domingo, 13 de dezembro de 2015

O fiasco na Paulista se resumiu no Frota e num pato cercado de outros patos. Por Kiko Nogueira

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Postado em 13 dez 2015
Kim Kataguiri estava com sono, mas não abandonou a trincheira
Kim Kataguiri estava com sono, mas ficou firme

Os organizadores do protesto anti Dilma na Avenida Paulista estão escondendo o fiasco atrás de uma estranha tese de que se trata de um “esquenta” e não da coisa para valer.
Foram apenas oito dias de organização, alegou um dos líderes (é impressionante como essas milícias têm apenas líderes). Foi frustrante, especialmente, quando se sabe que agora existe, em tese, uma cenoura à frente deles — ou uma mandioca atrás, dependendo do ângulo –, que é o acolhimento do pedido de impeachment por Eduardo Cunha.
Uma das razões para o esfriamento da mobilização é o fator Cunha. Manifestantes um pouco menos fanáticos perceberam, nas últimas semanas, que quem está dando as cartas é um deputado com uma ficha corrida épica.
Sobraram, na “luta”, ignorantes por opção e mal intencionados, que acreditam no fascismo rastaquera de gente como Marcello Reis, do Revoltados Online, e Kim Kataguiri, o popular “Japonês Ruinzinho” do MBL.
Havia sete caminhões de som postados a uma distância aproximada de 500 metros uns dos outros. Isso foi feito de modo a dar a impressão de aglomeração quando, na verdade, as pessoas não conseguiam circular porque os veículos impediam a passagem estacionados na transversal.
Um sinal claro de que a coisa não funcionaria era a presença de políticos do PSDB. João Doria Jr, Serra, Aloysio e Caiado, o amigo de Bumlai, tentaram pegar uma carona na micareta golpista. Alguns deles fizeram discurso.
Com o proverbial talento tucano para captar o ronco das ruas, foi o casamento perfeito da iniquidade com a falta de noção.
Mas a palhaçada pode ser resumida em duas presenças marcantes, que incorporam o espírito desse povo. A primeira é a de Alexandre Frota, um maluco que claramente precisa de ajuda psiquiátrica especializada.
Frota, que já havia gravado um vídeo com ameaças a Lula fantasiado de jihadista do “Estado Islâmico” com uma meia tapando metade da cara,  avisou que foi representar a “classe artística de bem”.
A segunda figura estava no meio da galera, impávido: um pato inflável, cortesia da criatividade do presidente da Fiesp Paulo Skaf, o Caveira, que numa entrevista ao Estadão cravou que “mudança pode ser por impeachment, renúncia ou outra forma”.
O pobre pato nunca achou que encontraria tantos como ele, com a diferença de que seus pares eram mais perigosos e esquisitos. O pato é o único animal que consegue dormir com metade do cérebro e manter a outra em alerta. Seus novos amigos, ele logo percebeu, mantêm as duas metades desligadas o tempo inteiro.

"Artista de bem"
“Artista de bem”
paulista
Sucesso
"Vamolá, em homenagem ao Ai-5"
“Vamolá, em homenagem ao Ai-5″
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As pré-condições para o semiparlamentarismo

http://jornalggn.com.br/noticia/as-pre-condicoes-para-o-semiparlamentarismo


Em princípio, o semiparlamentarismo pode ser uma boa alternativa, de acordo com a proposta do Ministro Luis Roberto Barroso e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)
Seria uma maneira de mitigar crises políticas, sim. O presidente indica o primeiro ministro, o Congresso aprova ou não. Não aprovando, indica outro. Se, no meio do mandado, o Congresso perde a confiança no primeiro ministro, pode depor. E recomeça o jogo de indicações.
Havendo o impasse, o presidente da República tem o poder de convocar novas eleições gerais. Esta é a arma que dispõe para não ficar eternamente refém do Congresso.
Quais são as críticas ao projeto de Michel Temer?

