aceitos por Eduardo Cunha: as pedaladas de 2015 no Banco do Brasil, e as manobras fiscais sem autorização do Congresso.
No último caso, os patrocinadores do impeachment apontaram seis decretos deste ano em desacordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Como foram assinados por Dilma, podem servir de prova de participação direta da presidente no suposto crime fiscal. Para Cunha, mesmo a aprovação do PLN 5/2015 - projeto que altera a meta fiscal e autoriza o governo a registrar déficit orçamentário - não muda o fato de ela ter assinado decretos até então passíveis de serem enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo Cunha, a parte da denúncia que fala em corrupção na Petrobras, no lobby de Lula e nos empréstimos do BNDES, apesar de "grave", foi baseada em "ilações e suposições". Logo, foi descartada do parecer pela admissibilidade do impeachment.
Sobre a rejeição das contas de 2014, Cunha lembrou que a decisão do TCU de nada vale sem a análise final do Congresso. As contas ainda não foram discutidas pelos parlamentares mas, segundo o presidente da Câmara, mesmo que eles concordassem com o Tribunal, não se pode discutir impeachment em cima de atos alheios ao atual mandato.
AS DÚVIDAS SOBRE O IMPEACHMENT
1- Pedaladas: O próprio parecer de Eduardo Cunha levanta dúvidas sobre a viabilidade do impeachment de Dilma por crime de responsabilidade fiscal no episódio das pedaladas de 2015. Se nem as contas de 2014 foram rejeitadas ou aprovadas em definitivo pelo Congresso, como levar adiante um processo com base em supostas pedaladas que sequer passaram pela análise do Tribunal de Contas e tampouco pelo crivo dos parlamentares? Quem julgará, nesse momento, que essas pedaladas configuram crime fiscal? A comissão especial do impeachment tem competência para isso?
2- Decretos: No caso dos decretos presidenciais, também não está claro o impacto da aprovação da nova meta fiscal, dada exatamente no dia em que Cunha deflagrou o impeachment. Se faltava autorização do Legislativo para o governo fechar o ano no vermelho, agora não falta mais.
Além disso, a votação do PLN 5/2015 foi uma demonstração de que o governo conseguiu, mesmo que a duras penas, votos necessários para obter uma vitória importante no Congresso. Não seria o PLN um aviso à oposição obstruidora de pauta que o impeachment pode ser vencido no voto?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O porrete e o vira-lata

http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FO-porrete-e-o-vira-lata%2F4%2F35083

Vamos nos atrelar, como um mero vagão de commodities, ao trem puxado pela Europa e os EUA ou vamos tentar estabelecer um projeto próprio e soberano?


Mauro Santayana
Programa de Aceleração do Crescimento / FLickr
No momento em que se levantam, novamente, as vozes do neoliberalismo tupiniquim, exigindo uma rápida abertura comercial do Brasil para o exterior, e o PMDB inclui, em seu documento Uma Ponte para o Futuro, a necessidade do Brasil estabelecer acordos comerciais com a Europa e os EUA, lembrando a iminência e a imposição “histórica” do Acordo Transpacífico, e em que mídia tradicional segue com sua insistência em defender como modelo a ridícula Aliança do Pacífico, a União Européia - depois de enrolar, durante anos, nas negociações com o MERCOSUL - parece que vai simplesmente “congelar” as negociações entre os dois blocos nesta sexta-feira.
 
A razão é clara.
 
Por mais que se esforcem os vira-latas tupiniquins, fazendo tudo que os gringos querem, oferecendo quase 90% de liberação de produtos, os protecionistas europeus simplesmente se recusam a concorrer com o Mercosul na área agrícola - justamente onde somos mais competitivos.
 
E, além disso, como se não bastasse, a UE como um todo, para dificultar, hipocritamente, ainda mais o fechamento de um acordo, exige o equivalente a uma rendição total da nossa parte:
 
A liberação de quase 100% dos produtos e livre acesso, para suas empresas, como se nacionais fossem, a setores como serviços de engenharia e advocacia e ao gigantesco mercado de compras governamentais brasileiro, de dezenas de bilhões de dólares.
 
