Neste blog eu vou comentar algumas notícias, mostrar minha opinião sobre a economia brasileira, política e mídia.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Metas de inflação e os ardis da razão
http://www.valor.com.br/opiniao/4860762/metas-de-inflacao-e-os-ardis-da-razao
O regime de metas, dizem os entendidos, tem o propósito de definir a regra ótima de reação do Banco Central. Trata-se da regra que, ao longo do tempo, fortalece a confiança dos mercados no manejo da taxa de juros de curto prazo entregue à responsabilidade dos BCs. Ao adequar suas decisões às expectativas (racionais) dos formadores de preços e dos detentores de riqueza, os bancos centrais tornariam mais suave o processo de manutenção da estabilidade do nível geral de preços, reduzindo a amplitude das flutuações da renda e do emprego.
No livro "Interest and Prices", um dos luminares do regime de metas, Michael Woodford recomenda: o regime de metas deve almejar a estabilização dos preços que são reajustados com pouca frequência (sticky prices). Flutuações mais intensas nos preços sujeitos a ajustamentos frequentes ou choques de oferta atípicos devem ser excluídas dos modelos que adotam o regime de metas de inflação. Diz Woodford: "Um regime apropriado de metas deve descartar as flutuações nos preços dos ativos (financeiros) (...). A teoria sugere também que nem todos os bens são igualmente relevantes. Os bancos centrais deveriam adotar a meta de estabilização do núcleo da inflação (core inflation), o que coloca maior ênfase nos preços mais rígidos", ou seja, menos sujeitos a choques de oferta.
A subida de preços nominais pode resultar de choques temporários nos preços das matérias-primas e alimentos ou de um reajuste intempestivo de preços administrados. Choques de oferta devem ser tratados com cautela para não contaminar de forma adversa as expectativas dos agentes. A reação do Banco Central deve considerar também os efeitos negativos sobre a dívida pública e o déficit nominal originados por um "excesso" no manejo da taxa de juros de curto prazo.
A indexação adentrou ao gramado e exigiu queda dramática da produção e do emprego para colocar a inflação na meta
A teoria fiscal de Woodford analisa uma economia com estoques de dívida pública e privada. Sua argumentação procura mostrar que, em uma situação de dominância fiscal, a dívida pública segue numa trajetória explosiva se a taxa de juros real se eleva no esforço para atingir a meta. Nessa situação, a queda da inflação agrava a dinâmica perversa da relação dívida/PIB.
O economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, mostra com clareza as dificuldades de execução da política de metas numa situação de dominância fiscal. Constata o óbvio: "A elevação da taxa de juros real causa o crescimento da dívida por duas razões. Primeiro, faz saltar o custo real do serviço da dívida. Segundo, ao reduzir a demanda de bens, serviços e de trabalhadores, a elevação do juro real provoca uma queda da receita fiscal e impede a obtenção do superávit primário".
A desaceleração da economia e as desonerações encolheram sistematicamente o fluxo de receitas que acorrem aos cofres do governo. No acumulado de 2013, a arrecadação bruta das receitas federais evoluiu, em termos reais, a uma taxa de 4,1%. Em 2014 a arrecadação apresentou queda real de 1,8%. Com o ajuste fiscal brasileiro de 2015, a receita caiu mês após mês, acompanhando a queda da renda e do emprego, apresentando queda acentuada de 5,6%, representando o pior desempenho da arrecadação da série histórica, que tem início em 1995.
De 2013 para 2015 a Selic praticamente dobrou, com acréscimo de 7 pontos, prometendo enfiar a inflação na meta, mas entre abril de 2013 e dezembro de 2015 o IPCA subiu 22,35%, depois de um choque de tarifas destinado a alinhar os preços relativos. O argumento de que a política monetária leva tempo para fazer efeito, e o diagnóstico de inflação de demanda, sucumbem ao peso de quase três anos de escalada dos juros e a dois anos de recessão.
O atual sinistro já se descortinava nas opiniões prevalecentes nos mercados antes de 2015. O colapso do PIB e o salto da inflação são indecifráveis sem a colaboração da política monetária. O BC promoveu a elevação na taxa Selic de 7,25% para 14,25% entre abril de 2013 e julho de 2015, com manutenção até outubro de 2016. Comparando o 3º trimestre de 2013, com o 3º trimestre de 2016, a Formação Bruta de Capital Fixo sofreu queda de 28%, o consumo das famílias de 7% e o PIB de 7,8% (IBGE).
