terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não entendo os eleitores de SP

Vocês viram as últimas pesquisas? Indicam que a Dilma vai ganhar no 1° turno. Os demotucanos estão desesperados. Vão partir para baixaria e perder mais votos.

O Índio bom de briga da Veja disse que a Dilma, se ganhar, vai implantar uma ditadura sindicalista no Brasil. Não dá para acreditar que alguém com mais de um neurônio vai acreditar nisso.

Agora não dá para entender os paulistas. Na última pesquisa feita entre 9 e 12 de agosto pelo DataFalha, Geraldo Chuchu aparece com 54%. Vai ser conservador assim lá... A grande maioria da população depende de escolas públicas e do sistema público de saúde. Será que não sabem que nos últimos 16 anos o PSDB conseguiu piorar tudo aqui em SP.

Entre os jovens (16 a 24 anos) o Alquimista tem 65% de intenção de votos. Eita mulecada desinformada.

Esses tucanos venderam quase todo estado e conseguiram aumentar o endividamento e dizem que sanearam as contas do estado. Se fosse uma empresas já estariam na rua. Aqui o eleitor é enganado seguidamente.

Para o Senado, Marta está na frente (menos mau) com 32%, seguida pelo Quércia (25%). Depois vem por Romeu Tuma (PTB) com 23%, Netinho (PC do B) com 17% e Ciro (PTC) com 15%. Com esses dois, um conhecido corrupto e o outro torturador, Netinho já está me parecendo uma boa opção. Esse ano são duas vagas para o senado. As pesquisas para o senado não costumam ser muito precisas, além disso, deve ter muito eleitor achando que o Ciro do PTC é o Ciro Gomes.


Eu de coração prefiro do Plínio do PSOL, mas voto na Dilma (13), no Mercadante (13) para o Governo de SP, na Marta (133) e no Dirceu Travasso (161) para o senado, Ivan Valente (5050) para deputado federal e para deputado estadual por enquanto vou votar na legenda PSOL-50.

domingo, 8 de agosto de 2010

Produção industrial em queda, mas os juros em alta

Na última reunião, o COPOM decidiu elevar os juros brasileiros para 10,75. O setor financeiro achou pouco. Os números do setor produtivo mostram que o Banco Central errou se o objetivo da elevação dos juros era controlar inflação.

Pelo terceiro mês consecutivo a produção física industrial recuou. Descontado os efeitos sazonais, de maio a junho a queda foi de 1,0%. Essa queda foi generalizada, atingindo vinte dos vinte e sete ramos pesquisados,


Essa retração tem como causa a importação de bens concorrente devido ao câmbio muito valorizado. Os analistas não ligados ao mercado financeiro já comentavam que o crescimento mais elevado do primeiro trimestre tinha como explicações a retomada após o ano de 2009 de crescimento muito baixo e a antecipação de compras devido ao fim de isenções do IPI. Além disso, no início da recuperação após um ano fraco, os empresários estavam recompondo os estoques.

É impossível que o Banco Central não tenha enxergado nada disso. O aumento dos juros somente serviu para ajudar na valorização do Real e para o aumento do custo da dívida pública.

Acredito que o objetivo principal do BC não é o controle da inflação. A sua ação tem sido no sentido de transferir recursos públicos para os rentistas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Para o Serra os pedágios são baratos

O jornalista Herótodo Barbeiro foi demitido da cultura após perguntar ao ilustre candidado sobre os pedágios paulistas.

Para Serra os pedágios são baratos e no seu governo baixaram ainda mais. Ao dividir uma praça de pedágio em duas, cada uma cobrando UM POUCO MAIS que a metade da tarifa inicial ele alega que baixou o preço.

Ele diz que o pedágio da Airton Sena/Carvalho Pinto baixou (liga a Capital a Taubaté). Baixou porque é opcional para o usuário pegar a rodovia Dutra, do Governo Federal que tinha uma pedágio de quase a metade do preço da estrada paulista.

Desde o início da privatização das rodovias estaduais, em 1998, foram criados 112 pontos de cobrança nas estradas, o equivalente a cerca de uma nova praça a cada 40 dias.

Hoje, o Estado de São Paulo concentra mais da metade dos pedágios do Brasil. São, ao todo, 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais, ante 113 no resto do país, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Em 2010 foram 21 novas praças e são as concessionárias que escolhem o local!

