sábado, 12 de novembro de 2011

Itália em crise tem dívida pública mais barata que a do Brasil

Apesar da crise europeia, os títulos da dívida da Itália ainda são em tese mais seguros e são negociados com juros mais baixos que os do Brasil.

A aparente contradição fica explícita na rentabilidade dos papéis. Títulos brasileiros com resgate de dez anos chegam a ser negociados entre os investidores com juros anuais acima de 11%, quase o dobro dos 6,7% pagos pelos similares italianos.

Essa distorção ocorre porque o Banco Central do Brasil foi tomado pelo setor financeiro e trabalha para garantir lucros fartos e fáceis para a banca.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Os países mais endividados do mundo

Enquanto a mídia aqui engana e confunde. A crise assola o mundo desenvolvido e economia aqui vai razoavelmente bem.

A dívida pública no Brasil não é alarmante. Ao contrário do que diz os comentarista econômicos, o indicador é bastante robusto. O Brasil e outros seis países do G20 foram citados no comunicado final da reunião de cúpula do grupo, encerrada nesta sexta-feira em Cannes (04/11), na França, "como economias com finanças públicas sólidas e capazes de estimular seus mercados internos se a situação global piorar."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111104_g20final_rw.shtml

Segundo estimativa do Departamento Econômico do BC, a tendência é de desaceleração da relação dívida-PIB. A relação dívida-PIB deve chegar ao patamar de 39,6% em 2011, 38% em 2012 e 37% em 2013. Projeções que dão conta de que a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) ficará em 35,2% em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil.

Outra mentira contada pela imprensa: a dívida elevada da maioria desses países não foi constituída porque eles gastaram mais do podiam para sustentar uma grande massa de aposentados. Não. A dívida cresceu nos últimos anos porque a maioria dos países correu para salvar a banqueirada e agora essa mesma turma e seus porta-vozes querem que os trabalhadores e aposentados paguem o pato.

Segue a lista países mais endividados:

20º. Estados Unidos – 101,1%

Dívida (como % do PIB): 101,1%

Dívida bruta: US$ 14,825 trilhões

PIB de 2009 (est): US$14,66 trilhões

Dívida per capita: US$ 48.258


19º. Hungria – 120,1%

Dívida (como % do PIB): 120,1%

Dívida bruta: US$ 225,24 bilhões

PIB de 2009 (est):): US$ 187,6 bilhões

Dívida per capita: US$ 22.739


18º. Austrália – 138,9%

Dívida (como % do PIB): 138,9%

Dívida bruta: US$ 1,23 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 882,4 bilhões

Dívida per capita: US$ 57.641


17º. Itália – 146,6%

Dívida (como % do PIB): 146,6%

Dívida bruta: US$ 2,602 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 1,77 trilhão

Dívida per capita: US$ 44.760

16º. Espanha – 179,4%

Dívida (como % do PIB): 179,4%

Dívida bruta: US$ 2,46 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 1,37 trilhão

Dívida per capita: US$ 60.614

15º. Grécia – 182,2%

Dívida (como % do PIB): 182,2%

Dívida bruta: US$ 579,7 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 318,1 bilhões

Dívida per capita: $ 53.984

14º. Alemanha – 185,1%

Dívida (como % do PIB): 185,1%

Dívida bruta: US$ 5,44 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 2,94 trilhões

Dívida per capita: US$51.572

13º. Portugal – 223,6%

Dívida (como % do PIB): 223,6%

Dívida bruta: US$ 552,23 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 247 bilhões

Dívida per capita: US$ 51.572

12º. França – 250%

Dívida (como % do PIB): 250%

Dívida bruta: US$ 5,37 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 2,15 trilhões

Dívida per capita: US$ 83.781

11º. Hong Kong – 250,4%

Dívida (como % do PIB): 250,4%

Dívida bruta: US$ 815,65 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 325,8 bilhões

