quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os minijobs: o lado escondido do “milagre” alemão

Apresentada sucessivamente como a economia europeia que mais se tem fortalecido nos últimos anos, o “sucesso” alemão esconde uma economia em que o número de trabalhadores mal pagos tem vindo a aumentar explosivamente. Os “minijobs”, empregos de 400 euros e sem obrigações fiscais para o empregador, são o outro lado do “milagre” alemão.
 o lado escondido do “milagre” alemão 
Um em cada seis trabalhadores na Alemanha recebe 400 euros, livres qualquer obrigação fiscal, em trabalhos pouco qualificados. São já mais de 7 milhões e 300 mil trabalhadores mal pagos, que recebem menos de dois euros por hora num dos países com o custo de vida mais elevado do mundo.
Os “minijobs” têm vindo a aumentar nos últimos anos. Em 2003 o seu número não chegava aos 5 milhões, e, de acordo com o diário Süddeutsche Zeitung, um em cada quatro novos postos de trabalho são esta forma de precariedade laboral extrema.
Por detrás de uma economia supostamente em plena expansão, e que atingiu o número mais baixo de desemprego da última década, esconde-se o número crescente de trabalhadores que não conseguem encontrar outro emprego que não um “minijob”.
Justificados, no seu início, como uma forma mais flexível de incentivar pequenos trabalhos temporários para os mais jovens, a verdade é que são já mais de 5 milhões de trabalhadores que têm no “minijob” a sua principal ocupação e dois milhões para quem esta ocupação representa o seu segundo emprego.
Hotelaria, restauração, serviços de limpeza ou mesmo auxiliares nos cuidados de saúde são os lugares mais comuns para estes trabalhos mal pagos.
“A minha empresa explorava-me. Se pudesse encontrar outro trabalho sairia deste o mais rapidamente possível”, garante Anja, citada pelo El Economista. Com 50 anos, Anja tem trabalhado os últimos seis anos de “minijob” para “minijob”, em trabalhos de limpezas pagos a dois euros à hora.
Não existe salário mínimo na Alemanha, mas o rendimento médio dos trabalhadores dependentes ultrapassa os 40 mil euros/ano, o que torna incomportáveis salários que muitas vezes nem chegam aos 2 euros por hora.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

IBGE descobre que Selic não interfere no varejo


Do Valor Online
Por Diogo Martins | Valor
14/02/2012 - 13:52
RIO – A mudança de perfil da política monetária adotada pelo governo — de restritiva na primeira metade de 2011 para expansionista no segundo semestre do ano passado — não foi realizada a tempo de refletir nos resultados do comércio varejista. A avaliação é do gerente da coordenação de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, ao comentar a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira.
  
No primeiro semestre de 2011, quando eram lançados aumentos na taxa básica de juros (Selic) e nas restrições ao crédito, o comércio varejista restrito acumulou alta de 3,1%, ao passo que na segunda metade do ano o avanço foi de 2,8%, em meio ao afrouxamento monetário e à redução da Selic.
“Reajustes para cima ou para baixo nos juros levam um tempo até surtirem efeitos na economia. É fato que a redução de juros não ajudou o comércio no segundo semestre”, disse o especialista do IBGE.
A taxa de juros foi ampliada no primeiro semestre pelo governo em razão da inflação, que estava alta e próxima ao teto da meta de 6,5%.
De acordo com Pereira, foi justamente a inflação que acabou por impactar negativamente o desempenho anual do volume de vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 4%, resultado inferior aos 6,7% registrados pela atividade em igual período. O desempenho de 4% foi o mais baixo desde 2009, quando a alta foi de 5,9%.
Pereira afirmou que o aumento de preços de commodities no mercado internacional encareceu o preço dos produtos de hipermercados, o que levou as pessoas a comprarem menos. Em 2011, as receitas nominais do grupo avançaram 11,5%.
“As pessoas gastaram menos, porque os preços ficaram mais ‘salgados’”, afirmou, citando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no grupo alimentação em domicílios, que cresceu 5,41% no ano passado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A Eurozona é governada abertamente pela banca

A Eurozona anda em crise há tempos. Em 2008 os governos se endividaram para salvar os banqueiros da maior crise desde a década de 1930. Agora a turma do mercado financeiro pressiona os governos para cortar gastos sociais e com isso sobrar mais recursos públicos para engordar seus caixas.

Vejam só, num período em que o desemprego está muito elevado (não há emprego para quem procura, isso é o significado dessa estatística), o governo britânico está forçando trabalhadores de licença médica a procurar emprego. Distribuiu cartilhas até mesmo para os que são doentes terminais (cegos, paraplégicos) insinuando que eles devem procurar empregos.

Esses sujeitos são insensíveis. Só pensam nos bônus trimestrais.  Na França a ministra da saúde solicitou que os sem-teto fiquem em casa durante o inverno.


Até então, a turma da alta finança tinha políticos na mão ao financiar suas campanhas, mas a crise ao invés de enfraquecer o neoliberalismo, o fortalece. Na Itália a banca nomeou um premier tecnocrata, isto é, um banqueiro que vai esfolar o povo sem dó para atender os interesses do setor financeiro. Na Grécia a mesma coisa. Pelo que lí, até o ministro do trabalho é banqueiro. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Jurômetro

Porque pagamos tantos impostos? Taí a principal razão:

sábado, 12 de novembro de 2011

Itália em crise tem dívida pública mais barata que a do Brasil

Apesar da crise europeia, os títulos da dívida da Itália ainda são em tese mais seguros e são negociados com juros mais baixos que os do Brasil.

