terça-feira, 6 de outubro de 2009

Publicidade do Kassab

O Kassab pretende gastar mais de R$100 milhões com publicidade, é um valor muito grande, mesmo considerando o tamanho da cidade e as campanhas de utilidade pública que a prefeitura precisa fazer.

Mas tenho visto propagandas da prefeituras da capinal no interior do estado parecendo até propaganda partidária. Na última peça que vi se falou da virada esportiva (depois do evento não faz sentido fazer propaganda) e o prefeito aparecia como garoto propaganda promovendo a gestão do governo "democrático" da capital paulista. Como se a capital não tivesse muitos problemas, a gestão Kassab só tem a mostrar a virada esportiva e o "cidade limpa" (controle da publicidade em placas e outdoors). Projetos que não promovem nenhuma grande transformação.

Prêmio Congresso em Foco

O Congresso em Foco diz que é um site jornalístico que faz uma cobertura analítica, independente e crítica do Congresso Nacional e dos principais fatos políticos da capital federal. Parece piada. Por exemplo, no quesito combate a corrupção, foram listados os hipócritas que vestem a camisa branca, mas por baixo estão sujos de lama. Os outros da lista não tem nenhum destaque.

Demóstenes Torres (DEM-GO)
Gustavo Fruet (PSDB-PR)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Pedro Simon (PMDB-RS)

Pedro Simon é o fiel aliado da Ieda Cruzes que está atolada na lama lá no RS, Jarbas Vasconcelos foi pintado pela Veja a pouco tempo como o legítimo representante do que há de bom no PMDB. Dos demos-tucanos nem preciso falar.

http://www.premiocongressoemfoco.com.br/Voto.aspx
Vladimir M Coutinho
www.vlad.blog.br

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Moody's concede grau de investimento ao Brasil, e daí?

Moody's concede grau de investimento ao Brasil, e daí? Só no Brasil o pessoal ainda leva a sério as agências de risco. Essas agências davam rating da Argentina muito melhor do que o Brasil pouco antes do calote deles. As mesmas agências davam nota AA+ para os derivativos lastreados por hipotecas de alto risco.

E mesmo se essas agências fossem sérias, para o desenvolvimento do país não ter grau de investimento não significa nada. Não é de capital financeiro que o país precisa. Não é essa lógica que segue o "bom" investimento. Quem olha grau de investimento é o especulador, o dólar que vem aqui se multiplicar num período que não precisamos e vai embora ao menor sinal de crise.

Para que serve esse tipo de capital? Já pensou o mecanismo perverso de extração de recursos se processa: dólar entra, é convertido em reais. Por um lado valoriza o real tirando competitividade da economia nacional, por outro o BC compra os dólar e em seguida emite dívida pública para fazer frente a essa compra pagando 8,6% e aplica os dólares a 2%. É como tomar dinheiro no cheque especial para aplicar na poupança. Coisa de bobo.


Segue a notícia que estou comentando:

Brasil é primeiro país a alcançar Grau de Investimento da agência Moody's desde início da crise

A agência de classificação de risco Moody's anunciou, na última segunda-feira (22) a alteração da classificação das dívidas interna e externa de longo prazo do Brasil, elevando o país à categoria de Grau de Investimento. Com a nova classificação, o Brasil se torna o único país que teve sua posição elevada para grau de investimento pela Moody's desde o início da crise econômica mundial.

Entre os fatores relacionados pela agência para a elevação, destaca-se "a notável melhora apresentada na estrutura de dívida do governo". Além da condução responsável das políticas fiscal e monetária nos últimos anos, a agência ressalta o desempenho do Brasil durante a crise e as medidas tomadas pelas autoridades brasileiras.

Outro motivo é a forte recuperação da atividade econômica. Entre os principais países que entraram em recessão técnica em decorrência da crise, o Brasil apresentou a maior taxa de crescimento do PIB no segundo trimestre de 2009. A agência acredita que "as chances de que o Brasil continue melhorando seu perfil de crédito são razoavelmente altas",

A classificação de risco reflete a opinião da agência opinião sobre a capacidade e a disposição de um governo para honrar suas obrigações relativas à dívida. Com a elevação, o Brasil se torna grau de investimento pelas três maiores agências classificadoras de risco. O grau já havia sido concedido pela Standard and Poor's e pela Fitch em 2008.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Demo-tucanos entreguistas e preguiçosos

Folha 18/09/09

Três deputados federais de oposição apresentaram separadamente emendas aos projetos do pré-sal que, além de coincidirem com os interesses das grandes empresas do setor petrolífero, têm redação idêntica.

José Carlos Aleluia (DEM-BA), Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR) sugeriram em suas emendas diversas modificações às propostas do governo, entre elas uma das bandeiras das gigantes do petróleo: a de que a Petrobras não seja a operadora exclusiva dos campos.

“A previsão legal de um monopólio ou reserva de mercado para a Petrobras não se justifica em hipótese alguma”, diz trecho nas emendas dos três.

Segundo a Folha apurou, as emendas clonadas eram parte de versões preliminares preparadas por petrolíferas e repassadas aos deputados por consultores e representantes de empresas. As emendas entregues oficialmente aos parlamentares pelo IBP têm redação diferente, mas teor idêntico nas propostas de mudanças.

Além dos três deputados, outras emendas que coincidem com os interesses das grandes empresas foram apresentadas por outros parlamentares, como Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM, e Arnaldo Jardim (PPS-SP), que presidirá uma das comissões dos projetos de um novo marco regulatório para o setor petrolífero enviados pelo governo ao Congresso.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Kassab se divorciou da mídia

Agora a mídia começou a mostrar as medidas antipopulares do Kassab, o divórcio deve ter ocorrido porque o Serra não mais o quer para candidato a governador.

Ao mesmo tempo que eleva as verbas para publicidade reduz gastos com a merenda escolar e com a limpeza urbana. Estava contanto que a mídia ia esconder tudo como o fez até agora.

Prefeitura de SP reduz merenda de alunos de creches
O Estado de São Paulo 17/09/09
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090917/not_imp436303,0.php
Os alunos das creches municipais de São Paulo receberão uma refeição a menos a partir de segunda-feira. Assinado na semana passada, o novo contrato da Prefeitura com as oito fornecedoras de merenda terceirizada estabelece corte no cardápio oferecido às crianças do período integral (10 horas).

Pelo modelo atual, os alunos do período integral se alimentam cinco vezes ao longo do dia - café da manhã; colação (suco de frutas natural ou uma fruta); almoço; lanche da tarde e jantar. O novo contrato dá duas alternativas: as creches que optarem por servir o café da manhã não deverão fornecer o jantar e vice-versa. A escolha pelo café da manhã ou jantar será feita pelas diretoras de ensino, conforme o horário de funcionamento da creche.

"Isso nos criou um problema enorme. As crianças que atendemos são carentes e a maioria só come aqui. Como vou cortar o café da manhã se ela não tomou em casa? E como vou deixar de servir o jantar se elas dificilmente se alimentam adequadamente à noite?", questionou a diretora de uma creche da zona oeste, onde estão matriculados 104 alunos de 0 a 3 anos. "Procurei a nutricionista da empresa terceirizada e ela disse que a Prefeitura cortou uma refeição porque as crianças estavam obesas."

A diretora critica ainda a mudança na composição do lanche da tarde. Pelo modelo antigo, diz ela, as crianças recebiam uma mistura láctea (leite com café, achocolatado ou iogurte) e um pão ou biscoito. O novo contrato prevê apenas a mistura láctea, afirma a dirigente ouvida ontem pelo Estado sob a condição de anonimato. "Isso não pode ser considerado uma refeição."

O corte no número de refeições servidas aos alunos é visto com preocupação por especialistas. Autora de um estudo sobre alimentação escolar pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e doutoranda da Unesp de Araraquara, a nutricionista Giovana Pegolo explica que, independentemente do estado nutricional e da fase da vida, uma pessoa deve fazer seis refeições por dia - o café da manhã é uma das três mais importantes, ao lado do almoço e do jantar.

"O café da manhã, por exemplo, vai dar o suporte para o aprendizado", afirma. Na sua avaliação, o café da manhã e o jantar são indispensáveis num período letivo de 10 horas. "Na fase de crescimento, é essencial que o indivíduo se alimente a cada 3 horas. Caso contrário, o metabolismo tende a entender que vai faltar alimento e passa a acumular gordura, o que favorece a obesidade."

A terceirização da merenda na capital está sob investigação do Ministério Público, que apura denúncias de fraudes na licitação de 2006. No mês passado, a Justiça negou pedido do MP para suspender a licitação atual. Um dos argumentos usados pelo magistrado era que os preços ficaram 22% menores do que os anteriores. "Vamos levar esse fato novo ao conhecimento do juiz", disse o promotor Silvio Marques, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

BC ou o Ministério da Fazenda?