Ponto 1 – desestruturação do orçamento

Ele acena com a possibilidade do Congresso passar a compartilhar das decisões do orçamento, desde que se abra espaço com o fim das vinculações orçamentárias – os gastos sociais obrigatórios fixados pela Constituição de 1988. Colocou um queijo de contrabando na ideia, visando atrair aqueles 80 a 100 ratos do Congresso.
Aliado de Michel Temer, Delfim Netto foi o primeiro a levantar essa isca para os deputados. Na entrevista com Delfim– para o Brasilianas que ainda não foi ao ar – ele repete a defesa: com o semiparlamentarismo será possível ao Congresso participar das decisões do orçamento, sem as vinculações orçamentárias.
Questionei-o sobre os riscos da pulverização do orçamento. Sem partidos fortes e programáticos, o orçamento seria convertido em uma colcha de retalhos, com milhares de emendas atendendo às demandas individuais de cada parlamentar.
Concordou sobre a necessidade de uma ordem proporcionada pelos partidos. Temos essas pré-condições? É evidente que não. Temos um Congresso em que o presidente da Câmara tornou-se a porta de entrada dos piores lobbies da República e comanda um exército estimado entre 80 a 100 deputados financiados por ele.
E aí o velho mestre deriva para um conjunto de considerações sobre a reforma política, sobre a maneira como era montado o orçamento nos tempos de Carvalho Pinto etc, sem admitir taxativamente que o Congresso não dispõe das condições necessárias para assumir essas responsabilidades.
O exemplo de Carvalho Pinto é útil. O governador definia um plano de investimentos para o Estado. Depois de definido, enviava seu articulador político Plinio de Arruda Sampaio para negociar com os deputados. Plinio abrir o mapa de obras do Estado e combinava com o deputado de qual obra ele seria padrinho. O deputado ganhava pontos com seus eleitores sem afetar a lógica do plano.
Só deu certo porque havia um agente unificador dos investimentos: o próprio governador.

Ponto 2 – anulação do voto direto, transformando o presidente em rainha da Inglaterra.

Voltemos ao caso atual. Por que Dilma Rousseff foi eleita e reeleita? Porque acenou com a manutenção dos gastos sociais contra um candidato, Aécio Neves, que propunha um enxugamento radical do Estado e em quem se vislumbrava, se eleito, cortes radicais nos programas sociais.
Esse é o ponto: Dilma não é relevante; as ideias que a elegeram, são.
A melhor saída seria se Dilma se tornasse uma presidente parlamentarista e entregasse a gestão do dia a dia a um primeiro ministro avalizado pelo Congresso desde que... desde que fosse para seguir as propostas enunciadas em sua campanha presidencial, claro. Se não, para que eleições diretas para presidente?
A eleição para presidente é o único momento em que há coesão em torno de ideias nacionais, seja a favor de um Estado social ou de uma economia pura de mercado. É o momento em que os eleitores se despregam dos interesses imediatos, localizados, regionais, para pensar em temas nacionais.
A proposta de Temer visa não apenas transferir o poder do Executivo para o Congresso como abolir as bandeiras nacionais que elegeram o presidente. E tudo isso em um Congresso fundamentalmente distrital, com deputados ligados apenas aos interesses específicos da sua base.
Não pode ser assim.

Pressupostos

O semiparlamentarismo pode ser uma boa alternativa para segurar os ímpetos de presidentes voluntaristas e despreparados para o exercício cargo. Mas precisa necessariamente atender aos seguintes pressupostos:
1.     Não pode ser um álibi para golpes de Estado, visando abreviar o governo Dilma.
2.     Não pode significar enfraquecimento das propostas levantadas pelo presidente da República nas eleições.
3.     Não pode ser adotado de afogadilho. Exige discussão prévia e endosso do eleitor, através de um plebiscito.
Se Dilma Rousseff tivesse aquele mínimo minimorum de acuidade política, faria uma limonada do limão do semiparlamentarismo.
Derrubando a tese do impeachment, inaugura-se um novo tempo político.
Seria o momento de reagrupar forças em torno de um primeiro ministro de fato, alguém com competência e comando comprovados, da sua estrita confiança, que assumisse a coordenação de um governo de coalizão, com as forças que derrubaram o golpe, em torno de um plano de governo.