Dívida per capita: US$ 115.612

10º. Noruega – 251%

Dívida (como % do PIB): 251%

Dívida bruta: US$ 640,7 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 255,3 bilhões

Dívida per capita: US$ 137.476

9º. Áustria – 261,1%

Dívida (como % do PIB): 261,1%

Dívida bruta: US$ 867,14 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 332 bilhões

Dívida per capita: US$ 105.616

8º. Finlândia – 271,5%

Dívida (como % do PIB): 271,5%

Dívida bruta: US$ 505,06 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 186 bilhões

Dívida per capita: US$ 96.197

7º. Suécia – 282,2%

Dívida (como % do PIB): 282,2%

Dívida bruta: US$ 1,001 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 354,7 bilhões

Dívida per capita: US$ 110.479

6º. Dinamarca – 310,4%

Dívida (como % do PIB): 310,4%

Dívida bruta: US$ 626,1 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 201,7 bilhões

Dívida per capita: $113.826

5º. Bélgica – 335,9%

Dívida (como % do PIB): 335,9%

Dívida bruta: US$ 1,324 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 394,3 bilhões

Dívida per capita: US$ 127.197

4º. Holanda – 376,3%

Dívida (como % do PIB): 376,3%

Dívida bruta: $2,55 trilhões

PIB de 2010 (est): $676,9 bilhões

Dívida per capita: $152.380

3º. Suíça – 401,9%

Dívida (como % do PIB): 401,9%

Dívida bruta: US$ 1,304 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 324,5 bilhões

Dívida per capita: $171.528

2º. Reino Unido – 413,3%

Dívida (como % do PIB): 413,3%

Dívida bruta:: US$ 8,981 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 2,173 trilhões

Dívida per capita: US$ 146.953


1º. Irlanda – 1.382%

Dívida (como % do PIB): 1.382%

Dívida bruta: US$ 2,38 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 172,3 bilhões

Dívida per capita: US$ 566.756


http://economia.ig.com.br/criseeconomica/veja-quais-sao-os-paises-mais-endividados-do-mundo/n1597244613617.html

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Alcool anidro recua depois de 13 semanas em alta

http://www.cepea.esalq.usp.br/comunicacao/Cepea_etanol_mai11.doc

Após um mês do início oficial da colheita da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, os preços do etanol começam a enfraquecer. O etanol anidro, que é misturado à gasolina, recuou na semana passada após acumular a alta de 122% ao longo de 13 semanas consecutivas, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.

O Indicador CEPEA/ESALQ semanal do etanol anidro (estado de SP) saltou de R$ 1,2278/litro (sem impostos, a retirar na usina) na semana encerrada em 21 de janeiro para R$ 2,7257 (sem impostos, a retirar na usina) na semana dos feriados de Tirantes e Sexta-Feira Santa, finalizada em 20 de abril. Já na semana passada, o Indicador caiu para R$ 2,3815, valor 12,6% menor que o fechamento anterior.

Pesquisadores do Cepea explicam que essa queda se deveu ao aumento da oferta de etanol por parte das usinas, o que levou algumas distribuidoras a comprar o necessário apenas para a demanda de curto prazo, na expectativa de novas quedas dos preços.

Cálculos do Cepea
mostram que o anidro, na média de abril, remunerou cerca de 24% a mais que o açúcar cristal; no comparativo com o etanol hidratado,o anidro remunerou por volta de 65% a mais – considerando-se os valores médios de venda pelas usinas do estado de São Paulo. Com essa vantagem financeira, neste início de safra, usinas intensificaram a produção de anidro, o que justifica o aumento da oferta captado pelas pesquisas Cepea em especial na última semana.

Vale observar também que na última sexta-feira foi publicada a Medida Provisória nº 532 que reduz o percentual de anidro na gasolina C do intervalo de 25% a 20% para 25% a 18%.

