A Argentina inicia um processo de desprivatização, coisa que o Lula não teve coragem. Muitas bocas de porco que levaram nossas estatais não cumpriram os contratos de concessão (Telefonica, AES-Eletropaulo, entre outras).
Na Argentina, o canto de sereia dos neoliberais com o apoio da mídia entreguista detonaram o patrimônio público para sustentar uma paridade peso-dólar insustentável.
O gráfico de produção abaixo diz tudo, após a privatização a produção de petróleo começou a cair e a empresas a realizar lucros a custas da falta de investimento. Não faz sentido uma economia pequena (30°) com uma boa quantidade de reservas de petróleo ter que importar combustível.
A imprensa diz que é populismo e a Argentina só tem a perder, mas me diga uma grande produtor que não tenho domínio sobre suas reservas? O povo é favorável mesmo com a imprensa local pregando o contrário. Legalmente, a soberania nacional permite a expropriação de uma empresa por interesse nacional.
Quando da crise, a Argentina renegociou unilateralmente sua dívida, todos diziam que ninguém ia ter coragem de investir na Argentina. Dois anos depois o país colocava controle de capitais para limitar a entrada de dólares. O que traz investimentos é perspectiva de ganhos.
Não há segurança na China, na Rússia, em países da África, mas o capital estrangeiro que entrar lá.
A Argentina não tem muitos recursos para investir, mas só o estancamento da sangria de recursos da YPF é suficiente para tocar alguma coisa.
Aqui no Brasil a Petrobras comprou a parte da Repsol na REFAP (refinaria localizada no RS) porque a sócia resistia a investir em melhoria e ampliação da refinaria.
FMI diz que reestatização da YPF é “decisão soberana” da Argentina
A justificativa para a estatização da YPF
Argentina retoma controle público do gás e petróleo
La Producción Petrolera en Argentina, Breve Recorrido Histórico
Neste blog eu vou comentar algumas notícias, mostrar minha opinião sobre a economia brasileira, política e mídia.
domingo, 22 de abril de 2012
Como a Goldman Sachs capturou a Europa
Engraçado, os governos da Europa agora não tem dinheiro para os gastos sociais (saúde, edução, previdência), mas tem dindin de sobra para ajudar os bancos. Sem ter que explicar a ninguém o BCE salva os bancos que fizeram farra no Cassino Global, mas para os países que entraram em crise por terem salvado seus bancos é preciso cortar gastos com o povo.
Em Novembro último, sem fanfarras e mal notado pela imprensa, Mario Draghi, o antigo executivo da Goldman, substituiu Jean-Claude Trichet como governador do BCE. Draghi não perdeu tempo a fazer para os bancos o que o BCE se havia recusado a fazer para os seus governos membros – despejar dinheiro sobre eles a taxas muito baratas.
http://resistir.info/europa/mee_brown_19abr12.html
Ferroviários em SP alertam para explicações absurdas sobre falhas
O secretário dos transportes do eficientíssimo governo de São Paulo atribui as panes nas linhas de trens metropolitanos ao excesso de usuários e ao vandalismo (a imprensa repercute) quando problema lá há tempos falta de investimentos: compra de trens e mais linhas e até na manutenção.
Como é de costume dos governos paulista: a culpa é dos usuários. Por que eles não vão para o trabalho de carro?
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2012/03/falha-em-trem-da-cptm-provoca-atraso-e-volta-a-prejudiciar-usuario-em-sao-paulo
http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/alckmin-deixa-de-investir-r-2-bilhoes-em-manutencao-de-trens/?searchterm=cptm
Como é de costume dos governos paulista: a culpa é dos usuários. Por que eles não vão para o trabalho de carro?
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2012/03/falha-em-trem-da-cptm-provoca-atraso-e-volta-a-prejudiciar-usuario-em-sao-paulo
http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/alckmin-deixa-de-investir-r-2-bilhoes-em-manutencao-de-trens/?searchterm=cptm
sábado, 21 de abril de 2012
O pedágio dos tucanos esfola o bolso dos paulistas
O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) “Rodovias
brasileiras: Investimentos, concessões e tarifas de pedágio”, agora
divulgado, tem o mérito de colocar luz sobre a questão das tarifas de
pegágio cobradas nas concessões de rodovias no Brasil.
O criterioso levantamento nos sete Estados em que houve concessões,
comprova as diferenças gritantes entre o modelo de privatização das
rodovias federais adotado nas gestões de Fernando Henrique Cardoso
(1995-2002) e no de concessões do ex-presidente Lula (2003-2010),
seguido pelo governo da presidenta Dilma Rousseff.
Não é preciso dizer muito, os números falam por
si. Na primeira etapa de concessões federais entre 1995-1997, era FHC, a
tarifa média cobrada por 100 km rodados foi de R$ 9,86. Naquele modelo,
privilegiou-se o maior preço pago pela rodovia. Na era Lula, entre 2008
e 2009, a tarifa é significativamente inferior, de R$ 2,96 pagos pelos
mesmos 100 km. Neste caso, as conessões foram dadas às empresas que
ofereceram menor pedágio.
Entre as concessões feitas pelos Estados que seguiram o mesmo modelo
de FHC, chamam a atenção as do governo de São Paulo. A tarifa média por
100 km no Estado é de R$ 12,76, muito superior à média brasileira de R$
9,04. Na 1ª etapa das concessões, 1997/1998 (gestão Mário Covas), o
valor da tarifa bateu em R$ 13,65 por 100 km. Uma década depois, nas
concessões do período de 2008/2009, mesmo com a inflação em queda e a
Selic em um patamar inferior, ainda assim, o governo de José Serra
persistiu no erro.