Ao fim de 2014, logo após as eleições, a necessária e postergada correção de preços administrados foi posta em prática carecendo de recomendável temperança. Dois erros não fazem um acerto: em dezembro de 2014 a inflação dos preços administrados era de 5,32%, em março de 2015, de 13,37%.
Em 2015 a elevação dos preços medida pelo IPCA foi de 10,67%, sendo que os preços administrados tiveram uma elevação de 18,07%. No ano de 2015 a energia elétrica cresceu 51%, o Etanol 2.
Os preços livres subiram 8,51%. Os efeitos do choque nos preços administrados e do câmbio nos preços livres foram decisivos para o salto da inflação. A indexação, velha senhora, adentrou ao gramado e exigiu uma queda dramática da produção e do emprego para colocar a inflação a caminho da meta.
Em artigo recente, o economista do FMI Shaun K. Roache define a persistência inflacionária como a tendência dos choques de preços de desviar, por um período prolongado, a taxa de inflação de sua trajetória desejada, definida pela meta de inflação. A persistência é importante porque afeta os custos de se levar a inflação para a meta, avaliados pelo "sacrifício" imposto à produção e ao emprego.
No dia 20 de janeiro de 2016 Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo comentou a política e conjuntura econômica brasileira: "Vocês têm uma das mais altas taxas de juros no mundo. Se o Brasil reagisse à queda no preço das exportações com medidas contracíclicas, o país talvez pudesse ter evitado a intensidade da atual crise (...). Esse modelo que diz que, se a inflação está alta, você sobe os juros é uma teoria que foi desacreditada. É preciso saber qual é a fonte da inflação. Se for excesso de demanda, aí você sobe os juros, porque tem que moderar a demanda. Mas se for um impulso por custos, você tem que ser cuidadoso. Nesse caso, a forma pela qual a alta de juros reduz a inflação é matando a economia (...) "
Os resistentes da seita das expectativas racionais se contorcem para conciliar a inflação e a indemonstrável hipótese do hiato do produto potencial, no espartilho da curva de Phillips.
Luiz Gonzaga Belluzzo é professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, escreve mensalmente às terças-feiras. Em 2001, foi incluído entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX no Biographical Dictionary of Dissenting Economists.
Gabriel Galípolo é professor do depto. de economia da PUC/SP, é sócio da Galípolo Consultoria
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Petrobras: Os desvios de Parente ou a preferência estrangeira
http://jornalggn.com.br/blog/antonio-ateu/petrobras-os-desvios-de-parente-ou-a-preferencia-estrangeira
A direção da Petrobras, presidida por Pedro Parente, divulgou nota para rebater as críticas feitas pela Associação dos Engenheiros da empresa (AEPET) em razão de ter convidado apenas empresas estrangeiras para disputar o contrato de sua maior obra em andamento, a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPHN), no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Considera as críticas “simplistas sobre uma inexistente preferência por empresas estrangeiras versus empresas brasileiras”. Diz que convidou as estrangeiras porque as grandes empresas brasileiras estão proibidas de fechar contrato com a Petrobras por causa das denúncias da Operação Lava Jato.
A AEPET ainda não se pronunciou oficialmente, mas um diretor da associação, entidade que tem raízes na origem da Petrobras, com a campanha O Petróleo É Nosso, diz que a nota provoca uma confusão, na opinião dele, proposital.
A associação é favorável à mudança de modelo da contratação, que hoje concentra na empresa de fora o controle total sobre a obra, desde o projeto de engenharia até a compra de material. Os engenheiros defendem que o controle seja da Petrobras, o que poderia proporcionar a contratação de empresas médias.
Na nota, a direção da Petrobras diz que as companhias estrangeiras convidadas para fazer a obra estão instaladas no Brasil há anos.
“A verdade é que elas têm escritório comercial aqui, escritório de representação, em geral não têm fábrica aqui. Sua operação principal se concentra lá fora e, como mostra a experiência do passado, se tocarem essa obra, vão trazer material de fora e profissionais também. O grosso do empresa será gerado em outro país, não aqui”, afirma.
Com o modelo de contratação conhecido como EPC, a possibilidade de superfaturamento é maior, segundo a AEPET.
Na nota, a direção da Petrobras faz uma comparação que esse diretor da AEPET considera estranha. A direção da empresa diz que contratar as estrangeiras para fazer a sua maior obra é o mesmo que dizer que dirigimos carros importados fabricados em São Bernardo do Campo.
Só que, lembra esse diretor, as montadoras de São Bernardo do Campo estão aqui já mais de meio século, têm produção local, geram milhares de empregos.