O recado é óbvio:
 
Não adianta ficar ganindo e mendigando com olhar pidão, para ter atenção ou uma migalha, porque não vamos ceder um centímetro, e, mesmo que vocês façam tudo, tudo o que queremos, poderão não ganhar nada em troca, está claro?
 
Como lembramos outro dia, grandes potências impõem acordos comerciais, e os pequenos países os assinam.
 
Nações que não tem uma indústria tão desenvolvida como a nossa, como a Argentina, ou outras, que, com salários miseráveis, se transformaram em mera linha de maquila, tendo prejuízos no comércio exterior, apesar de trabalharem como burros de carga montando produtos destinados a terceiros mercados, como o México (vide O México e a América do Sul), não tem outra saída a não ser se associar a outros países (esse é o projeto do Brasil para a América do Sul, por meio do Mercosul e da UNASUL) ou assinar acordos comerciais desvantajosos, para se integrar, subalternamente, à economia mundial.
 
Países maiores, com grandes mercados consumidores reais ou potenciais, como a China, preferem fechar suas economias durante anos, dedicando-se a desenvolver seu mercado interno, a indústria e a tecnologia, abrindo seletivamente seu território a empresas estrangeiras e cobrando um alto preço para quem quisesse ter acesso a ele, para depois se impor,  comercialmente, ao mundo.
 
A pergunta é a seguinte:
 
Vamos nos atrelar, como um mero vagão de commodities, ao trem puxado pela Europa e os Estados Unidos, onde sempre seremos tratados, apesar de nossos eventuais progressos, como um povo de segunda classe, ou, em nossa condição de oitava economia do planeta, vamos tentar estabelecer um projeto próprio e soberano, de longo prazo, como fazem outras potências intermediárias do nosso tipo, como a China, a Rússia e a Índia, que, aliás, não têm - nenhuma delas - acordos de livre comércio com a Europa ou os EUA?
 
Tentar emular, abjetamente os outros, e lamber o sapato alheio é fácil.
 
Difícil é trabalhar para erguer – assumindo a missão e o sacrifício – no quinto maior território do mundo - uma nação justa, forte, e independente, e legá-la, como fizeram em outros países que muitos no Brasil admiram e “copiam”, como um estandarte de honra e de prosperidade, para os nossos filhos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O pior dia para Cunha deflagrar o impeachment

http://jornalggn.com.br/noticia/o-pior-dia-para-cunha-deflagrar-o-impeachment


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Há duas circunstâncias que levam ao impeachment: a perda total da base de apoio e a legitimidade do pedido. Nenhuma das duas circunstâncias está presente no momento.
Aliás, a grande notícia é a de que a presidente – e o país – livraram-se de um chantagista.
O papel da oposição é complexo. Por mais que a popularidade da presidente Dilma Roussef esteja em baixa, como justificar a aliança com um futuro réu condenado – e provavelmente preso – contra uma presidente sem nenhum respingo da corrupção levantada pela Lava Jato?
Cunha escolheu o pior dia para dar encaminhamento ao impeachment.
1.     Com o PT votando pela admissibilidade do julgamento, seu gesto caracterizou retaliação e juridicamente abuso de poder.
2.     Foi no dia em que foi votado a mudança da meta fiscal, regularizando definitivamente todas as pedaladas fiscais.
3.     Foi na mesma semana em que Cunha foi acusado de receber dinheiro do BTG para modificar projetos de lei, comprovando a impossibilidade de ele continuar presidindo a casa.
A aprovação das mudanças fiscais ocorreu depois do encaminhamento da proposta de impeachment, comprovando que, aos poucos, inequivocamente o governo começa a reconstruir sua base no Congresso.
O ano termina agora. Há uma boa probabilidade da aprovação da CPMF no primeiro trimestre de 2016, graças a um pacto entre governadores e prefeitos.
É possível que o gesto de Cunha tenha finalmente supurado a infecção que conturbava o ambiente político, com a presidência da Câmara entregue ao mais suspeito dos seus membros.
Espera-se que, agora, haja alguma dispersão desse exército das trevas que saiu das profundezas para ser liderado por Eduardo Cunha.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A votação manual em 2016 deve ser lamentada?, por Leonardo Sarmento

http://jornalggn.com.br/noticia/a-votacao-manual-em-2016-deve-ser-lamentada-por-leonardo-sarmento