A aparente contradição fica explícita na rentabilidade dos papéis. Títulos brasileiros com resgate de dez anos chegam a ser negociados entre os investidores com juros anuais acima de 11%, quase o dobro dos 6,7% pagos pelos similares italianos.

Essa distorção ocorre porque o Banco Central do Brasil foi tomado pelo setor financeiro e trabalha para garantir lucros fartos e fáceis para a banca.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Os países mais endividados do mundo

Enquanto a mídia aqui engana e confunde. A crise assola o mundo desenvolvido e economia aqui vai razoavelmente bem.

A dívida pública no Brasil não é alarmante. Ao contrário do que diz os comentarista econômicos, o indicador é bastante robusto. O Brasil e outros seis países do G20 foram citados no comunicado final da reunião de cúpula do grupo, encerrada nesta sexta-feira em Cannes (04/11), na França, "como economias com finanças públicas sólidas e capazes de estimular seus mercados internos se a situação global piorar."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111104_g20final_rw.shtml

Segundo estimativa do Departamento Econômico do BC, a tendência é de desaceleração da relação dívida-PIB. A relação dívida-PIB deve chegar ao patamar de 39,6% em 2011, 38% em 2012 e 37% em 2013. Projeções que dão conta de que a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) ficará em 35,2% em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil.

Outra mentira contada pela imprensa: a dívida elevada da maioria desses países não foi constituída porque eles gastaram mais do podiam para sustentar uma grande massa de aposentados. Não. A dívida cresceu nos últimos anos porque a maioria dos países correu para salvar a banqueirada e agora essa mesma turma e seus porta-vozes querem que os trabalhadores e aposentados paguem o pato.

Segue a lista países mais endividados:

20º. Estados Unidos – 101,1%

Dívida (como % do PIB): 101,1%

Dívida bruta: US$ 14,825 trilhões

PIB de 2009 (est): US$14,66 trilhões

Dívida per capita: US$ 48.258


19º. Hungria – 120,1%

Dívida (como % do PIB): 120,1%

Dívida bruta: US$ 225,24 bilhões

PIB de 2009 (est):): US$ 187,6 bilhões

Dívida per capita: US$ 22.739


18º. Austrália – 138,9%

Dívida (como % do PIB): 138,9%

Dívida bruta: US$ 1,23 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 882,4 bilhões

Dívida per capita: US$ 57.641


17º. Itália – 146,6%

Dívida (como % do PIB): 146,6%

Dívida bruta: US$ 2,602 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 1,77 trilhão

Dívida per capita: US$ 44.760

16º. Espanha – 179,4%

Dívida (como % do PIB): 179,4%

Dívida bruta: US$ 2,46 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 1,37 trilhão

Dívida per capita: US$ 60.614

15º. Grécia – 182,2%

Dívida (como % do PIB): 182,2%

Dívida bruta: US$ 579,7 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 318,1 bilhões

Dívida per capita: $ 53.984

14º. Alemanha – 185,1%

Dívida (como % do PIB): 185,1%

Dívida bruta: US$ 5,44 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 2,94 trilhões

Dívida per capita: US$51.572

13º. Portugal – 223,6%

Dívida (como % do PIB): 223,6%

Dívida bruta: US$ 552,23 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 247 bilhões

Dívida per capita: US$ 51.572

12º. França – 250%

Dívida (como % do PIB): 250%

Dívida bruta: US$ 5,37 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 2,15 trilhões

Dívida per capita: US$ 83.781

11º. Hong Kong – 250,4%

Dívida (como % do PIB): 250,4%

Dívida bruta: US$ 815,65 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 325,8 bilhões

Dívida per capita: US$ 115.612

10º. Noruega – 251%

Dívida (como % do PIB): 251%

Dívida bruta: US$ 640,7 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 255,3 bilhões

Dívida per capita: US$ 137.476

9º. Áustria – 261,1%

Dívida (como % do PIB): 261,1%

Dívida bruta: US$ 867,14 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 332 bilhões

Dívida per capita: US$ 105.616

8º. Finlândia – 271,5%

Dívida (como % do PIB): 271,5%

Dívida bruta: US$ 505,06 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 186 bilhões

Dívida per capita: US$ 96.197

7º. Suécia – 282,2%

Dívida (como % do PIB): 282,2%

Dívida bruta: US$ 1,001 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 354,7 bilhões

Dívida per capita: US$ 110.479

6º. Dinamarca – 310,4%

Dívida (como % do PIB): 310,4%

Dívida bruta: US$ 626,1 bilhões

PIB de 2010 (est): US$ 201,7 bilhões

Dívida per capita: $113.826

5º. Bélgica – 335,9%

Dívida (como % do PIB): 335,9%

Dívida bruta: US$ 1,324 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 394,3 bilhões

Dívida per capita: US$ 127.197

4º. Holanda – 376,3%

Dívida (como % do PIB): 376,3%

Dívida bruta: $2,55 trilhões

PIB de 2010 (est): $676,9 bilhões

Dívida per capita: $152.380

3º. Suíça – 401,9%

Dívida (como % do PIB): 401,9%

Dívida bruta: US$ 1,304 trilhão

PIB de 2010 (est): US$ 324,5 bilhões

Dívida per capita: $171.528

2º. Reino Unido – 413,3%

Dívida (como % do PIB): 413,3%

Dívida bruta:: US$ 8,981 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 2,173 trilhões

Dívida per capita: US$ 146.953


1º. Irlanda – 1.382%

Dívida (como % do PIB): 1.382%

Dívida bruta: US$ 2,38 trilhões

PIB de 2010 (est): US$ 172,3 bilhões

Dívida per capita: US$ 566.756


http://economia.ig.com.br/criseeconomica/veja-quais-sao-os-paises-mais-endividados-do-mundo/n1597244613617.html