Quanto aos preços do etanol hidratado, o Cepea aponta que seus preços também estão em queda nas usinas paulistas. Como a procura com esse combustível está relativamente baixa pelo fato de a gasolina C estar mais vantajosa em termos econômicos, a queda de preços do hidratado vem ocorrendo desde o final de março.

O Indicador semanal CEPEA/ESALQ do hidratado (estado de SP) da última semana, a R$ 1,3374/litro (sem impostos, a retirar na usina), já foi 18% menor que o da semana encerrada em 25 de março, que foi de R$ 1,6323/litro (sem impostos, a retirar na usina).

No mesmo sentido, o Indicador diário do Hidratado ESALQ/BVMF posto Paulínia – liquida contrato futuro deste produto na BM&FBovespa – tem registrado quedas sucessivas. De 23 de março a 2 de maio, esse Indicador de hidratado recuou 25,3%, saindo de R$ 1.694,00 para R$ 1.266,00/m3 (sem impostos, com frete até base de distribuição de Paulínia).

Cesta Básica Nacional - abril de 2011: preços caem em 14 capitais

Do Dieese

http://www.dieese.org.br/rel/rac/racmai11.xml

NOTA À IMPRENSA-DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, São Paulo, 04 de maio de 2011

Das 17 capitais onde o DIEESE
- Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, 14 apresentaram queda de preço em abril. Em três cidades, a queda superou os 3%; em outras quatro, ficou entre 2% e 3%. As maiores reduções ocorreram em Salvador (-7,87%), Recife (-3,69%) e Aracaju (-3,36%). As três capitais onde a cesta básica registrou aumento de preços foram Porto Alegre (alta de 1,34%), Florianópolis (0,91%) e São Paulo (0,35%).

A aquisição do conjunto de itens básicos em São Paulo custou R$ 268,52,
o maior valor entre as localidades pesquisadas. Em Porto Alegre, o preço da cesta correspondeu a R$ 264,63 e, em Vitória, ficou em R$ 256,12. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 185,88), João Pessoa (R$ 198,79) e Recife (R$ 202,03).

Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deva suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o salário mínimo necessário.


Em abril, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.255,84, o que representa 4,14 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00. Em março, o piso mínimo era estimado em R$ 2.247,94 (4,12 vezes o menor salário legal), enquanto em abril do ano passado correspondia a R$ 2.257,52, ou seja, 4,42 vezes valor então vigente (R$ 510,00).

Variações acumuladas


No primeiro quadrimestre deste ano, 15 das 17 localidades pesquisadas acumulam aumento de preços. As maiores variações foram registradas em Brasília (6,27%), Florianópolis (6,05%), Vitória (5,83%), seguidas por Aracaju (5,69%) e Rio de Janeiro (5,15%).

Nos últimos 12 meses, Goiânia apresentou a maior variação para o conjunto dos produtos: 14,87%, seguida por Fortaleza (13,57%), Florianópolis (5,37%) e Vitória (4,94%). Ao longo deste período, dentre as quatro cidades com variações negativas, as menores foram em Salvador (-7,55%) e Recife (-5,80%) - Tabela 1.

Cesta x salário mínimo


Para adquirir a cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em abril, na média das 17 capitais pesquisadas, jornada de 94 horas e 41 minutos, tempo menor que o exigido em março (96 horas e 13 minutos).

Em abril de 2010, a mesma compra comprometia jornada bem maior: 98 horas e 44 minutos.

Quando se considera o percentual do salário mínimo líquido gasto com a cesta, após a dedução da parcela referente à Previdência Social, também é possível notar um pequeno recuo, em abril (46,78%) em relação ao comprometido em março (47,54%). Em abril de 2010, o custo da cesta representava 48,78% do mínimo líquido.

Comportamento dos preços


O tomate
, item pesquisado em todas as localidades, foi o produto que mais influenciou a queda no preço da cesta. Porto Alegre foi a única localidade que teve alta no preço do produto (4,67%). Nas demais localidades, a variação no preço do produto ficou entre -29,33% (Salvador) e -2,19% (Manaus). No total das localidades pesquisadas, em 13 capitais a diminuição dos preços médios ficou acima de -10%.

