quarta-feira, 5 de outubro de 2016

JOÃO DORIA Doria vai parar programa de ampliação de ciclovias

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,doria-vai-parar-programa-de-ampliacao-de-ciclovias,10000080273


Em entrevista ao ‘Estado’, prefeito eleito descarta meta de aumento da rede na capital, marca da gestão Haddad; tucano planeja arrecadar R$ 7 bi com concessão de Interlagos e Anhembi
Dois dias após somar 3 milhões de votos e vencer a disputa pela Prefeitura de São Paulo, o empresário João Doria (PSDB) recebeu a reportagem do Estado na tarde desta terça-feira, 4, na sede do Grupo Doria, em um prédio luxuoso nos Jardins, com um cronômetro nas mãos.
Ainda em tom de campanha, listou suas principais promessas em pouco mais de uma hora e reafirmou alguns de seus compromissos: vai revogar a redução da velocidade nas Marginais, eliminar parte das ciclovias, vender Interlagos e Anhembi – o que deve render cerca de R$ 7 bilhões – e ajudar o governador Geraldo Alckmin a conquistar a vaga tucana na disputa presidencial, em 2018.
O posto de gestor deve, aos poucos, ser consumido pelo cargo político. Antes de receber a reportagem, o tucano se reuniu com o vereador reeleito Milton Leite (DEM), o mais votado na sua coligação. “Gosto de conversar”, diz ele.
Dados estaduais mostram queda de mortes no trânsito quase três vezes maior na cidade que no Estado. Especialistas atribuem à redução da velocidade nas Marginais. O senhor teme ser responsabilizado caso as mortes voltem a crescer após ampliar o limite?
Houve queda de mortes nas estradas estaduais sem nenhuma redução de velocidade. É preciso lembrar que o processo de recessão pelo qual passa o País reduziu em 11% o número de veículos circulantes na cidade, o que influencia. Sou gestor e vou ser prefeito. Não tenho medo de nada. Não tenho medo de tomar atitudes corretas.
Vai mexer nas ciclovias?
As ciclovias serão preservadas onde funcionam bem, onde têm movimento, ciclistas. Não serão continuadas em calçadas nem onde não são utilizadas. Vamos fazer um estudo para avaliar isso. Já as ciclovias que foram assimiladas pela população vão continuar e serão mantidas pela iniciativa privada porque a Prefeitura faz mal hoje essa conservação. Vamos escolher uma área e permitir ali a publicidade. As empresas interessadas poderão adotá-las por um ano ou mais.
Vai ampliar a rede?
Não. Só se houver uma necessidade real e comprovada. Apenas para cumprir meta, não.
O governo federal tem uma dívida de R$ 400 milhões com São Paulo. E há convênios assinados no valor de R$ 8 bilhões do PAC que ainda não chegaram aos cofres municipais. O senhor vai cobrar essa dívida quando assumir a cidade?
(O presidente Michel) Temer vai ter de pagar. Aliás, tem outras dívidas, de bancos públicos, como a Caixa e o Banco do Brasil. Nós vamos cobrar. O prefeito Fernando Haddad tomou um cano da Dilma, que nem o recebia, uma anomalia.
Quanto renderá a venda do Anhembi e de Interlagos?
Estimamos cerca de R$ 7 bilhões. É um valor substantivo. Os recursos serão dedicados para saúde e educação.
As empresas filiadas ao Lide, seu grupo de líderes empresariais, poderão participar do processo de privatização?
Todas as concorrências que faremos serão abertas às empresas nacionais e internacionais. As empresas filiadas ao Lide poderão participar, não há qualquer conflito de interesse nisso, até porque não será o Lide.
A sua eleição no primeiro turno fez Geraldo Alckmin furar a fila pela vaga do PSDB à disputa pela Presidência em 2018?
Não acho que exista fila na política. Sou um exemplo disso. Só os velhos da política acham que existe fila. Mas a minha vitória em São Paulo fortalece, sim, a posição do Geraldo. Eu, assim como ele, defendo prévias nacionais para essa escolha. É o modelo mais democrático e amplo.
Ao mesmo tempo em que o senhor fala em plano de privatizações, promete não aumentar a tarifa de ônibus, aumentando o subsídio. Não é incoerente?
O valor social precisa ser preservado. É uma decisão.
O senhor vai permitir que moradores de rua montem barracas?
Não, nós vamos dar assistência e abrigo a eles, o que não foi feito nesta gestão. Vamos revisar totalmente esse programa, fazer com que os abrigos tenham condições adequadas e tenham canil, todos.
O senhor vai pagar ônibus paras as pessoas fazerem exames de madrugada, como propôs?
Não, há ônibus 24 horas em São Paulo. Menos, mas tem. E vamos priorizar os horários das 20h às 22h e das 6h às 8h para a marcação desses exames, principalmente no caso de mulheres, gestantes e idosos. É melhor isso do que ficar na fila por dez meses ou mais. Nós vamos zerar essa fila em um ano.

CLUBE DE ENGENHARIA: TEMER E PARENTE ESTÃO DESTRUINDO A PETROBRAS

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/258878/Clube-de-Engenharia-Temer-e-Parente-est%C3%A3o-destruindo-a-Petrobras.htm

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Professor: a Miriam Leitão “defende a tese” de que você não se aposente nunca…Veja

http://www.tijolaco.com.br/blog/professor-miriam-leitao-defende-tese-de-que-voce-nao-se-aposente-nunca-veja/


professoreterno
A desfaçatez não tem limites.
Numa entrevista com o impronunciável ministro da Educação, o amigo de Alexandre Frota, Mendonça Filho, a jornalista Miriam Leitã soltou uma “pérola” que mostra o que essa gente pensa do professor.
Ela defendeu “a tese” de que professor “não deveria se aposentar”, com o argumento de que “o tempo ajuda” ele a ficar mais sábio…
Essa senhora conhece alguma coisa do magistério?
Sabe o que é dar 40 horas de aula por semana até a voz sumir ou a garganta adoecer?
Está pensando na escola “risonha e franca” com os meninos e meninas levando maçã para os professores?
Tem ideia do que uma geração deseducada pela emissora à qual ela serve fez e faz ás crianças e aos adolescentes?
Sobretudo, não considera os professores e professoras seres humanos e trabalhadores como os demais,com o direito a um mínimo de segurança, com aposentadorias modestas, a descansar da correria de dois empregos, em geral, quando não têm regime de dedicação exclusiva.
Dois, quando não três.
Meu pai, professor, tinha dois tons de voz. O falar alto, do hábito que adquiria em oito, dez aulas diárias e o mudo, quando a voz, esgotada, sumia.
Ainda bem que Miriam não é professora e, portanto, na tese dela, pode se aposentar. Porque, ao contrário do que diz dos mestres, está ficando pior com o tempo.

Escolas públicas e particulares são reprovadas pelo Ideb 2015

http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2016/09/escolas-publicas-e-particulares-sao-reprovadas-pelo-ideb-2015-2050.html


Avaliação aponta problemas nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, inclusive na rede privada; destaque positivo fica com as escolas mantidas pelas prefeituras
por Redação RBA publicado 08/09/2016 19:14, última modificação 08/09/2016 19:24
ROVENA ROSA/ABR
escolas reprovadas ideb 2015.jpg
Ideb confirmou situação do ensino apontada pelos alunos, que ocuparam escolas por ensino de qualidade
São Paulo – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), divulgou hoje (8) as médias do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2015 com resultados gerais desanimadores. Para o conjunto das escolas do país, as metas estipuladas para o período não foram atingidas pelo ensino médio e pelos anos finais do ensino fundamental (8° e 9° anos) tanto nas escolas públicas como privadas.
Os índices menos ruins foram obtidos nos anos iniciais do ensino fundamental (4º e 5º anos), que chegaram a superar médias fixadas para as escolas mantidas por estados e prefeituras. No entanto, a escola particular, pela qual os pais pagam mensalidades em busca de ensino melhor para seus filhos, não conseguiu atingir a meta de 7.0 pontos. Obteve apenas 6.8.
A meta para 2015 foi alcançada por 74,7% das redes municipais, um esforço dos municípios que, apesar da menor arrecadação, respondem por 82,5% das matrículas públicas.
Nos anos finais do ensino fundamental (8º e 9º anos), as médias ficaram aquém em todas as redes. Apesar disso, o desempenho vem melhorando timidamente. Passou de 4,2, em 2013 para 4,5 em 2015. Esse nível de ensino é compartilhado por estados, com 43,6% das matrículas, e municípios, com 41,7%. A meta foi superada somente pelos estados de Goiás, Ceará, Mato Grosso, Amazonas e Pernambuco.

Ensino médio

Como nas edições anteriores da avaliação, as piores notas ficaram com o ensino médio, estagnado há quatro anos – 3,7 desde 2011. Desde 2013 está abaixo da média estipulada pelo Ministério da Educação. Naquele ano, apenas Amazonas e Pernambuco cumpriram a meta.
O objetivo era que chegasse a 4,3, mas continua na casa dos 3,7. Quase a totalidade dos alunos está matriculada na rede estadual. O dado confirma, mais uma vez, a situação precária do ensino que deveria ser a porta de entrada para os estudantes no ensino superior. Precariedade essa que tem levado estudantes a reivindicarem melhorias desde 2015, quando estudantes chegaram a ocupar 213 escolas paulistas, num movimento que se espalhou para Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Ceará.
Em entrevista coletiva na tarde de hoje, o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou que vai pedir urgência na tramitação do Projeto de Lei 6840/2013, que institui a jornada integral e altera o currículo do ensino médio. E chegou a dizer que, se preciso for, vai pleitear ao presidente Michel Temer a edição de uma Medida Provisória.
O Ideb é um indicador que relaciona o desempenho dos alunos por meio da Prova Brasil com dados de aprovação conforme o Censo Escolar. O estudo é realizado a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e avalia alunos do ensino fundamental da rede pública e do ensino médio de escolas públicas e privadas.