Na última rodada de privatizações o Serra disse que a grana arrecadada era para manter as estradas vicinais. A Folha de SP, que é aliada do Serra, mostrou em reportagem que as vicinais (enfim as rodovias não pedagiadas) estão em situação lamentável. Falta de gestão. Teve um programa de manutenção e o estado não fiscalizou as empreiteiras (porque não quis), foi só maquiagem que não durou dois meses. Eu costumo rodar em Minas, lá não tem pedágio estadual e as rodovias estão em situação muito melhor do que as não pedagiadas de SP.

O mais escroto nisso é a localização das praças cercando as grandes cidades. O usuário não paga por quilômetro rodado, mas sim por entrar na estrada. Aqui em Paulínia, tem um pedágio no retorno após a REPLAN (era R$7,30), muitos usuários não andam 5 km no trecho. É ridículo. Só para arrecada. Já arrecadaram em pedágios em SP desde o início do anos mais de R$3 bilhões.

E os paulistas continuam votando nos tucanos. Será que estão enfeitiçados?


Serra e os pedágios
http://www.youtube.com/watch?v=ZK4s6KaUdzc&feature=player_embedded
Pedagiómetro
http://pedagiometro.com.br/

O Diploma do Serra

Sempre eu vejo os apoiadores do Lula dizerem que o Serra não tem diploma superior.

Diploma ele tem sim. Não é pelo diploma que não voto no Serra. É pelo estrago que ele fez na prefeitura de SP e no governo do Estado de SP. Só fez pedágios (caros!) e vendeu o que sobrou. Privatizou até por dentro (terceirizando serviços públicos).

Ele tem curso de engenharia incompleto na Poli-USP. Era lider estudantil no regime militar e fugiu do país para não ser preso. No exílio ele fez graduação e pós em economia. Conviveu com os economistas hetodoxos na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Com a anistia, os professores da economia da Unicamp fizeram um grande esforço para trazer o Serra. Aos 36 anos, José Serra assumiu aulas na graduação e na pós-graduação, ensinando Economia Política, Política e Programação, Análise Macroeconômica, Economia Brasileira e Teoria Econômica. Não dá para dizer que o cara não tem estudo.

Seu artigo "Além da Estagnação", escrito em colaboração com Maria da Conceição Tavares e publicado em 1970, se tornaria um clássico do pensamento desenvolvimentista latino-americano. Leitura obrigatória nos cursos de economia que prestam. Neste artigo o Serra fala até de enquadrar os banqueiros, que no Brasil não financiam o investimento. Mas no governo o Serra não fez nada do que pregada até meados dos anos 80. Não tem compromisso com o país, muito menos com a população menos favorecida.

Mas se apenas o estudo garantisse um bom governo, o FHC teria sido o melhor presidente do Brasil, no entanto, quase acabou com o país.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Meirelles está levando o Brasil para uma crise cambial

Contas externas perto do limite

Do Estadão.com

Déficit nas contas externas é de US$ 24 bi

Rombo no primeiro semestre já é praticamente igual ao do ano todo de 2009; Banco Central espera compensá-lo com entrada de investimentos

Fernando Nakagawa, Fabio Graner BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A crescente remessa de lucros feita por multinacionais e a compra de produtos e serviços internacionais aceleraram a saída de dólares do Brasil em junho por meio da conta corrente do País, que registra todas as operações de comércio exterior, serviços e rendas do Brasil com o exterior.

O saldo negativo do primeiro semestre, de US$ 23,76 bilhões, é comparável ao déficit de todo o ano de 2009, que somou US$ 24,302 bilhões, e equivale a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No mês passado, pelos dados divulgados ontem pelo Banco Central, o saldo da entrada e saída de recursos nessa conta ficou negativo em US$ 5,18 bilhões, o pior junho da série iniciada em 1947.

Tentando não mostrar preocupação com a deterioração, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, sustenta que o rombo será financiado com dólares que entram no País para investimento produtivo e no mercado financeiro. No semestre, de fato, a conta fechou. Em junho, porém, a soma do Investimento Estrangeiro Direto (IED) - voltado à produção - e das aplicações financeiras (ações e renda fixa) cobriu apenas 71% do déficit. Por isso, Altamir fez uma inflexão no discurso e admitiu o uso de uma terceira fonte para fechar a conta: o aumento da dívida externa.

A incerteza econômica nos países desenvolvidos foi decisiva na nova piora das contas externas. No mês passado, empresas estrangeiras instaladas no Brasil remeteram US$ 4,15 bilhões às sedes como lucros e dividendos, o maior valor para junho da história. O resultado do mês equivale a um terço das transferências do semestre, que somaram US$ 14,96 bilhões e foram concentrados em três setores: automotivo, químico e eletricidade e gás.