A batata,
pesquisada em nove capitais, teve alta nos preços em todas as localidades, sendo a maior ocorrida em Curitiba (43,41%), seguida por Belo Horizonte (33,90%) e Porto Alegre (27,56%). Apenas Goiânia (9,09%) teve aumento inferior a 10%.

Produto de grande peso na cesta, a carne mostrou comportamento diferenciado no mês, com alta em nove cidades, a maior em Natal (2,82%), e redução em outras oito, entre as quais mais se destacou Porto Alegre (-1,65%).

O arroz r
egistrou pequena alta em Natal (1,72%) e em Salvador (1,62%). Em Curitiba e Recife o preço permaneceu estável. E em 11 cidades a variação foi negativa, com maiores quedas no Rio de Janeiro (-4,98%), Porto Alegre (-4,49%) e Brasília (-4,26%).

O feijão
apresentou preços com comportamentos variados. Houve aumento em sete cidades, com destaques para Belo Horizonte (10,14%), São Paulo (7,95%) e João Pessoa (6,80%). Em Brasília, não houve variação no preço do produto. E nas nove localidades restantes os preços tiveram queda, com destaque para Manaus (-6,49%), Florianópolis (-5,19%) e Vitória (-4,63%).

O preço do pão
subiu em oito cidades. A maior alta foi observada em Porto Alegre (4,67%) e a segunda maior em Natal (2,85%). Outras oito capitais tiveram baixa no preço do pão, sendo a menor em Aracaju (-3,41%), seguida por Recife (-2,97%). Em Belém não houve alteração no preço do produto. As variações do gasto total por produto e por região podem ser melhor avaliadas na Tabela 2.

São Paulo


O custo da cesta de alimentos básicos na capital paulista foi de R$ 268,52 no mês de abril, permanecendo o mais caro entre as 17 capitais pesquisadas. A alta mensal (0,35%), a alta do primeiro quadrimestre (de 1,27%) e a dos últimos 12 meses (de 2,73%) foram relativamente pequenas.

Os aumentos mensais dos produtos tiveram elevações fortes na batata (25,64%) e no feijão (7,95%). Ainda encareceram o leite (3,13%), a manteiga (2,79%), a carne (1,87%) e o café (1,56%). Baratearam o tomate (-13,73%), o arroz (-3,66%), o açúcar (-1,84%), a banana (-1,70%), a farinha de trigo (-0,94%) e o pão (-0,15%).

O preço do óleo de soja permaneceu estável.

No período anual,
os maiores aumentos foram anotados no óleo de soja (26,46%), na carne (21,38%), na farinha de trigo (15,38%), no pão (8,17%), na banana (6,98%), café (4,98%) e no leite (2,64%).

Caíram de preço
a batata (-25,08%), o tomate (-15,17%), o feijão (-14,66%), o arroz (-10,68%), o açúcar (-10,13%) e a manteiga (-6,91%). Os fatores climáticos favoreceram a produção desses alimentos essenciais.

O trabalhador paulistano cuja remuneração é o salário mínimo (R$ 545,00) necessitou trabalhar 108 horas e 24 minutos para a aquisição da cesta básica em abril, pouco acima da jornada de março, que havia sido de 108 horas e 01 minuto, mas abaixo da jornada de abril do ano passado, que foi de 112 horas e 45 minutos.

Resultado semelhante pode ser obtido comparando o custo dos alimentos com o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos da Previdência Social. Em abril, o custo dos alimentos representava 53,55% do mínimo líquido, praticamente igual ao de março (53,37%), ambos inferiores ao do mês de abril de 2010 (55,71%).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fone bluetooth i.Tech para TVs LG

Tenho uma LG Scarlet II e estava procurando um fone bluetooth barato. Comprei um xingling Tech Clip R35 por R$40. Funciona bem. Conectei à TV e escuto nas altas hora o som límpido pelo fone.