Balanço inicial das manifestações 'Fora Dilma' deste domingo

http://jornalggn.com.br/noticia/balanco-inicial-das-manifestacoes-fora-dilma-deste-domingo


Foto tirada por Valter Campanato/Agência Brasil 13.12.2015


Jornal GGN - As primeiras notícias sobre as manifestações por impeachment de Dilma registradas neste domingo (13) pelo Brasil revelam que os protestos estão mais reduzidos do que os registrados ao longo do ano.

Em Brasília, a concentração em frente ao Congresso Nacional começou por volta das 11h e terminou às 13h de forma pacífica. Segundo a Polícia Militar, participaram entre 5 mil e 6 mil pessoas, já os organizadores contabilizaram 30 mil. A título de comparação, no dia 15 de março, quando as manifestações Fora Dilma bateram o recorde de adesão, a PM da capital havia contabilizado a participação de 15 mil pessoas.

Já no Rio de Janeiro, os manifestantes se concentraram na orla da Praia de Copacabana a partir das 11h. Ainda não há registros do total de pessoas que compareceram, mas por volta das 15h15 cerca de 300 pessoas continuavam no local segundo noticiário do plantão da Rede Globo, contra cerca de 15 mil pessoas, ao longo de todo o dia 15 de março, com base nos dados da Polícia Militar.
Pouco antes, por volta das 14h30, um grupo de cerca de 100 skatistas apareceu na Avenita Atlântica em sentido contrário ao caminho feito pelos manifestantes pró-impeachment. Os dois grupos se enfrentaram apenas por palavras. Segundo reportagem do G1 alguns sketistas gritaram "contra a burguesia" e "fora coxinha". Um policial do Batalhão de Choque chegou a apontar a arma com bala de borracha contra os sketistas que deixaram o local.
Em Belo Horizonte há registros por fotos e vídeos de um pequeno grupo que realizou protestos dentro de shoppings. Veja aqui.
E, em São Paulo, o ponto de encontro foi na Av. Paulista, onde os manifestantes se misturaram ao público que vem frequentando o local para lazer, desde que a prefeitura decretou o fechamento da avenida para os carros.
Veja a foto à seguir, captada de uma matéria da Globo, onde é possível ver algumas pessoas vestidas de vermelho, entre manifestantes de verde e amarelo. Os protestos contra a presidente Dilma ocorreram em cerca de 100 cidades, segundo a grande imprensa.

Campanha contra o corte no Bolsa Família

http://jornalggn.com.br/noticia/campanha-contra-o-corte-no-bolsa-familia


Jornal GGN - Proposta de iniciativa popular cria corrente na internet e redes sociais contra o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, para 2016.

A proposta de corte será apresentada pelo deputado Ricardo Barros (PP/PR), relator da Comissão Mista de Orçamento, que se reunirá na próxima semana. Barros argumenta que o corte será necessário para o governo conseguir atingir a meta fiscal proposta no relatório de Orçamento de um total de R$ 12,2 bilhões. Mas a redução do programa social deverá atingir, pelo menos, 23 milhões de pessoas que dependem da bolsa para complementar a renda.

Se você é contra o corte, participe mandando um e-mail com a mensagem abaixo para os deputados da Comissão Mista de Orçamento.



Caro(a) Deputado(a) integrante da Comissão Mista de Orçamento

É fundamental que o senhor(a) se posicione contrariamente aos cortes no Bolsa Família. Esse corte tiraria 23 milhões de pessoas do Programa e colocaria em risco conquistas do país como a superação da extrema pobreza, aumento da frequência escolar e redução da mortalidade infantil. Esses impactos afetam todos os municípios brasileiros. Significa menos renda, menos consumo e menos direitos garantidos. Conto com o seu compromisso para impedir que esse retrocesso aconteça.