Do Jus Brasil
Portaria publicada no "Diário Oficial da União" (Portaria Conjunta nº 3/2015)altera o processo eleitoral para 2016. Perguntamos: o possível retorno à votação manual é de fato um retrocesso à ser lamentado se tomado em consideração o modelo das urnas que o Brasil utiliza? Este "contingenciamos" viria para a maior ou menor confiabilidade do escrutínio de 2016? Daremos uma resposta preliminar, que representa apenas parcela da resposta, quando promoveremos seu complemento ao longo e na conclusão, ao final da exposição. De fato, quanto a velocidade da apuração dos votos, haverá sim um retrocesso, não sei se capaz de promover lamentação a partir de uma análise global, pois então vejamos:
O primeiro modelo ou primeira geração de máquinas eletrônicas de votar tem por característica a desmaterialização do voto e sua gravação em meio digital eletrônico para posterior apuração. Por isso, na literatura internacional, são denominadas por"Direct Recording Electrocnic voting machines" ou, simplificadamente, "máquinas DRE". Devido a essa característica, são equipamentos eleitorais cuja confiabilidade do resultado apurado é diretamente dependente da confiabilidade técnica do próprio software neles instalado.
As dificuldades para se determinar, na prática, a confiabilidade técnica do software instalado em milhares de equipamentos no dia da eleição, levou ao surgimento de uma segunda leva ou segunda geração de máquinas de votar, que passaram a adotar o princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais. O modelo de terceira geração de máquinas de votar, é caracterizada pelo uso de voto escaneado e criptografado com recursos técnicos tais que permite ao próprio eleitor acompanhar e conferir a correta apuração do seu voto, independentemente de confiar no software, mas sem que possa revelar o próprio voto para terceiros.
Com o abandono da Índia a urna similar à brasileira, depois de especialistas provarem que o sistema estava sujeito a fraudes, o Brasil restou como o único país a insistir em equipamento de "primeira geração".
Não é possível realizar votação puramente eletrônica com verificação independente dos resultados. Por esse motivo, a maioria das alternativas para se permitir essa verificação envolvem materializar o voto em algum veículo que permita apuração posterior sem permitir simultaneamente que o eleitor possa comprovar sua escolha para uma terceira parte interessada. Um exemplo recente é a urna argentina, que produz como cédula um acoplamento das versões digital e impressa do voto. A versão digital é utilizada para apuração rápida, e a versão impressa, para se verificar a integridade dos votos computados eletronicamente. Como a integridade dos resultados depende unicamente da integridade desse software, fica montado um cenário perfeito para fraudes que não deixam vestígios.
O Paraguai utilizou a urna em diversas ocasiões em 2001, 2003, 2004 e 2006, porém na eleição presidencial de 2008 o uso da urna eletrônica brasileira (de 1ª geração) foi proibida pela Justiça Eleitoral do país motivada pela desconfiança no equipamento pelos partidos de oposição.
A Argentina testou o equipamento brasileiro em 2003, mas apenas os estrangeiros residentes em Buenos Aires puderam utilizar o equipamento na eleição oficial. Posteriormente, experiências com outros modelos foram feitas, culminando em 2009 com um teste de um sistema eletrônico inovador que usava cédulas eleitorais com dupla gravação do voto dado: impressa e gravado em chip eletrônico. Finalmente em 2011, os argentinos decidiram definitivamente não utilizar o modelo brasileiro de urnas eletrônicas (tipo DRE sem voto impresso) e iniciou-se a implantação de equipamentos eletrônicos Vot-Ar de segunda geração, com registro simultâneos impresso e digital do voto.
Em 2008, a Holanda proibiu o uso de urnas eletrônicas, tais como os modelos de urnas eletrônicas usadas no Brasil, por falta de segurança.
Tal proibição também ocorreu na Alemanha em março de 2009, pela Corte Constitucional Federal, relativa às urnas eletrônicas que não atendem ao Princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais.
