quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Brasilianização dos EUA

A BBC visitou nos Estados Unidos alguns acampamentos de sem-teto, cada vez mais numerosos no país desde o início da crise econômica que explodiu em 2008.
Dados oficiais apontam que cerca de 47 milhões de americanos vivem abaixo da linha pobreza e este número vem aumentando.
Atualmente há 13 milhões de desempregados, 3 milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito presidente, em 2008.
Algumas estimativas calculam que cerca de 5 mil pessoas se viram obrigadas nos últimos anos a viver em barracas em acampamentos de sem-teto, que se espalharam por 55 cidades americanas.
O maior deles é o de Pinella Hope, na Flórida, região mais conhecida por abrigar a Disney World. Uma entidade católica organiza o local e oferece alguns serviços aos habitantes, como máquinas de lavar roupa, computadores e telefones.
Muitos acampamentos são organizados e fazem reuniões para distribuição de tarefas comunitárias. Para alguns com poucas perspectivas de encontrar trabalho, as barracas são habitações semi-permanentes.


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A Grécia precisa de um Kirchner

A Grécia precisa de um Kirchner para ter coragem de romper com a banca alemã. As medidas impostas só vão sacrificar o povo e vão piorar as condições econômicas.  Qualquer economista mais medíocre que for deveria saber que cortar gastos numa economia em franca recessão só traz mais recessão.



PIB da Grécia cai 7% no quarto trimestre de 2011

O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia no quarto trimestre de 2011 registrou uma queda de 7%, em comparação ao resultado do mesmo período de 2010. Em nota divulgada nesta terça-feira, o Instituto de Estatísticas do governo do país reforçou que os números ainda serão ajustados. No terceiro trimestre do ano passado, o PIB grego havia recuado 5%. Segundo cálculos extraoficiais da agência Bloomberg, a economia grega registra no ano uma contração de 6,8%, acima do recuo de 6% estimado no orçamento do governo de 2012.
A Grécia está no quarto ano consecutivo de recessão, registrando sucessivas quedas desde 2008. A economia do país tem sido afetada pelas medidas de austeridade que tentam salvar suas fracas finanças públicas e a sair da crise da dívida. No fim de 2011, o país projetava que sua economia fosse se contrair mais de 5,5% no total do ano, sem esperanças de uma recuperação antes de 2013.
No último domingo, o Parlamento de Atenas aprovou novas cortes de gastos públicos equivalentes a € 3,3 bilhões, em um novo pacote de medidas de austeridade, exigidas pelo acordo com líderes da União Europeia (UE) e do FMI, para receber um novo pacote de empréstimo, de € 130 bilhões.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/pib-da-grecia-cai-7-no-quarto-trimestre-de-2011-3967188#ixzz1mZyjHG4d 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os minijobs: o lado escondido do “milagre” alemão

Apresentada sucessivamente como a economia europeia que mais se tem fortalecido nos últimos anos, o “sucesso” alemão esconde uma economia em que o número de trabalhadores mal pagos tem vindo a aumentar explosivamente. Os “minijobs”, empregos de 400 euros e sem obrigações fiscais para o empregador, são o outro lado do “milagre” alemão.
 o lado escondido do “milagre” alemão 
Um em cada seis trabalhadores na Alemanha recebe 400 euros, livres qualquer obrigação fiscal, em trabalhos pouco qualificados. São já mais de 7 milhões e 300 mil trabalhadores mal pagos, que recebem menos de dois euros por hora num dos países com o custo de vida mais elevado do mundo.
Os “minijobs” têm vindo a aumentar nos últimos anos. Em 2003 o seu número não chegava aos 5 milhões, e, de acordo com o diário Süddeutsche Zeitung, um em cada quatro novos postos de trabalho são esta forma de precariedade laboral extrema.
Por detrás de uma economia supostamente em plena expansão, e que atingiu o número mais baixo de desemprego da última década, esconde-se o número crescente de trabalhadores que não conseguem encontrar outro emprego que não um “minijob”.
Justificados, no seu início, como uma forma mais flexível de incentivar pequenos trabalhos temporários para os mais jovens, a verdade é que são já mais de 5 milhões de trabalhadores que têm no “minijob” a sua principal ocupação e dois milhões para quem esta ocupação representa o seu segundo emprego.
Hotelaria, restauração, serviços de limpeza ou mesmo auxiliares nos cuidados de saúde são os lugares mais comuns para estes trabalhos mal pagos.
“A minha empresa explorava-me. Se pudesse encontrar outro trabalho sairia deste o mais rapidamente possível”, garante Anja, citada pelo El Economista. Com 50 anos, Anja tem trabalhado os últimos seis anos de “minijob” para “minijob”, em trabalhos de limpezas pagos a dois euros à hora.
Não existe salário mínimo na Alemanha, mas o rendimento médio dos trabalhadores dependentes ultrapassa os 40 mil euros/ano, o que torna incomportáveis salários que muitas vezes nem chegam aos 2 euros por hora.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