Copie aqui os e-mails dos deputados:

dep.edmararruda@camara.leg.br;
dep.carloshenriquegaguim@camara.leg.br;
dep.cesarhalum@camara.leg.br;
dep.geneciasnoronha@camara.leg.br;
dep.hildorocha@camara.leg.br;
dep.joaoarruda@camara.leg.br;
dep.lelocoimbra@camara.leg.br;
dep.marceloaro@camara.leg.br;
dep.niltoncapixaba@camara.leg.br;
dep.ricardoteobaldo@camara.leg.br;
dep.lazarobotelho@camara.leg.br;
dep.ricardobarros@camara.leg.br;
dep.elmarnascimento@camara.leg.br;
dep.joserocha@camara.leg.br;
dep.niltotatto@camara.leg.br;
dep.paulopimenta@camara.leg.br;
dep.hugoleal@camara.leg.br;
dep.wadsonribeiro@camara.leg.br;
dep.wellingtonroberto@camara.leg.br;
dep.zegeraldo@camara.leg.br;
dep.zecadirceu@camara.leg.br;
dep.jaimemartins@camara.leg.br;
dep.josenunes@camara.leg.br;
dep.caionarcio@camara.leg.br;
dep.giuseppevecci@camara.leg.br;
dep.gonzagapatriota@camara.leg.br;
dep.hissaabrahao@camara.leg.br;
dep.joaofernandocoutinho@camara.leg.br;
dep.samuelmoreira@camara.leg.br;
dep.flaviamorais@camara.leg.br;
dep.edmilsonrodrigues@camara.leg.br

sábado, 12 de dezembro de 2015

A impressionante mediocridade do Plano Levy

http://jornalggn.com.br/noticia/a-impressionante-mediocridade-do-plano-levy-por-andre-araujo


Por André Araújo
A IMPRESSIONANTE MEDIOCRIDADE DO PLANO LEVY - Como é possível um Ministro da Fazenda, que no Brasil tem as funções de Ministro de toda a Economia e não apenas do Tesouro, ter como único foco a questão fiscal, isso em plena recessão brava e crescente, sem horizonte para terminar?
Não se vê em momento algum uma palavra do Ministro Levy sobre qualquer outro aspecto da economia como um todo, produção, vendas, emprego, crescimento, safra, exportação, importação, investimentos, fabricas, usinas, estradas, portos, nada, é só deficit fiscal, superavit primario, uma alma de contador de feijões, mas será que um País pode sobreviver sem alguém dar atenção à economia real, do chão de fábrica e da terra arada?
Alan Greenspan, que ficou 14 anos no comando do Banco Central americano, passava toda noite horas na banheira examinando estatísticas de produção, uma de suas preferidas era o gasto com telhas, via em cada estatística da ECONOMIA REAL um sinalizador de botão para apertar, número de aspiradores de pó, de bicicletas, de ingressos de cinema, tudo para ele era indicativo da atividade econômica, soltava liquidez na economia de acordo com os números da economia real, até hoje o Banco Central americano segue essa mecanica de manejo da liquidez, toda ela manejada em função do emprego. Aqui nosso BC copiou tanta bobagem como os 45 dias do COPOM, igualzinho ao Fed, porque não 60 ou 35? Ah não, o Fed faz seu COPOM a cada 45 dias vamos fazer igualzinho, mas porque não copiam o essencial e não a perfumaria, a LIQUIDEZ REGIDA PELA PRODUÇÃO E EMPREGO?
Imagine-se em plena Depressão de 1933 se Roosevelt só falasse em orçamento e receita, nem tocava nisso, sua única conversa era emprego e como sair da depressão. Tampouco Keynes na sua famosa carta aberta a Roosevelt publicada no New York Times de 31 de maio de 1933 tinha alguma preocupação com o orçamento, sua mensagem era como reavivar o emprego, quais os mecanismos para injetar liquidez na economia, como levantar a demanda e, daí, reanimar a produção.
