quarta-feira, 22 de agosto de 2012

No grupo dos que rejeitam Serra, 46% vão de Russomanno


Datafolha mostra que candidato do PRB é, disparado, o mais eficiente em capturar a rejeição recorde ao tucano
Os melhores resultados de Russomanno ocorrem nas mesmas áreas que registram as maiores rejeições a José Serra
RICARDO MENDONÇA
O bom desempenho de Celso Russomanno (PRB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo pode ser explicado, em parte, pela rejeição recorde do tucano José Serra na cidade. É o que mostram cruzamentos de dados secundários do Datafolha de anteontem.
Pela pesquisa, Russomanno tem 31% das intenções de voto; Serra, 27%. Como a margem de erro é de três pontos, trata-se de um empate técnico. Na investigação sobre rejeição, porém, Serra lidera isolado: 38% não votariam nele de jeito nenhum. Com a margem de erro, a rejeição do tucano já pode estar em 41%.
Cruzamentos do Datafolha indicam que há uma correlação direta entre esses dois dados: quanto maior é a rejeição de Serra, melhor é o resultado de Russomanno.
No universo dos 38% que rejeitam Serra, Russomanno tem 46% dos votos. Não há nenhuma região da cidade e nenhuma faixa de renda, idade ou escolaridade em que Russomanno avance tanto.
No recorte de renda, seu melhor resultado ocorre entre os eleitores de famílias que ganham entre 2 e 5 salários mínimos: 36%. No recorte etário, seu máximo está na turma de 35 a 44 anos: 39%. Na escolaridade, seu recorde aparece no grupo dos que têm ensino médio: 36%.
No segmento dos que recusam Serra, Fernando Haddad (PT) tem 14%. E nenhum outro consegue mais que 10%.
Conclusão: Russomanno é, disparado, o mais eficiente em tirar proveito do inédito índice de anti serrismo.
E por que ele vai tão melhor que os outros nisso? Talvez porque, até aqui, é único rival de Serra plenamente conhecido (94%). Parte dos que recusam Serra só reconhecem bem Russomanno no cartão de resposta da pesquisa.
Outra forma de notar a correlação é pelo desempenho dos candidatos nas regiões.
Os recordes de Russomanno são nas regiões Leste 1 (42%), Leste 2 (39%) e Sul 2 (35%). São exatamente as três áreas onde Serra amarga seus índices mais altos de rejeição.
O inverso também é verdadeiro: os piores índices de Russomanno são no Centro e na região Oeste, áreas onde a rejeição de Serra é menor.

domingo, 19 de agosto de 2012

Sessão especial relembrando os (des)caminhos de Veja

 Uma serie de vídeos mostrando que o histórico da Veja com o crime vem de longa data.

Os grampos sem áudio da revista Veja





Revista Veja contra Protógenes


O Mensalão da Revista Veja



O Mensalão da Revista Veja 3






http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sessao-especial-relembrando-os-descaminhos-de-veja

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Serra visita às escondidas os evangélicos para não desagradar os católicos


Serra monta comitê evangélico e faz périplo por igrejas
Tucano vai a cultos sem divulgar na agenda e já conseguiu apoio da Igreja Mundial e do principal tronco da Assembleia de DeusDE SÃO PAULO
O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, vem fazendo um périplo por igrejas evangélicas na tentativa de atrair apoio de seus líderes.
A importância dada ao segmento motivou a criação de uma espécie de comitê evangélico, vinculado à coordenação de mobilização da campanha, que responde pela aproximação com o setor.
Desde abril, depois de ter sido escolhido candidato pelo PSDB, Serra já foi recebido por nove denominações, segundo Geraldo Malta, responsável pelo contato com os evangélicos. Os encontros, no entanto, não são divulgados em sua agenda pública.
De acordo com a campanha, isso acontece para não tumultuar as celebrações, em respeito aos religiosos que fazem os convites.
Entre as igrejas que já declararam apoio a Serra estão a Convenção Geral das Assembleias de Deus, principal tronco institucional da maior denominação pentecostal do país, e a Igreja Mundial.
Nos encontros, a presença de Serra costuma ser anunciada aos fiéis pelo líder religioso, que pede uma oração em sua direção. Das igrejas, a campanha costuma ouvir pedidos pela regularização de templos e pela intensificação de parcerias de suas associações com a prefeitura.
Líder no Datafolha com 30% das intenções de voto, Serra tem desempenho pior entre evangélicos: 25%.
Celso Russomanno (PRB), tecnicamente empatado com Serra na liderança com 26%, cresce no setor: vai a 34%.
Russomanno já tem apoio da Universal, ligada ao PRB, e iniciou ofensiva sobre igrejas que tinham o apoio a Serra dado como certo, como a Renascer. Ontem, a igreja recuou e deve anunciar sua decisão sobre quem apoiar nos próximos dias.
Hoje, Russomanno participa de gravação em TV vinculada à Igreja da Graça. O ex-deputado investe no apoio da denominação, apesar de a campanha de Serra e um aliado da igreja considerarem o acordo fechado com o tucano.