Já observaram como a imprensa nativa enaltece o testa-de-ferro dos rentistas, o sr. Henrique Meirelles? Fica dando entrevistas na grande mídia e falando abrobrinhas. Só abaixou os juros porque foi forçado pela crise. No entanto, se fosse pelo BC o Brasil teria afundado na crise.

Desde setembro de 2008 os sinais da crise já eram claros, e até o final do ano passado o COPOM enxergava motivos para desacelerar a economia. Foram seis meses para perceber que a economia tinha entrado em parafuso!

Mesmo assim as medidas foram inócuas. Liberou compulsórios, R$200 bilhões, para que? Para os bancos comprarem títulos da divida pública, assim lucrar mais ainda. O dinheiro tava no BC e voltou prá lá, pouca coisa foi para economia.

Quando o BC fixa a taxa de juros obriga o governo a tomar emprestado todos os recursos que os aplicadores ofereçam. Assim, meus caros, o governo emite dívida em troca de nada. O governo se endivida, paga um caminhão de juros e o BC fica lá sentado em cima do dinheiro. É isso mesmo, está em todo bom manual de política monetária ou de macroeconomia. Metade do orçamento do Governo Federal se refere a operações com a dívida pública. No computo geral 1/4 dos impostos vão para a conta dos juros. Por isso não sobra dinheiro para a educação, saúde e investimentos. 0,5% de juros paga todo gasto com o bolsa família.

Voltando à vaca morta: o BC ao invés de usar o BB ou a Caixa para ajudar o setor exportador durante a crise , preferiu entregar as divisas (US$) para os bancos que por sua vez salvaram a pele de quem tinha apostado até as cuecas no Cassino Brasil. Boa parte das reservas queimadas durante a crise foram usadas como seguro para aqueles que especularam com o Real e com arbitragem de juros. Somos nós que pagamos o custo elevadíssimo de carregar essas reservas (aproximadamente o custo é a diferença entre os juros no Brasil e nos EUA). E para que atrair esse capital especulativo? Isso não é investimento (no sentido físico, fábrica, emprego). Os dólares entram, o BC compra pagando SELIC (8,75% hoje, era muito maior ) e aplica em títulos dos EUA que rendem menos de 4% ao ano.

O que não deixou o barco afundar foi a atuação do Ministério da Fazenda fazendo uso da política fiscal (redução de impostos), dos bancos públicos (BB, da CEF e do BNDES) e dos investimento da Petrobras.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Armínio Fraga está preocupado com o dinheiro dos trabalhadores

A crise veio para mostrar no que dá quando o Estado deixa de cumprir seu papel deixando o deus mercado solto. Mesmo assim as vozes do neoliberalismo continua forte no Brasil. Na recuperação do Brasil o Ministério da Fazenda teve papel ativo através da política fiscal e do uso dos bancos públicos. No entanto o que se vê nos jornais é o sr. Henrique Meirelles (melhor presidente de banco central do mundo, segundo os banqueiros) com pinta de bonzão.

O jornal Valor de hoje (14/09/09) dá voz a Armínio Fraga, ex-presidente do BC e representante de um setor que faz muito dinheiro no mercado financeiro brasileiro sem contribuir quase nada para o desenvolvimento do país. Ele é contra a ampliação do papel do BNDES na economia brasileira. Ele prega que esse papel deve ser deixado para o mercado financeiro que nunca cumpriu esse papel.

Desde a reforma bancária conduzida pelos militares há muitos anos atrás, com os vários incentivos, nem os bancos nem o mercado acionário foi capaz de fornecer crédito para financiar o desenvolvimento brasileiro. Fraga sabe disso, mas é o que menos importa, ele quer é garantir o lucro dele e dos seus pares.

Ele é muito cara de pau ao dizer "Até quando se quer emprestar dinheiro para empresas, principalmente para as que podem captar no mercado, com um funding barato com dinheiro do trabalhador?". "Provavelmente (o BNDES), não leva em conta o fato de ser uma máquina de concentração de renda".

Ele acha que o BNDES não deveria ter concedido crédito à Petrobras. Acha que mesmo com a crise a empresa deveria ter recorrido ao mercado internacional. Mas já pararam para pensar: para que se financiar em dólares para fazer frente a gastos em real? Tem algo de errado nessa história, dólar serve para comprar coisas no exterior, assim ao se financiar no exterior o país além de se endividar desnecessariamente, deixará de produzir bens que serão importados.