Ando muito a pé pelas manhãs, é chocante o número de pequenos comércios fechados, há quarteirões inteiros na Augusta em direção aos Jardins, em fila de placas de "Aluga-se", quando uma loja dessas vai alugar? Nem em uma década. E cada porta fechada representa o desfazimento de sonhos, de economias arduamente formadas. Esses pequenos comércios dão o primeiro emprego aos jovens, dão o primeiro treino e traquejo, são indutores fundamentais.
A desgraça da recessão é infinitamente maior que a da inflaçã,o e no entanto o Plano Levy em conluio com o Banco Central luta exclusivamente e sem sucesso contra a inflação, a recessão nem entra no radar e no entanto é este o perigo maior e não a inflação. O Brasil tem capacidade de produção para aguentar uma injeção de liquidez de um ou um e meio trilhão de Reais, a inflação pode subir alguma coisa, mas se criarão rapidamente dois ou três milhões de empregos e mais importante, para-se o aumento do desemprego que está em um furor mês a mês, caminhando celeremente para os 12 ou 15%, daí para 20% é um espirro.
Com um emprego é possivel suportar mais alguma inflação, mas com o repontar da atividade aumenta de imediato a arrecadação, a inflação agua a dívida pública e privada, beneficiando os devedores e ajuda a reposicionar o gasto público.
Dentre o errado é preciso optar pelo menos errado mas para isso é preciso ter alma e sensibilidade e não uma calculadora como instrumento único de gestão da política econômica, esta é engenho e arte mais que ciência.
No Banco Central precisamos de diretores afinados com o País e com sua economia como um todo, e não somente com Wall Street. Quem teve a ideia de trazer um Tony Volpon que passou 30 anos no Canadá e nos EUA para ser diretor do Banco Central em abril de 2015? O que esse senhor, cujos méritos profissionais  não discuto, sabe da realidade da economia brasileira?  Faz lembrar o famoso episódio Paulo Leme, quando o brilhante Armínio Fraga, sem ironia, mas comete erros, teve a ideia de importar um "estrangeiro" brazuca que mora muito tempo no exterior para ser diretor do Banco Central. Luis Nassif abateu-o em pleno voo para tomar posse, mostrando os discursos anti-brasileiros que ele fazia em Nova York quando diretor do Goldman Sachs (ainda é hoje). Esses "wall streeters" não servem para cargos que exigem homens com visão de Estado e de política econômica no seu sentido mais amplo, são simples operadores de taxas e derivativos, homens de mesa e não de formulações estratégicas de largo alcance.
Sem jogar liquidez imediatamente para puxar a demanda não de bens de consumo mas de investimentos em saneamento, estradas, ferrovias, portos, moradia popular, sistema de saúde, escolas, sem esse processo não se levanta a economia. Haverá nenhuma ou pouca inflação porque os fatores de produção para investimentos estão em casa e são abundantes, tem cimento, ferro, tijoço, tinta, azulejo, tubos, brita sobrando, não há porque subir preço por demanda quando a capacidade ociosa é altíssima. Mas para isso precisa ter o gosto do risco e da aventura, aquilo que Roosevelt tinha em 1933 e JK tinha em 1955, grandes desbravadores da economia com o instinto do futuro, pagando apostas com o pescoço.
Pobre Brasil se o que resta é o simpatico Levy, muito bom mas para "nóis num serve".