ideb.jpg

Vitória de Doria prova que paulistano compra qualquer coisa se a propaganda for boa e a embalagem brega, diz estudo



http://www.sensacionalista.com.br/2016/10/02/vitoria-de-doria-prova-que-paulistano-compra-qualquer-coisa-se-a-propaganda-for-boa-e-a-embalagem-brega-diz-estudo/
As ruas de
Campos do Jordão São Paulo estão em festa. O recém-tucano, homem elegante, gente de bem, editor da revisa Caviar Lifestyle e João Doria Jr. acaba de ser eleito o novo prefeito da capital paulista no primeiro turno.
Geraldo Alckmin avisou que não vai receber a faixa de prefeito em primeiro de janeiro porque estará de férias: “Deixa o Dória pegar para mim. foi o combinado. Mas já falei para ele me trazer de volta logo depois. ‘Acelera!!’, falei para ele, brincando.”
O marqueteiro responsável pela campanha de Dória disse recebeu e aceitou o convite para eleger um vaso de samambaia como prefeito de uma cidade angolana em novembro.
“Já temos um projeto pago pelo Grupo Dória para envelopar o edifício Matarazzo (sede da Prefeitura de SP) com um grande e luxuoso pulôver de cashmere”, disse Dória em seu discurso da vitória.
Um estudo encomendado pelo Sensacionalista ao Instituto Nupal (Núcleo de Pesquisas para a América Latina) apontou que a vitória de João Dória Jr. comprova tendência da população paulistana: a de comprar qualquer produto desde que a propaganda seja feita pelas melhores agências e a embalagem, brega.
“Tudo começou com a estátua do Borba Gato em Santo Amaro”, disse o pesquisador William Ferri. “O Dória mostra a mesma afinação com o povo. Basta ver como investiu na arte de Romero Britto.”
M Zorzanelli

 

PEC 241 - congela gasto público por vinte anos: saúde, educação e previdência vão perder para garantir os juros gordos dos banqueiros

A PEC 241 é para garantir cada vez mais do orçamento público para os banqueiros e mais ricos.

A edução é ruim principalmente porque o professor ganha mal, não é só isso, mas é principal. A saúde falta dinheiro. Mas o que os golpistas propõem? Congelar os gastos públicos por vinte anos isso é pura sacanagem.

O governo não está quebrado como dizem, o problema maior são os juros absurdamente altos.

Enem 2015: 38 em cada 100 escolas são 'reprovadas' em teste do ensino médio


http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/10/04/enem-2015-38-em-cada-100-escolas-sao-reprovadas-em-teste-do-ensino-medio.htm
Os resultados das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por Escola 2015 indicam que 38% das instituições seriam "reprovadas"no teste do ensino médio, segundo os critérios do próprio MEC (Ministério da Educação) para a certificação do ensino médio.
São 5.642 escolas que tiveram notas médias menores que 450 pontos em, ao menos, uma das quatro provas objetivas (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza) ou não alcançaram a média de 500 pontos na redação do exame. Esses são os parâmetros mínimos usados pelo MEC para conceder a certificação do ensino médio a estudantes por meio do Enem.
Das 14.998 escolas com informações divulgadas pelo ministério nesta terça-feira (4), 3,4 mil escolas reprovaram em duas ou mais provas do exame nacional --sendo que 507 escolas "bombaram" em quatro dos cinco testes. Nenhuma instituição foi "reprovada" em todas as provas.
O retrato é uma das faces da crise do ensino médio, segundo educadores entrevistados pelo UOL. O baixo desempenho dos estudantes brasileiros é percebido em diversas avaliações. No início de 2016, um estudo da OCDE apontou o Brasil como segundo país com pior nível de aprendizado entre alunos de 15 anos.

Matemática e redação são piores notas

Os exames que mais reprovaram escolas são o de matemática --que reprovou 4.899 instituições-- e a redação --que desqualificou 3.045 escolas.
"Nem o sarrafo do Enem, que já não é essas coisas, estamos conseguindo alcançar. Isso mostra que precisamos mudar o ensino médio em uma direção que motive o jovem a estudar e a aprender", afirma Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna.
No final de setembro, o Ministério da Educação enviou para o Congresso uma medida provisória com proposta de reformulação do ensino médio. A MP prevê, entre outras coisas, a redução de disciplinas nesta etapa do ensino e o aumento, paulatino, da carga horária. A proposta, contudo, não altera o ensino de matemática, português ou inglês, que seriam matérias obrigatórias para todos os alunos.
"O mau desempenho é algo que vem acumulando desde o ensino fundamental, o problema não está apenas no ensino médio", analisa Antonio Augusto Gomes Batista, coordenador do Cenpec.
Para Batista, a reforma do ensino médio proposta não deve ter resultados no quadro geral. "O ensino integral, tal como está colocado, vai atender a uma população muito reduzida. Vai criar mais desigualdades dentro da rede. Seria melhor ampliar uma hora por dia a proporcionar escolas de 7 horas para poucos."