“Quero que a Petrobras me informe onde estão as fábricas no Brasil dessas empresas estrangeiras que produzem material e serviços aqui? Quero que me mostre o seu departamento de engenharia no Brasil. Nada, estão nos Estados Unidos, Alemanha e China, e o contrato com a Petrobras interessa a esses países, não ao desenvolvimento e incentivo à indústria nacional” afirma.
“Assim como estão fazendo com as reservas de petróleo, estão agora entregando também os contratos de serviços e obras”.
Para sobreviver à Lava Jato, família vai deixar gestão da Odebrecht
http://jornalggn.com.br/noticia/para-sobreviver-a-lava-jato-familia-vai-deixar-gestao-da-odebrecht
TER, 24/01/2017 - 15:13
Jornal GGN - A Odebrecht vem organizando medidas para sobreviver ao impacto da Operação Lava Jato, entre elas a saída da família que dá nome para a empresa.
Presidente da Odebrecht S.A. (ODB), Newton de Souza afirmou que a família terá somente um papel de investidora e não mais de gestora, e não haverá familiares nem na presidência executiva e nem na presidência dos conselhos de administração do grupo.
Outro plano é o de abrir o capital da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC),que seria também uma maneira de prestar contas à sociedade e ser mais transparente. Matéria do Valor afirma também que a empresa pretende ampliar a política de sociedade com outras companhias em diversos de seus negócios.
A empresa também deve continuar vendendo ativos, como no ano passado, quando foi aprovada a negociação dos negócios de comunicação militar da Mectron Engenharia, empresa da área de defesa do grupo para a isralense Elbit Systems.
Leia mais abaixo:
Da Valor
Por Graziella Valenti e Ivo Ribeiro
No esforço de sobreviver à Operação Lava-Jato, os próximos passos planejados pela Organização Odebrecht são movimentos que há alguns anos eram imponderáveis dentro do grupo. A família, que dá nome à companhia - e assim vai continuar a ser - não terá mais nenhum participante na administração. Não haverá familiares nem na presidência dos conselhos de administração do grupo, nem na presidência executiva.
Depois que Emílio Odebrecht deixar a presidência do colegiado da holding Odebrecht S.A. (ODB), dentro de aproximadamente dois anos, apenas profissionais devem ser indicados pela família. Esses representantes sequer serão maioria. O objetivo é que o conselho seja predominantemente formado por independentes. A estrutura final ainda está sendo desenhada.
Newton de Souza, presidente da ODB, explicou ao Valor que a família terá um papel de investidora e não mais de gestora direta. "Emílio está tomando as providências no âmbito da Kieppe (veículo pelo qual a família Odebrecht controla o negócio) para que todas essas práticas e políticas sejam lá documentadas", disse ele.
Não menos emblemático é o plano, em gestação, de abrir o capital da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC). Esse é um projeto para 2018, mas que o grupo considera relevante para retomar a confiança do mercado - de clientes e fornecedores de crédito. Listar ações na BM&FBovespa seria uma forma de prestar contas à sociedade e ser mais transparente.
Entretanto, sobre o futuro dos negócios, individualmente, Souza preferiu não comentar.
Efeito Lava Jato: EUA assumem controle da Embraer sem pagar nada
Estranho é que a Justiça brasileira leva empresas brasileiras para ficarem sob tutela dos norte-americanos.
http://www.ocafezinho.com/2017/01/28/efeito-lava-jato-eua-assumem-controle-da-embraer-sem-pagar-nada/
http://www.ocafezinho.com/2017/01/28/efeito-lava-jato-eua-assumem-controle-da-embraer-sem-pagar-nada/
Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
Confira a notícia abaixo. Ela é boa para os coxinhas que defendem a privatização da Petrobrás achando que, assim, não haverá corrupção.
A Embraer foi privatizada há muitos anos e está sendo acusada, nos EUA, de corrupção. Coisa bem pesada.
Mas até aí tudo bem. A empresa foi acusada de corrupção e tenta hoje se corrigir.
O bizarro é a solução encontrada.
A empresa, outrora uma orgulhosa estatal brasileira, a partir de agora será vigiada, por dentro, por um executivo de um escritório de advocacia norte-americano.
O Estadão fala ainda que Petrobras e Braskem “se espelham” no modelo da Embraer.
Os EUA, que fazem as guerras mais corruptas do mundo, nas quais matam milhões de pessoas, destroem toda a infra-estrutura dos países, apenas para que suas empreiteiras e outras empresas possam arrancar, do contribuinte americano, algumas centenas de bilhões de dólares para a reconstrução, ensinarão às empresas brasileiras como se manter longe da corrupção…
EUA, o país mais corrupto do mundo, é o novo guardião anticorrupção das empresas brasileiras.