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ministro do STF suspende instalação da comissão do impeachment

http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2015/12/ministro-do-stf-suspende-instalacao-da-comissao-especial-do-impeachment.html?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

08/12/2015 23h01 - Atualizado em 08/12/2015 23h36


Edson Fachin determinou interrupção até plenário do STF analisar o caso.
Instalação da comissão especial estava marcada para a tarde desta quarta.

Mariana Oliveira e Renan RamalhoDa TV Globo e do G1, em Brasília
Luis Edson Fachin, durante sabatina na CCJ do Senado (Foto: Joel Rodrigues/Frame/Estadão Conteúdo)O ministro Luis Edson Fachin é o relator das ações
do PC do B no Supremo
(Foto: Joel Rodrigues/Frame/Estadão Conteúdo)
O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na noite desta terça-feira (8) suspender a formação e a instalação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Fachin determinou que os trabalhos sejam interrompidos até que o plenário do Supremo analise o caso, votação que estámarcada para a próxima quarta (16).
Segundo o magistrado, ele suspendeu todo o processo do impeachment para evitar novos atos que, posteriormente, possam ser invalidados pelo Supremo, inclusive prazos.
A decisão liminar (provisória) de Fachin foi tomada no mesmo dia em que a Câmara elegeu, por 272 votos a 199, a chapa alternativa de deputados de oposição e dissidentes da base aliada para a comissão especial que vai analisar o prosseguimento do processo de afastamento da chefe do Executivo federal.
Na tarde desta terça, ao concluir a votação que elegeu parte da comissão especial do impeachment, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), convocou uma nova sessão para a tarde desta quarta-feira (9) para que os líderes dos partidos indiquem os outros 36 membros do colegiado. Com a decisão de Fachin, a nomeação desses outros deputados não deverá ocorrer.
A decisão também impede os demais procedimentos previstos no processo: eleição de presidente e relator do pedido de impeachment, bem como abertura do prazo para Dilma apresentar sua defesa.
A assessoria de imprensa do presidente da Câmara informou que Eduardo Cunha só irá se manifestar após ser formalmente comunicado da decisão da mais alta corte do país.
O ministro do STF analisou pedido apresentado nesta terça-feira pelo PC do B, antes de a Câmara eleger a chapa oposicionista. Na ação judicial, o partido aliado questionou não apenas a possibilidade de deputados concorrerem às vagas sem indicação pelos líderes de seus partidos, mas também a votação secreta para escolha da chapa e a divisão da comissão por blocos, e não partidos.
Ao analisar o pedido do PC do B, Edson Fachin considerou que a votação secreta – que impede a identificação da opção de cada parlamentar – não está prevista no regimento interno da Câmara e na Constituição.
Assim, para evitar novos atos que, posteriormente, podem ser invalidados pelo Supremo, o ministro suspendeu todo o processo do impeachment, inclusive prazos. A decisão valerá até a quarta da semana que vem, dia 16, quando o STF se reunirá em plenário para decidir sobre outros questionamentos do PC do B sobre o caso.
Chapa avulsa
A formação da comissão gerou um impasse entre opositores e defensores do mandato de Dilma. A "chapa alternativa" foi articulada pela oposição para abrigar deputados simpáticos ao impeachment, principalmente do PP e PMDB, que não haviam sido indicado pelos líderes.
Na ação, o PC do B argumentou que a escolha de um deputado para a comissão por votação em plenário, sem indicação do líder, fere a autonomia partidária. O partido defendeu a existência de uma chapa única para o colegiado, como havia sido previamente acordado entre os líderes na semana passada.
"As candidaturas avulsas consistiriam em arranjo sem previsão normativa em que deputados se candidatam a membros da comissão especial contrariando as indicações de seus partidos, feitas pelos respectivos líderes partidários", afirma o texto.
Cunha defende votação
Mais cedo, ao final da sessão, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu a eleição, marcada por tumulto e protestos de governistas no plenário.
“Eu estou absolutamente seguro de que a gente cumpriu o regimento. E dizer que essa eleição não teria que ser secreta é dizer que a eleição da Mesa [Diretora] não poderia ser secreta, que a eleição nas comissões não poderia ser secreta, dos membros do TCU [Tribunal de Contas da União] não poderia ser secreta, do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] não poderia ser secreta”, argumentou Cunha.
Cunha disse ainda que o Supremo deveria decidir sobre a votação em plenário, e não por determinação individual de um ministro.
“Qualquer decisão judicial a gente vai estar aberto aqui a cumprir. Precisa ver se vai ser uma decisão liminar ou uma decisão definitiva. Eu acho que, para poder ter uma manifestação sobre isso, se houver alguma decisão, deveria ser em termos de pleno, não em termos de monocraticamente paralisar um processo. Espero que isso não ocorra”, disse.
Ação do PC do B
O pedido do PC do B foi inserido dentro de uma ação já em trâmite no tribunal que pede a anulação da decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que acolheu o pedido de afastamento de Dilma, na semana passada.
Essa ação deve ser julgada no próximo dia 16 de dezembro pelo plenário do STF e poderá suspender todo o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Na sessão, também serão julgados diversos pedidos do partido para alterar o trâmite previsto em lei e no regimento da Câmara sobre o andamento do processo.
O novo pedido também contestou a formação da comissão por meio de blocos (grupos de partidos) e não diretamente pelos próprios partidos, o que alteraria a divisão das vagas.
"Tal forma de composição decorre grave distorção. O autor, partido que elegeu 10 deputados federais, tem um único membro na Comissão, metade dos dois membros a serem indicados por partido que elegeu 11 deputados (PROS), e o mesmo número de representantes dos partidos que têm um único deputado na Casa (PTdoB)", exemplificou o partido.
Impeachment Dilma trâmite arte (Foto: Arte/G1)