Em 2014 a Índia passou a usar urnas com voto impresso que atendem ao Princípio da Princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais. O relatório BRISA (mantido em sigilo por muitos anos, cujo resultado expôs a falta de atendimento aos parâmetros internacionais de transparência pelo principal engenheiro por trás da urna eletrônica), o relatório CMTES (que diagnosticou que o sistema de DRE utilizado pelo Brasil possui defeitos sanáveis), desmentido pelo relatório CMIND (que demonstrou que o sistema brasileiro não se atenta às normas internacionais de segurança), quando seu modelo é de segurança fragilizada.
o relatório UNB (realizado por uma equipe de professores da instituição ao TSE) atesta a possibilidade de quebra do sigilo e uma possível adulteração dos votos. Em apenas um teste, conseguiu quebrar não apenas a suposta existência de um sigilo dentro das eleições no Brasil, como demonstrar que a transparência e auditabilidade se encontram severamente comprometidas com esse sistema.
Tendo em vista que a própria Constituição Republicana afirma como cláusula pétrea o voto direto, secreto e universal, a mera dúvida sobre a existência dessa violação do sigilo já seria motivo suficiente para, no mínimo, questionarmos se a urna eletrônica seria realmente o melhor instrumento para se decidir uma eleição no modelo brasileiro de 1ª geração. Quando a instância jurídica máxima da justiça eleitoral, a qual deveria zelar pela lisura, ignora este problema e sequer se dispõe a fazer novos testes públicos em relação à segurança de seus aparelhos, a desconfiança aos mais engajados é imensurável.
Conforme assentamos, mesmo os países que já importaram a urna eletrônica brasileira perceberam que o aparelho não consegue oferecer uma eleição verdadeiramente segura: como a Justiça Eleitoral Paraguaia, a justiça holandesa e a Corte Constitucional Alemã. Em todos esses casos houve o reconhecimento que a lisura da eleição não pode ser tida através de um software de caráter duvidoso.
Em tese, o Brasil adota o conceito principiológico de Independência do Software em Sistemas Eleitorais. O STF declarou inconstitucional o dispositivo da mini reforma doCódigo Eleitoral que estabelecia a impressão do voto a partir das eleições de 2014, “sigilo dos votos e o reconhecimento internacional quanto às benesses da urna eletrônica brasileira” – mitos que se perpetuam e que são derrubados em perfunctória análise de evidências. Lembramos, como escusa aos senhores ministros, para não aventarmos de estarem ratificando as possibilidades de se manipularem as eleições, que seriam eles ignorantes na matéria, e por certo, não logaram tempo hábil para um mínimo aprofundamento, quando optaram por colocar uma pá de cal nas especulações de fraudes e manter a “paz social”.
Ainda, que a aliança do Estado com modelos instrumentais de gestão que promovem fraudes, corrupção, desvios, aniquilam com o Estado Democrático de Direito e propugnam um Estado despido de legitimidade por ludibriar a sociedade induzindo-a a erro.
Para finalizarmos nossa exposição concluímos brevemente, que no tocante ao aspecto possibilidade de fraudes eleitorais, a votação manual, se bem auditada, poderá oferecer um ganho para o modelo de 1ª geração das conhecidas “vetustas urnas brasileiras”, que de fato são facilmente corrompíveis por seus “aleijados” softwares como grande parte de nossas instituições, e que funcionavam sim, em fina sintonia, nos termos ditados pelo Poder.
Existe a possibilidade de a portaria ser cancelada com a liberação dos valores necessários para o escrutínio eletrônico com a concretização do processo licitatório de aquisição das urnas, as mesmas urnas arcaicas, vale dizer.
Aos interessados em um estudo aprofundado no âmbito do controle e constitucionalidade, quando o alargamos e tratamos de temáticas que entendemos conexas como teoria da constituição e processo, indicamos onde encontrar o menor preço no mercado para o investimento:

Segundo Datafolha, 'Fora Cunha' é maior que 'Fora Dilma'

http://jornalggn.com.br/noticia/segundo-datafolha-fora-cunha-e-maior-que-fora-dilma

Jornal GGN - De acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no último domingo, 81% dos entrevistados defendem a cassação de mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, enquanto 65% apoiam a abertura de processo que pode tirar a presidente Dilma Rousseff do poder.
A pesquisa do Datafolha também mostra que 56% não acreditam que Dilma será afastada, enquanto 36% creem nesta possibilidade.  Já a taxa de desaprovação ao Congresso chegou a 53%,  o segundo pior indíce desde abril de 1993.
Do O Tempo
 
Pesquisa mostra que 81% dos entrevistados defendem a cassação do presidente da Câmara
 
Depois de postergar a decisão sobre o impeachment em busca de obter apoio para escapar de um processo no Conselho de Ética, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chega ao dia em que prometeu anunciar uma decisão sobre os pedidos com mais gente querendo sua saída do que a da própria presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com pesquisa realizada na última semana e divulgada neste domingo pelo Datafolha, 81% dos entrevistados defendem a cassação do mandato do parlamentar, que tem em suas mãos o destino da ação de impedimento da chefe do Executivo brasileiro. Por outro lado, os que apoiam a abertura de processo que pode levar à queda da presidente são 65%.
Não está certo que Cunha cumprirá o prometido no início do mês e reiterado na última semana. Embora ele tenha sugerido que pode anunciar nesta segunda o destino de sete pedidos de impedimento que ainda restam sobre sua mesa, um adiamento não é descartado. Mesmo com pareceres sobre os pedidos já prontos, o peemedebista pode preferir esperar a reunião do Conselho de Ética, marcada para esta terça, para ver como os três petistas do colegiado se posicionarão na votação sobre a admissibilidade de seu processo de cassação.
Fato é que, enquanto esperava o melhor momento para decidir e negociava com governo e oposição, Cunha perdeu apoio popular para sua própria empreitada. Enquanto 81% dos entrevistados são favoráveis à perda de mandato de Cunha, apenas 7% dos brasileiros são contrários à cassação. Outros 4% se dizem indiferentes ao tema. 
Por outro lado, o índice dos que defendem um impeachment da presidente Dilma Rousseff oscilou para baixo, mas dentro da margem de erro, se for levado em consideração um levantamento anterior do Datafolha. No início de agosto, eram 66% os que queriam o impeachment da petista e 28% os que não apoiavam a ideia. Agora, são 65% os que defendem o impeachment e 30% os que são contrários. Nos dois casos o percentual dos que não se manifestaram foi de 5%.
Apostas. Mesmo querendo que a presidente caia, muitos duvidam que isso acontecerá. Quando a pergunta é se o entrevistado acha que Dilma Rousseff será afastada, 56% das respostas são negativas e só 36% dos brasileiros acreditam que isso vá ser efetivado. O índice dos que não souberam responder à essa questão foi de 7%. Os números mostram que caiu, no limite da margem de erro, a crença no impeachment, já que, em agosto, eram 38% os que achavam que Dilma seria afastada e 53% os que não achavam. Naquela ocasião, 9% não souberam responder.
O Datafolha perguntou se a presidente deveria renunciar. Aproximadamente dois terços dos brasileiros (65%) acham que sim, enquanto pouco mais de um terço dos que foram questionados (35%) acha que não.
Caso o presidente da Câmara acolha o pedido, ele será analisado pelos deputados. Dois terços da Casa (pelo menos 342 deputados) precisam aprová-lo para que o processo continue. Se isso acontecer, Dilma Rousseff é afastada provisoriamente e o Senado vota se derruba ou não a presidente.
A pesquisa
Dados. O levantamento do Datafolha foi realizado nos dias 25 e 26 de novembro, com 3.541 entrevistados em 185 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou par amenos.
Pessimismo

Inflação
. Para 77% dos entrevistados pelo Datafolha, a inflação irá aumentar no próximo período, taxa altíssima na comparação com os anos anteriores e praticamente inalterada desde março. Na opinião de 67%, o poder de compra irá diminuir, um recorde (63% pensavam assim em junho).