IBGE descobre que Selic não interfere no varejo


Do Valor Online
Por Diogo Martins | Valor
14/02/2012 - 13:52
RIO – A mudança de perfil da política monetária adotada pelo governo — de restritiva na primeira metade de 2011 para expansionista no segundo semestre do ano passado — não foi realizada a tempo de refletir nos resultados do comércio varejista. A avaliação é do gerente da coordenação de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, ao comentar a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira.
  
No primeiro semestre de 2011, quando eram lançados aumentos na taxa básica de juros (Selic) e nas restrições ao crédito, o comércio varejista restrito acumulou alta de 3,1%, ao passo que na segunda metade do ano o avanço foi de 2,8%, em meio ao afrouxamento monetário e à redução da Selic.
“Reajustes para cima ou para baixo nos juros levam um tempo até surtirem efeitos na economia. É fato que a redução de juros não ajudou o comércio no segundo semestre”, disse o especialista do IBGE.
A taxa de juros foi ampliada no primeiro semestre pelo governo em razão da inflação, que estava alta e próxima ao teto da meta de 6,5%.
De acordo com Pereira, foi justamente a inflação que acabou por impactar negativamente o desempenho anual do volume de vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 4%, resultado inferior aos 6,7% registrados pela atividade em igual período. O desempenho de 4% foi o mais baixo desde 2009, quando a alta foi de 5,9%.
Pereira afirmou que o aumento de preços de commodities no mercado internacional encareceu o preço dos produtos de hipermercados, o que levou as pessoas a comprarem menos. Em 2011, as receitas nominais do grupo avançaram 11,5%.
“As pessoas gastaram menos, porque os preços ficaram mais ‘salgados’”, afirmou, citando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no grupo alimentação em domicílios, que cresceu 5,41% no ano passado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A Eurozona é governada abertamente pela banca

A Eurozona anda em crise há tempos. Em 2008 os governos se endividaram para salvar os banqueiros da maior crise desde a década de 1930. Agora a turma do mercado financeiro pressiona os governos para cortar gastos sociais e com isso sobrar mais recursos públicos para engordar seus caixas.

Vejam só, num período em que o desemprego está muito elevado (não há emprego para quem procura, isso é o significado dessa estatística), o governo britânico está forçando trabalhadores de licença médica a procurar emprego. Distribuiu cartilhas até mesmo para os que são doentes terminais (cegos, paraplégicos) insinuando que eles devem procurar empregos.

Esses sujeitos são insensíveis. Só pensam nos bônus trimestrais.  Na França a ministra da saúde solicitou que os sem-teto fiquem em casa durante o inverno.


Até então, a turma da alta finança tinha políticos na mão ao financiar suas campanhas, mas a crise ao invés de enfraquecer o neoliberalismo, o fortalece. Na Itália a banca nomeou um premier tecnocrata, isto é, um banqueiro que vai esfolar o povo sem dó para atender os interesses do setor financeiro. Na Grécia a mesma coisa. Pelo que lí, até o ministro do trabalho é banqueiro. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Jurômetro

Porque pagamos tantos impostos? Taí a principal razão: