domingo, 9 de dezembro de 2012

Dublicação 381 de BH a Gov. Valadares

A previsão do  início das obras é para o primeiro semestre de 2013, deve demorar três anos. Vai dar par ir de novo de carro para minha terra.

Até que enfim: Duplicação da BR 381 entre BH e Gov. Valadares


Está é uma das rodovias mais perigosas do Brasil. Vou todo ano para nordeste de minas passa do por BH, Ipatinga e Valadares. Não houve nenhum ano que fiz o trajeto sem ver pelo menos 4 acidentes e uma morte.


TÂNIA MONTEIRO, VERA ROSA
Para ministro do Desenvolvimento, petistas estão apenas se defendendo das investidas da oposição
Ministros, governadores e dirigentes do PT culparam ontem o PSDB pela criação de obstáculos aos planos da presidente Dilma Rousseff de reduzir o preço da energia elétrica para a população em 20%. Na avaliação do governo e do PT, a luta é política e assim deve ser tratada.
"Não fomos nós que partimos para cima dos tucanos. Eles é que vieram para cima da gente. Agora é assim: bateu, levou", disse ao Estado o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, repetindo bordão usado no governo de Fernando Collor, hoje senador pelo PTB . "Como é que um partido experiente como o PSDB resolve ficar com o mico de ser a grande resistência ao plano de redução de tarifas e ainda coloca esse mico no ombro de seu candidato à Presidência?", ironizou o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT).
A direção do PT vai iniciar uma campanha para pedir apoio da população à redução da conta de luz e responsabilizar os tucanos pelos problemas que atrapalharam uma diminuição maior na tarifa. Ao mesmo tempo em que Dilma fazia ontem duras críticas às concessionárias de São Paulo, Minas e Paraná - Estados governados pelo PSDB, que se recusam a aderir ao plano do governo -, a corrente majoritária do PT, reunida em Brasília, aprovou a estratégia de politizar a briga.
Em sintonia com Dilma, que disse não estar fazendo "graça com chapéu alheio", a cúpula petista vai produzir uma nota jogando no colo dos tucanos o ônus pelo revés sofrido no plano original. O documento será aprovado hoje, na última reunião do ano do Diretório Nacional do PT.
"Vamos pedir o apoio da sociedade, explicar a medida e responsabilizar governadores do PSDB", afirmou o presidente do PT, deputado Rui Falcão.
No diagnóstico do PT, os tucanos anteciparam a disputa presidencial de 2014, lançando a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra Dilma, que deve concorrer à reeleição, e vão fazer de tudo para "criar dificuldades". Na prática, a tática do governo e do PT consiste em usar o episódio para carimbar o adversário PSDB como um partido que atua contra o crescimento do País.
"Esse foi o grande mote que o PSDB deu para a gente, no fim de um ano com tantos ataques aos petistas", comemorou o deputado distrital Chico Vigilante (PT), numa referência ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Réu no processo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu estava presente na reunião de ontem e defendeu Dilma em suas intervenções a portas fechadas.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Equador aprova lei que reduz lucro dos bancos privados para aumentar prestações sociais

A Assembleia Nacional do Equador aprovou na noite desta terça feira uma lei, enviada com caráter de urgência pelo presidente Rafael Correa, que aumenta a contribuição dos bancos. Foram 79 votos a favor, cinco contra e 11 abstenções. Com o resultado, o imposto sobre o rendimento dos bancos vai subir de 13 para 23%, o mesmo percentual aplicado a outros setores da economia. As instituições financeiras, que antes eram isentas, também terão que pagar 12 % de Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA). Será cobrada ainda uma taxa sobre ativos no exterior, que fica maior no caso da captação de recursos em paraísos fiscais.

O setor bancário é, em quase todos os países, o que mais lucra e o que menos pagam impostos. Está certo o governo do Peru.

Leia a matéria complata na Carta Maior:
 http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21287

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Guerra retórica: as origens da batalha entre o Clarín e o governo argentino


SYLVIA COLOMBO da Folha
DE BUENOS AIRES
"Ganhamos da imprensa!". Foi assim que o peronista Carlos Menem comemorou sua reeleição à Presidência da Argentina, em 1995. A celebração dá mostra de como é tensa a relação entre os grandes jornais, em especial o "Clarín", e o poder na Argentina.
A tensão, hoje, é uma guerra aberta. De um lado, o governo da presidente Cristina Kirchner pressiona pela aplicação total da Lei de Mídia, aprovada em 2009, que obriga o grupo Clarín a acatar duas cláusulas antimonopólio, suspensas pela Justiça até esta sexta (7), e abrir mão de licenças de rádio e TV. De outro, o Clarín responde com manchetes agressivas e reportagens com denúncias de escândalos em seus canais de notícias, rádios e programas televisivos.
"Na verdade, o que os Kirchner estão fazendo desde 2008 já era a vontade de vários presidentes antes deles", diz a jornalista Graciela Mochkofsky, autora de "Pecado Original - Clarín, los Kirchner y la Lucha por el Poder" (Planeta). O livro esquadrinha a formação do conglomerado desde o regime militar (1976-83), quando houve a compra da indústria de papel-jornal Papel Prensa e uma aliança entre o Clarín e a ditadura. Seguiu-se uma relação de troca de favores e benefícios entre o grupo e governos democráticos, entre períodos de apoio político e rupturas.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Queda da audiência do Jornal Nacional no 2º semestre


A notícia diz que o Jornal Nacional da Rede Globo perdeu audiência no 2º semestre, e estão culpando as novas novelas , das 19h e 21h, que costumam "puxar" a audiência. 

Mas lê-se nas entrelinhas:

1 - O Jornal Nacional perdeu audiência enquanto ainda estavam no ar as 2 novelas anteriores, com audiência um pouco melhor em sua reta final (Avenida Brasil, às 21h, e as empreguetes de Cheias de Charme, às 19h).