Desemprego. Além disso, o emprego, tema forte no discurso de Dilma, também é visto com inédito pessimismo pelos eleitores. Para 76%, o nível de desemprego irá aumentar ante 73% que acreditavam nisso na última pesquisa.

Subindo. A taxa vem crescendo desde outubro de 2014, véspera do segundo turno das eleições. Era 26% naquele mês e já havia disparado para 62% no início do segundo mandato de Dilma.
Congresso tem pior avaliação desde 1993

BRASÍLIA. 
 A grande rejeição ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), coincide com um processo de rápida deterioração da já historicamente debilitada imagem do Congresso Nacional. A taxa dos que avaliam o desempenho de deputados e senadores como ruim ou péssima vinha caindo desde o início do ano, de 50% para 42%, na pesquisa de junho. Mas agora deu um salto para 53%.

Esse patamar de desaprovação ao Congresso é o segundo pior desde abril de 1993. Em setembro daquele ano, 56% anotaram ruim ou péssimo na pesquisa.

Hoje, os que acham o trabalho dos parlamentares bom ou ótimo é de apenas 8%, enquanto o avaliam como regular.

Apesar da ampla rejeição ao Congresso, o número ainda é melhor do que o do governo da presidente Dilma Rousseff, mesmo após a primeira melhora desde agosto de 2014. A reprovação à gestão da petista caiu de 71%, naquele mês, para 67%.

O novo índice, ainda assim, é a segunda pior marca numérica desde a posse, em 2011. Além disso, a queda de quatro pontos na reprovação não significou um aumento proporcional na aprovação. Agora, 10% julgam o governo Dilma como bom ou ótimo, só dois pontos acima dos 8% apurados em agosto. Outros 22% consideram o governo regular (eram 20%).

Corrupção petista na Petrobras já atuava no tempo de FHC

Comentário do Vlad: Parece até manchete da Folha ou chamada da CBN.

http://www.hariovaldo.com.br/site/2015/11/28/corrupcao-petista-na-petrobras-ja-atuava-no-tempo-de-fhc/

Corrupção petista na Petrobras já atuava no tempo de FHC

Finalmente vai caindo a cortina da mentira petista, em parte, graças a tenaz atuação do juiz mouro, em sua intrépida caçada ao molusco de Garanhuns, e assim o mundo toma conhecimento de como é vergonhosa a teia de corrupção dos asseclas do partido bolchevista no Brasil, que mesmo durante o impoluto governo de FHC, já atuava com força na Petrobras.
Por isso temos Delcídio e Cerveró, elementos petistas de primeira hora, já habitués dosmanejos na petrolífera desde que por influência do Partido dos Trabalhadores foram postos na estatal brasileira para, primeiro, realizarem seus esquemas produtivos, segundo, sabotar o bom governo do Farol de Alexandria, lançando as bases para os futuros esquemas coordenados por Dirceu.
Aécio, com seus companheiros, durante sua lua-de-mel, no Waldorf Astoria
Pior que isso, foi o caso do banqueiro vermelho, que, a soldo de Pyongyang, se aproximou de Serra e Aécio para influenciá-los para o mal, pois era amigo de Lula. Enfim, o país não pode mais ficar nas mãos dessa gente esquerdalha corrupta, sustentada pela imprensa, toda comprada com o ouro de Havana.
Lamentável que Aécio tenha que passar por esse constrangimento, por isso ofertamos esta música para ele esquecer a chateação e se lembrar dos bons momentos no Waldorf ao lado dos seus.