"As filiais mandam dólares para cobrir prejuízos das sedes ou até para se precaver de uma situação que ainda pode piorar", disse a professora de economia da Unicamp Daniela Prates.

Em outra frente, os dólares têm saído em ritmo cada vez mais rápido para pagar serviços relacionados ao nível de atividade econômica acelerado. A despesa total com a contratação de aluguel de equipamentos, informática e transportes cresceu 42% em junho ante igual mês de 2009 e saltou 71% no semestre. Em seis meses, o Brasil usou US$ 13,86 bilhões para pagar essas contas. Em tendência semelhante, a importação de mercadorias cresceu 45,1% no semestre.

Para o professor de economia da PUC-SP Antônio Corrêa de Lacerda, o câmbio valorizado é importante para explicar a piora da conta corrente, mais até do que o nível de atividade elevado. "Hoje, há um processo de substituição da produção nacional por importados."

A fragilidade das contas externas em junho foi acentuada porque a principal fonte de ingresso de dólares, o IED, secou. No mês passado entraram por essa conta US$ 708 milhões, metade do que entrou em junho de 2009.

domingo, 18 de julho de 2010

O menino tolo

Luiz Carlos Bresser-Pereira

FOLHA S. PAULO

Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel

João é dono de um jogo de armar. Dois meninos mais velhos e mais espertos, Gonçalo e Manuel, persuadem João a trocar o seu belo jogo por um pirulito.

Feita a troca, e comido o pirulito, João fica olhando Gonçalo e Manoel, primeiro, se divertirem com o jogo de armar, e, depois, montarem uma briga para ver quem fica o único dono. Alguma semelhança entre essa estoriazinha e a realidade?

Não é preciso muita imaginação para descobrir. João é o Brasil que abriu a telefonia fixa e a celular para estrangeiros. Gonçalo é a Espanha e sua Telefônica, Manuel é Portugal e a Portugal Telecom; os dois se engalfinham diante da oferta "irrecusável" da Telefônica para assumir o controle da Vivo, hoje partilhado por ela com os portugueses.

Mas por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura.

No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural. No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros.

Estou, portanto, pensando em termos do "condenável" nacionalismo econômico cuja melhor justificação está no interesse que foi demonstrado pelos governos da Espanha e de Portugal.

O governo espanhol, nos anos 90, aproveitou a hegemonia neoliberal da época para subsidiar de várias maneiras suas empresas a comprarem os serviços públicos que estavam então sendo privatizados. Foram bem-sucedidos nessa tarefa.

Neste caso, foram os espanhóis os nacionalistas, enquanto os latino-americanos, inclusive os brasileiros, foram os colonialistas, ou os tolos.

Agora, quando a espanhola Telefônica faz uma oferta pelas ações da Vivo de propriedade da Portugal Telecom, o governo português entra no jogo e proíbe a transação.

A União Europeia já considerou ilegal essa atitude, mas o que importa aqui é que, neste caso, os nacionalistas são os portugueses que sabem como um serviço público é uma pepineira, e não querem que seu país a perca.

O menino tolo é o Brasil, que vê o nacionalismo econômico dos portugueses e dos espanhóis e, neste caso, nada tem a fazer senão honrar os contratos que assinou.

Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas.

Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais.

Se o setor econômico da empresa é altamente competitivo, não há razão para uma política dessa natureza. Quando, porém, o mercado é controlado por poucas empresas, ou, no caso dos serviços públicos, quando é monopolista ou quase monopolista, não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras.

A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma confirmação do que estou afirmando.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Economia desacelerou no 2º trimestre, será que o BC vai baixar os juros?

Economia dá sinais de desaceleração no 2º trimestre Cálculo do PIB mensal do Itaú Unibanco e indicador Serasa Experian apontam crescimento de apenas 0,1% em abril, em relação a março.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100629/not_imp573479,0.php

O crescimento do primeiro trimestre era atípico, refletia recomposição de estoques e vendas antes do fim da isenção de IPI. Além disso, após um ano com crescimento negativo, é de se esperar uma recuperação. O Departamento Econômico do BC não sabia? É claro que sim! Mas aliados à velha mídia, jogou lenha na fogueira para espalhar o terrorismo para justificar o aumento da taxa Selic.

É a mesma marmelada de sempre! Selic não é para controlar inflação, é para transferir renda para o setor rentista.

E nós pagamos a conta. As pessoas são levadas a acreditar que o dinheiro público some nos bolsos dos políticos. Mas saiba que do orçamento Federal, a banca consome quase a metade (basta entrar no Portal da Transparência e ver a execução orçamentária).