Naturalmente, esse monitoramento implica interferência nos negócios e prejuízo à soberania da empresa e do país.
É importante observar que a Embraer representa a ponta mais avançada da indústria brasileira. Através de fartos financiamentos do BNDES e outras linhas públicas, a Embraer conseguiu se firmar como uma das maiores exportadoras mundiais de aviões de pequeno e médio porte.
Apesar de privada, a Embraer é um patrimônio nacional, assim como é a Petrobrás, assim como era Odebrecht. E agora será “vigiada” de dentro por americanos.
Esse golpe, que contou com ajuda da Lava Jato, sacrificando nossas empresas no altar do departamento de justiça do governo americano, está cada vez mais parecendo uma operação de domínio colonial.
Com essa intervenção, pode-se afirmar que os EUA assumiram o controle da nossa maior empresa de aviação, sem investir um centavo do próprio bolso.
***
Embraer será vigiada por americano
Alexandre Rene, do escritório Ropes&Gray, passará três anos monitorando a empresa
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) definiu na terça-feira, 24, que o advogado Alex Rene, do escritório americano Ropes&Gray, será o monitor externo da Embraer. Rene vai vigiar a fabricante de aviões pelos próximos três anos, fiscalizando as regras de compliance que serão implantadas na companhia. Sua função também é reportar qualquer novo indício de corrupção que encontre.
A empresa brasileira fechou em meados do ano passado um acordo com as autoridades americana e brasileira para evitar ser processada por casos de pagamentos de propina para obter contratos de venda de aviões em países da América Central e Ásia, entre 2007 e 2011. O caso foi descoberto há seis anos e somente no ano passado teve um desfecho. A multa estipulada foi de US$ 206 milhões, cerca de R$ 680 milhões.
A exigência de um vigilante foi feita pela Justiça americana, que quer ter certeza de que a companhia vai mudar suas práticas e ter regras fortes para evitar novos casos de corrupção. O monitor é pago pela própria companhia e terá acesso total a qualquer documento, qualquer equipamento ou a qualquer pessoa da companhia ou prestador de serviços, sem precisar de aviso prévio.
Funcionários de empresas que já tiveram um monitor externo relatam que a vigilância é acirrada, até com um certo clima de terror, e deixa toda a companhia apreensiva. A Embraer é a primeira companhia brasileira a ter esse tipo de vigilância por determinação da Justiça americana, mas não será a única. A Odebrecht e a Braskem que recentemente fecharam acordo com o Departamento de Justiça também terão que contratar monitores.
Todas elas terão que ser vigiadas por três anos, que é uma espécie de “pena máxima” imposta pelo Departamento americano. Algumas empresas precisam de apenas 18 meses e outras sequer têm monitor, porque conseguem provar que já se adaptaram à lei anticorrupção, segundo contam advogados. Depois de três anos, ainda é possível que o prazo seja prorrogado por mais um tempo.
Pelo procedimento usual adotado pelo DoJ, são as próprias empresas que apresentem uma lista com três nomes, que passam então pelo crivo das autoridades americanas. O monitor escolhido para o caso Embraer trabalha em um escritório privado mas já foi procurador na divisão criminal no DoJ, apurando casos de lavagem de dinheiro e violações das regras anticorrupção.
Procurada, a Embraer não quis comentar o assunto.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Para FMI, desemprego e dívidas vão limitar retomada do consumo no Brasil
http://jornalggn.com.br/noticia/para-fmi-desemprego-e-dividas-vao-limitar-retomada-do-consumo-no-brasil
Jornal GGN - Alejandro Werner, diretor para o departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirma que o alto nível de desemprego e o endividamento das família irá continuar pressionando a demanda em 2017.
“os indicadores da atividade econômica no fim do ano apontavam para uma demora na recuperação porque os gastos privados continuam fracos", disse Werner, lembrando que Produto Interno Bruto continuou se retraindo no terceiro trimestre do ano passado.
Na semana passada, o FMI rebaixou sua previsão para o Brasil e agora espera que PIB do país deve aumentar somente 0,2% este ano.
O economista citou medidas anunciadas pelo governo como ajuda para empresas endividadas, reformas para reduzir a burocracia e os custos da atividade empresarial.
Ele também destacou ainda a aprovação da PEC 55, que congela os gastos públicos e limita seu crescimento à inflação por duas décadas. Outro ponto citado por Werner foi a crise fiscal dos Estados.
Entre outras recomendações, o FMI fala sobre o aprofundamento de reformas estruturais, com investimentos em infraestrutura, redução da burocracia, reforço da educação, como medidas para o crescimento a médio prazo.
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