Mais da metade vivem em condições de moradia inadequadas

Mais da metade dos paulistanos (52%) vive em favelas, cortiços e loteamentos clandestinos, ou seja, 5,7 milhões de pessoas moram mal. As favelas e os cortiços, como sabemos, são moradias precárias.

Apesar disso, há anos no Estado e na prefeitura se elegem grupos que não tem o menor interesse em tratar do problema habitacional da cidade.

A quem cabe o passo seguinte da história?


O economista Carlos Lessa costuma dizer que o Estado brasileiro inventou o keynesianismo em 1930, antes de Keynes, com Getúlio Vargas. O Brasil é uma criação do Estado, ironizava Celso Furtado sobre a esquálida capacidade de iniciativa da sempre festejada 'iniciativa privada'. A verdade é que em praticamente todo os ciclos de crescimento coube ao Estado brasileiro determinar o nível de investimento, fixar prioridades, induzir e financiar a participação privada no arranjo macroeconômico. Por que seria diferente agora? Ou melhor, porque é tão difícil agora reproduzir a mesma alavanca, quando seu papel contracíclico mais que nunca é necessário face ao colapso da ordem neoliberal? 

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Greves e vencimentos dos servidores públicos federais


Trinta categorias de servidores públicos federais encontram-se em greve no país. Promovem manifestações e exigem reajustes salariais. Reclamam que seus salários não são reajustados há dois anos. Os professores e os servidores técnicos administrativos das universidades federais e das escolas técnicas federais inauguraram a onda grevista e encontram-se paralisados há cerca de 90 dias. Nas últimas semanas, funcionários da Policia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária aderiam ao movimento e ameaçam engrossar as manifestações a partir dos próximos dias.
Representados por duas entidades nacionais com posicionamentos políticos divergentes, os docentes das universidades federais dividiram-se na adesão a greve. Os que são filiados ao Proifes-Federação e que foram os últimos a aderir ao movimento, acataram a proposta governamental e suspenderam a paralisação, enquanto a parte restante e mais numerosa dos professores, representada pelo Andes-SN, bem como os técnico-administrativos continuam paralisados e prometem radicalizar o movimento.
Além do reajuste concedido aos docentes federais, a ser pago em três parcelas anuais a partir do início de 2013, o governo Dilma já anunciou que não concederá reajustes salariais às demais categorias de servidores. Além disso, em discurso pronunciado em Rio Pardo de Minas (MG) no último dia 10, a presidenta destacou que, no momento, tem outras prioridades. Sob as vaias de docentes e de servidores federais, mas sem se referir diretamente a eles, Dilma afirmou: “Tem que olhar o que é mais importante [...]. O que o meu governo vai fazer é assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade, que sofre porque pode [estar] e esteve, muitas vezes, desempregada”.
Ainda que se deva reforçar o fato de que os servidores públicos federais, como todos os demais trabalhadores, têm o direito de ter seus vencimentos reajustados regularmente, há que se avaliar até que ponto são justas as reivindicações atuais. Sem que se faça qualquer consideração sobre as solicitações dos servidores, listam-se abaixo os vencimentos e salários das principais categorias em campanha salarial no momento. Se tiver um pouco de paciência e disposição para ler, cada leitor estará, ao final da leitura, suficientemente embasado para formular sua avaliação sobre o movimento.
De acordo com Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais, editada pela Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento e disponível neste endereço eletrônico , são os seguintes os vencimentos atuais (sem a adição de outros benefícios e incorporações) de algumas categorias de servidores públicos federais em greve e/ou em campanha salarial no país:
  • Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e Auditores do Trabalho de nível superior variam de R$13.600,00, na classe A, padrão I, até R$19.451,00, na classe especial, padrão IV.
  • Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil de nível superior variam de R$7.996,07, na classe A, padrão I, até R$11.595,00, na classe especial, padrão IV.
  • Delegados de Polícia Federal e Peritos Criminais Federais de nível superior variam R$13.368,68, na terceira categoria, até R$19.699,82, na categoria especial.
  • Agentes, Escrivães e Papiloscopistas de Polícia Federal de nível superior variam de R$7.514,33, na terceira categoria, até R$11.879,08, na categoria especial.
  • Policiais Rodoviários Federais de nível intermediário iniciam com R$5.806,95, na classe de Agente padrão I; passam para R$7.082,04, na classe de Agente Operacional padrão I e vão até R$ 7.443,29 no padrão VI; iniciam em R$ 8.088,07, na classe de Agente Especial padrão I, e vão até R$ 9.376,29 no padrão VI; iniciam em R$ 9.938,87, na classe de Inspetor padrão I e vão até R$10.544,14 no padrão VI.
  • Docentes universitários com dedicação exclusiva (40 horas semanais e impedimento de ter qualquer outro vínculo empregatício) iniciam na classe de Professor Auxiliar de nível 1 com R$ 2.872,85, e vão até R$ 3.472,30, no nível 4, com adicional por especialização; iniciam na classe de Professor Assistente nível 1 com R$ 3.181,04, e vão até R$ 5.184,40 no nível 4 com adicional por mestrado; iniciam na classe de Professor Adjunto nível 1 com R$ 3.553,46 vão até R$ 8.229,83 no nível 4 com o adicional por doutorado; iniciam com R$ 4.043,87 na classe de Professor Associado nível 1 e vão até R$ 11.881,42 no nível 4 com o adicional de doutorado; o topo da carreira é a classe de Professor Titular, atingida por novo concurso público, com salário inicial de R$ 4.978,08 e que vão até R$ 12.225,25 com adicional de doutorado.
  • Fiscais Federais Agropecuários de nível superior iniciam com R$ 4.438,59 de vencimento básico (VB) na classe A padrão I e vão até R$ 11.929,34 no padrão III com a Gratificação de Desempenho de Atividade de Perícia Médica Previdenciária (GDFFA); iniciam com R$ 5.069,28 de VB na classe B padrão I e vão até R$ 12.994,86 no padrão III com GDFFA; iniciam com R$ 5.789,57 de VB na C e vão até R$ 14.176,93 no padrão III com GDFFA; iniciam com R$ 6.612,21 de VB na classe Especial padrão I e vão até R$ 15.890,00 no padrão IV com GDFFA.
  • Agentes de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal de nível intermediário iniciam com R$ 2.362,26 de VB na classe A padrão I e vão até R$ 6.138,69 no padrão III; iniciam com R$ 2.419,38 de VC na classe B padrão I e vão até R$ 6.379,50 no padrão III; iniciam com R$2.477,88 de VC na classe C padrão I e vão até R$ 6.630,71 no padrão III; iniciam com R$2.537,80 de VC na classe Especial padrão I e vão até R$ 6.968,76 no padrão III.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Medicina é prioridade em Cuba


A imprensa não mostra a realidade nem do nosso país nem dos nossos vizinhos. Veja Cuba, há a ditadura dos Castros, mas não se mostra que em muitos aspectos Cuba vai muito melhor que os outros países da América Central que ainda estão sob o domínio dos norte-americanos.


Segue a matéria da ADITAL
Após a Revolução, a medicina virou prioridade e transformou a ilha em referência; hoje, Cuba concentra o maior número de médicos por habitante
Desde o triunfo da Revolução de 1959, o desenvolvimento da medicina tem sido a grande prioridade do governo cubano, o que transformou a ilha do Caribe em uma referência mundial neste campo. Atualmente, Cuba é o país que concentra o maior número de médicos por habitante.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=69267