“A experiência acumulada durante a 1ª etapa de concessão (em São Paulo)
pouco foi aproveitada para realizar aperfeiçoamentos nos contratos na
questão tarifária, diferentemente do que fez o governo federal”, afirma o
texto da pesquisa do IPEA. Nesta 2ª etapa, enquanto as rodovias
federais concedidas cobravam tarifas de R$ 2,96 (100 km), o governo
tucano paulista consolidou uma tarifa média de R$ 10,62 pelo mesmo
trecho, três vezes mais.
O IPEA também traz luz sobre como as tarifas de pedágio são reajustadas. Há uma miríade de critérios, conforme a concessão. Na primeira etapa de concessões do governo federal (1995-1997), época de inflação e Selic altas, as tarifas de pedágio partiram de patamares elevados.
Assim, em 2011, o valor médio dessas tarifas foi de R$ 9,86/100 km. Em geral, o índice adotado foi o IGP-M, com grande prejuízo aos usuários. De maio de 1995, início da cobrança do pedágio pelo governo federal a janeiro de 2011, a variação foi de 300%, ante 197% do IPCA. Ou seja, as tarifas cresceram, em média, 121% acima da inflação medida pelo IPCA para os últimos 15 anos.
Na 2ª etapa de concessões federais o cenário econômico nacional havia se alterado e o governo Lula adotou o IPCA como base para indicador de reajustes anuais, além de outros critérios.
Leia a íntegra do estudo:
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Eleição direta dos procuradores-gerais de Justiça
A eleição direta dos procuradores-gerais de Justiça. Se você acha que não se deve amarrar cachorro com linguiça, também deve concordar com a idéia de que somente com um Ministério Publico independente a sociedade poderá ser eficazmente defendida e a corrupção combatida, assine a Petição Pública pela aprovação da PEC n. 31/2009(saiba mais) – Em defesa de um Ministério Público independente, sem a participação do Governador do Estado no processo de escolha do Procurador-Geral de Justiça.
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=MPI2012
Assine e divulge para seus vizinhos, colegas, amigos e familiares! Envie emails para os deputados e senadores.
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=MPI2012
Assine e divulge para seus vizinhos, colegas, amigos e familiares! Envie emails para os deputados e senadores.
Crescimento da China deve registrar recuperação firme
Da Reuters
PEQUIM, 19 Abr (Reuters) - A economia da China já superou a pior fase depois de registrar nos três primeiros de 2012 o crescimento trimestral mais lento desde o final da crise financeira, e se encaminha para uma recuperação nos próximos meses, mostrou uma pesquisa da Reuters.
Economistas estimam que a segunda maior economia do mundo crescerá 8,4 por cento neste ano, previsão inalterada em relação à última pesquisa, em janeiro. Eles ainda preveem que o crescimento vai subir de forma constante nos trimestres seguintes até alcançar 8,7 por cento em abril-junho de 2013.
PEQUIM, 19 Abr (Reuters) - A economia da China já superou a pior fase depois de registrar nos três primeiros de 2012 o crescimento trimestral mais lento desde o final da crise financeira, e se encaminha para uma recuperação nos próximos meses, mostrou uma pesquisa da Reuters.
Economistas estimam que a segunda maior economia do mundo crescerá 8,4 por cento neste ano, previsão inalterada em relação à última pesquisa, em janeiro. Eles ainda preveem que o crescimento vai subir de forma constante nos trimestres seguintes até alcançar 8,7 por cento em abril-junho de 2013.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Indústria no Primeiro Bimestre
No primeiro bimestre do ano, o desempenho da
indústria brasileira foi bastante desfavorável e
projeta um crescimento de cerca de 2,0% para
2012, uma estimativa muito modesta, sobretudo
ao se considerar que, no ano passado, a
produção do setor ficou quase estagnada
(aumento de 0,3%). O resultado fraco do primeiro
bimestre vale tanto para a produção quanto para o
emprego industriais. No primeiro caso, a queda de 1,5%
da produção industrial registrada em janeiro foi seguida
de um aumento de 1,3% em fevereiro (ambas as
taxas relativa ao mês imediatamente anterior
com ajuste sazonal).
É cedo para dizer que há uma retomada da produção industrial no País a partir dos dados de fevereiro. Os números do IBGE ainda apontam para uma trajetória de retração das atividades produtivas da indústria nacional. Ao se tomar as taxas de variação de determinado mês contra o mesmo mês do ano anterior, por exemplo, observa-se que a evolução da produção industrial está piorando no Brasil (–1,6%, –2,2%, –2,7%, –1,3%, –2,9%, –3,9%, respectivamente de setembro de 2011 a fevereiro deste ano) e, particularmente de modo mais sensível, nos seus três principais estados industriais (Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

http://iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_515_industria_no_primeiro_bimestre_producao_regional_e_emprego_com_resultados_desfavoraveis.html
É cedo para dizer que há uma retomada da produção industrial no País a partir dos dados de fevereiro. Os números do IBGE ainda apontam para uma trajetória de retração das atividades produtivas da indústria nacional. Ao se tomar as taxas de variação de determinado mês contra o mesmo mês do ano anterior, por exemplo, observa-se que a evolução da produção industrial está piorando no Brasil (–1,6%, –2,2%, –2,7%, –1,3%, –2,9%, –3,9%, respectivamente de setembro de 2011 a fevereiro deste ano) e, particularmente de modo mais sensível, nos seus três principais estados industriais (Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
http://iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_515_industria_no_primeiro_bimestre_producao_regional_e_emprego_com_resultados_desfavoraveis.html
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