2 - O Jornal Nacional perdeu audiência enquanto "bombardeava" o público com as tendenciosas matérias sobre o julgamento do chamado 'mensalão', pelo STF - além da campanha eleitoral/eleições 2012.

3 - O horário nobre da Rede Globo (novela-Jornal Nacional-novela) vai mal das pernas.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-queda-da-audiencia-do-jornal-nacional-no-2%C2%BA-semestre

Da Folha

"Carrossel" e "Jornal da Record" crescem e "Jornal Nacional" cai no Ibope
http://f5.folha.uol.com.br/televisao/1192802-carrossel-e-jornal-da-record-crescem-e-jornal-nacional-cai-no-ibope.shtml

sábado, 1 de dezembro de 2012

Relatório propõe regulação mais forte e lei para imprensa britânica


Do O Globo
Cameron apoia recomendações a partir do caso de escutas ilegais em jornais, mas sugere cautela diante de novas leis
LONDRES - Depois de meses de investigação e pesquisa, a Comissão Leveson sugeriu a criação de um novo órgão independente para regular a imprensa britânica, após o escândalo das escutas ilegais praticadas por jornais do magnata australiano Rupert Murdoch. O juiz Brian Leveson, responsável pelo relatório, destacou que não é dever do governo ou do Parlamento regular o setor, mas que a Comissão de Queixas sobre a Imprensa (PCC, na sigla em inglês) fracassou em seu papel e que o sistema deve ser alterado. Ele defendeu uma forma mais severa de regulação, respaldada por uma lei de imprensa. As propostas causaram divergência dentro do governo britânico. O primeiro-ministro David Cameron apoiou boa parte das conclusões do relatório, mas se mostrou cauteloso diante da criação de novas leis. Seu vice, Nick Clegg, por sua vez vê na mudança da lei a única forma de garantir a independência do novo órgão regulador.
Essa lei atribuiria ao governo o dever legal de proteger a liberdade de imprensa, além de reconhecer o novo órgão independente regulador e dar benefícios aos meios de comunicação. Uma forma mais rigorosa de regulamentação, apoiada pela nova legislação, elevaria os padrões da imprensa e protegeria o direito de possíveis vítimas de jornais e tabloides, explicou Leveson.
- A imprensa é vital, mas isso não significa que ela não possa ser contestada - disse Leveson. - Precisamos de mudanças.
O órgão regulador proposto por Leveson seria independente tanto da indústria quanto do governo; não incluiria editores atualmente em atividade; e a maioria de seus membros não teria envolvimento com a imprensa. Ele teria poder para multar jornais no valor de até um milhão de libras.
O relatório criticou ainda a ligação entre a imprensa e políticos. Para a comissão, a relação entre figuras públicas e jornais deve ser mais aberta e transparente.
Ao discursar no Parlamento logo após a apresentação do relatório, o primeiro-ministro David Cameron disse apoiar os princípios reguladores apresentados pela Comissão Leveson, mas afirmou não ver necessidade na criação de uma lei específica para a imprensa.
- Deveríamos ser cautelosos com qualquer lei que tenha potencial para afetar a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Não estou convencido de que um estatuto seja necessário para alcançar os objetivos de Lorde Leveson - disse Cameron.
O relatório foi recebido com divergências no Parlamento, sem consenso entre os deputados sobre quais e quantas recomendações devem ser aceitas. O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, fez um apelo para que o governo aprove todos os pontos do inquérito.
Analistas acreditam que a proposta possa causar divergências entre Cameron e sua coalizão de governo. O vice-premier britânico, Nick Clegg, dez um discurso separado no Parlamento britânico sobre a divulgação do relatório Leveson, nesta quinta-feira. O ato é um sinal de que a coalizão do governo não conseguiu chegar a um consenso sobre o inquérito das escutas ilegais.
Clegg disse concordar com "muito" do que o premier e o opositor Miliband pensam sobre o relatório Leveson. Para o vice-premier, os partidos devem trabalhar juntos para estabelecer uma agenda clara e rápida. Segundo Clegg, dois princípios fundamentais estão em jogo: a proteção de inocentes e a liberdade de expressão.
- Uma imprensa livre não significa uma imprensa que pode intimidar inocentes e fazer famílias sofrerem - disse o político.
Clegg ainda admitiu ter pensado muito sobre o uso de uma lei da imprensa e, como um liberal, contou ter ressalvas quanto sua aplicação. O vice-premier afirmou, no entanto, que sempre se disse favorável ao relatório desde que suas recomendações fossem viáveis. Para ele, não há melhor solução do que a proposta por Leveson.
- Mudar a lei é a única forma de garantir que a nova regulação da impresa será independente de verdade - disse Nick Clegg.
Segundo fontes citadas por jornais britânicos, Cameron e seu vice concordaram em alguns aspectos do relatório, divulgado às 11h30m (horário de Brasília). A resposta do governo deve se concentrar na reforma da regulação da imprensa, mas a falta de consenso em alguns aspectos do relatório mostra um racha significativo dentro da coalizão. É a primeira vez que os dois fazem discursos separados sobre um mesmo tema no Parlamento.
A legislação do Reino Unido contra abusos da imprensa é uma das mais duras do Ocidente. Hoje, o controle é realizado pelo PCC, formada pelos próprios órgãos de comunicação. Mas o sistema é considerado ineficaz, e 79% dos britânicos defendem a criação de uma entidade independente de regulação, segundo uma pesquisa da YouGov - o que indica o peso que a decisão do premier sobre o assunto terá. Essa deve ser a proposta do inquérito Leveson, aberto a pedido de Cameron, há 16 meses, para investigar as escutas ilegais.