Dá para usar esse receptor para conectar a TV num microsystem também.
Só tem um problema, o manual que acompanha foi escrito por um chinês semi-alfabetizado em inglês. O código para conectar ao fone não é 0000 indicado no manual e sim 8888.

Nesse caso as TVs da Sansung são mais práticas, pois vários modelos geram o sinal de áudio em FM.

Abaixo a especificação do produto.
  • Bluetooth specification v1.2 class 2
  • Supports Bluetooth headset, handsfree, A2DP and AVRCP profiles
  • Rechargeable 250 mAh li-polymer battery
  • Compatible i.Tech 110 ~ 240Vac Switching Power Charger
  • 3.5mm audio jack socket for customized earphone
  • Talk Time: up to 6 hours
  • Music Playing Time: up to 6 hours
  • Standby Time: up to 150 hours
  • Dimensions (main body): 55 x 24 x 27mm
  • Weight: 20.1 grams

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desindustrialização: commodities já são 69% das exportações

O caminho da desindustrialização...

Commodities já somam 69% das exportações brasileiras

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A escalada de preços das matérias-primas no mercado internacional elevou a participação desses produtos nas exportações brasileiras para o maior nível em duas décadas. A fatia das commodities nas vendas externas atingiu 69,4% em 2010, ante 67,2% em 2009 e 51% em 2000, revela um estudo do banco Credit Suisse.

Apenas seis produtos - minério de ferro, petróleo, soja, açúcar, aço e celulose - responderam por 50% das exportações de US$ 201,9 bilhões em 2010. "É muito provável que o peso das commodities nas exportações brasileiras aumente neste ano, podendo chegar a 75%", prevê o economista-chefe da instituição e responsável pelo estudo, Nilson Teixeira.

Para calcular a participação das matérias-primas nas exportações, Teixeira considerou como commodities itens que passaram por algum tipo de processamento, como produtos siderúrgicos e açúcar, por exemplo, e não apenas os produtos tidos como básicos nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,commodities-ja-somam-69-das-exportacoes-brasileiras,62601,0.htm

domingo, 27 de março de 2011

Gestão Serra cortou verbas para limpeza do Tietê causando enchentes na capital

Rio Tietê ficou sem limpeza por quase três anos em São Paulo

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Destino do equivalente a cerca de 400 piscinas olímpicas de lixo e resíduos todo ano, o trecho metropolitano do rio Tietê ficou sem limpeza entre 2006, 2007 e parte de 2008.

O governo estadual assumiu nesta semana, em resposta a questionamento feito há 24 dias pelo UOL Notícias, que por mais de 1.000 dias não foi feito o serviço de desassoreamento do leito que corta São Paulo e cujos transbordamentos, em dias de forte chuva na capital, interrompem o tráfego na marginal e trazem o caos aos paulistanos. Só nos primeiros três meses deste ano, foram registrados três episódios do tipo.

Nota oficial emitida em 22 de março pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão vinculado à secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, confirma que houve uma suspensão no serviço de escavação, recolhimento e transporte dos dejetos que se acumulam no fundo do leito do rio.

Na análise de especialistas, tal suspensão é temerária e pode, inclusive, ter prejudicado os ganhos obtidos com o rebaixamento da calha do Tietê, obra entregue em 2005, sob o custo de R$ 2 bilhões, e que alargou o rio em até 30 metros e o aprofundou em 2,5 metros.

Como apontam engenheiros e geólogos, o Tietê é um rio plano, com baixa velocidade da água e limitada capacidade de autolimpeza. Por isso, precisaria ser desassoreado sempre –apesar de essa ser uma tarefa cara (retirar 1 milhão de metros cúbicos custa R$ 64 milhões) e com pouca visibilidade política.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/03/25/governo-de-sp-deixou-de-limpar-o-rio-tiete-por-quase-tres-anos.jhtm