sábado, 19 de julho de 2014

Pesquisa Globo-Datafolha e a igualdade entre diferentes

Dilma pode ganhar já no 1º turno, mas se não ganhar, pode dar Aécio no 2º turno ou Eduardo Campos ou até Dilma mesmo.
Se essa conclusão é meio, digamos assim, inconclusa, é porque a pesquisa Globo-Datafolha de 17/07/2014 para as eleições presidenciais traz uma contradição em si. E um hiato não explicado entre os gráficos de inteção de votos do primeiro e do segundo turno que acaba por descrever a situação proposta acima. 
Dilma ganha no 1º turno.
Já de algum tempo percebe-se uma estabilização nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2014. Dilma com algo em torno de 37%, Aécio 20%, Eduardo Campos próximo de 10% e Pastor Everaldo consistentemente em torno de 4%.
Basta reparar no ângulo da reta que resolve os pontos.
Isso daria a vitória a Dilma já no primeiro turno das eleições. O empate técnico - Dilma 36% X Todos os outros 36% - é na verdade um ruído estatístico provocado pela presença de 7 candidatos nanicos, com 5 deles pontuando. Na campanha eleitoral não serão sequer notados, dado o tempo exíguo de televisão que terão.
Há aqui um dado relevante. Existem 3 estratos diferentes nesses dados. O percentual de Dilma é praticamente 60% maior do que o de Aécio, o de Aécio é mais que o dobro do de Eduardo Campos. De Eduardo Campos para baixo, os valores são pequenos demais para serem distintos.
Logo, caso houvesse segundo turno, a polarização se daria entre Dilma e Aécio, mas não é isso que os gráficos abaixo irão mostrar.
Dilma perde no 2º turno.
Quando se analisa os gráficos de intenção de votos no segundo turno, o que se nota é uma contínua queda de Dilma com seus votos perdidos sendo consistentemente ganhos por Aécio e Eduardo Campos indistintamente.
Basta reparar no ângulo da reta que resolve os pontos.
Esses dados são incoerentes com a estabilização e com a situação estratificada mostradas nos gráficos do primeiro turno. O eleitor, na hipótese de um segundo turno, parece não distinguir Aécio de Eduardo Campos, mas há uma enorme diferença entre eles no primeiro turno.
Além disso, Aécio e Eduardo Campos dão saltos no segundo turno que são inconsistentes com as preferências eleitorais do primeiro turno e com o total de indecisos que é de 14%.
Aécio obtém um acréscimo de 20 pontos percentuais, um salto de 100%, e Eduardo Campos aumenta fantásticos 30 pontos, um lançamento espacial de 375%. Dilma acrescenta apenas 8 pontos percentuais aos que já possui, ou um passinho à frente de 25%.
Então, qual é a explicação para tal diferença? A Folha tenta:
“A oscilação negativa de Dilma no primeiro turno e a aproximação de seus rivais em simulações de segundo turno são coerentes com o aumento do percentual de eleitores que julgam o atual governo como ruim ou péssimo”.
Isso, no entanto, não dá conta de explicar a discrepância entre as intenções de votos do primeiro e do segundo turno. Mesmo porque, aqui também o quadro é próximo da estabilidade.
A única explicação possível seria na base do "everybory hates Dilma".
Ou seja, como uma segunda opção, todos os eleitores de Eduardo Campos votam com Aécio e todos os eleitores de Aécio votam com Eduardo Campos. Ambos são "adversários-aliados" há muito pouco tempo para já terem formado tal grau de identificação. E ainda tem se que parte dos eleitores de Eduardo o são, na realidade, de Marina Silva. Vê-los votando no PSDB seria muito interessante. Além do mais, deveriam chamar para si todos os votos dos indecisos.
Fácil? Então, lembremos da pesquisa de 15 dias atrás, quem está positivamente na cabeça do eleitor é Dilma e não seus adversários.
Continua a questão, se nada muda, por que tudo muda do primeiro para o segundo turno?
Enfim, é aguardar a próxima pesquisa.
Se os dados desta se mantiverem, então, Dilma continuará vencendo no primeiro turno, mas será ultrapassada por ambos, Aécio e Eduardo Campos, no segundo. E aí, ou dormiremos com um barulho desse ou a Globo-Folha nos trarão uma explicação.

O Datafolha e o milagre da multiplicação dos votos nos nanicos

Por Marco St.
Sobre a última pesquisa Datafolha algo me intrigou (o que não é muito difícil por se tratar do Datafolha....).
Tentando ignorar o fato de que simularam um "segundo turno" que a própria pesquisa atesta que não vai ter, peço atenção à este "detalhe" escamoteado nos "1%".
Segundo o instituto da Família Frias os candidatos nanicos tem somados 8% das intenções de voto.
Sabemos que 1% do eleitorado brasileiro corresponde a pouco mais de 1,4 milhão de eleitores
Desta forma o Datafolha nos diz que Zé Maria do PSTU ou Eymael do PSDC, por exemplo, tem cada um, a formidável quantidade de 1,4 milhão de eleitores. Verdadeiros Nanicões!
Somados os nanicos do Datafolha eles tem mais de 11 milhões de eleitores....
Não é incrível?
Mas incrível mesmo é consultar a última eleição em 2010. Lá podemos conferir que JUNTOS, os nanicos tiveram 1 milhão e 100 mil eleitores. Na época, 1% do eleitorado.  Olhem aqui:http://t.co/qVxjxtUQXJ
Tirando o Plínio (o "Pastor Everaldo" daquela oportunidade), os nanicos, no máximo, conseguiram 90 mil votos. Por isso que, inclusive, são chamados de "nanicos", não?
Não entendo nadinha de estatísticas, mas tem cerca de 10 milhões de votos aí que o Datafolha diz que são dos nanicos, mas a realidade mostra que não são.
Repito: Datafolha dá 1,4 milhão de votos para cada nanico.
Realidade em 2010 contabilizou cerca de 90 mil votos para cada um deles.
A diferença é muito, muito grande. Bem além dos 2% para cima ou 2% para baixo....

T

sábado, 12 de julho de 2014

Finalmente começa a duplicação da BR-381

O trecho da BR-381 entre Belo Horizonte e o Vale do Aço (Ipatinga) é muito perigoso. Toda vez que passei por lá vi pelo menos um acidente. O governo já devia ter duplicado esse trecho há décadas, mas antes tarde do que nunca.

Eu passei lá na terça voltando do leste de minas. A obra já começou, já tem túnel quase pronto, início de obras em alguns pontos. Eu desisti de ir de carro. Só voltarei a ir de carro daqui a uns 3 ou 4 anos quando a obra acabar.

Do Blog do Planalto
http://blog.planalto.gov.br/69376/

Duplicação da BR-381/MG atrairá empresas e investimentos, afirma prefeita de Ipatinga
Nesta segunda-feira (12), a presidenta Dilma Rousseff assina, em Ipatinga (MG), a ordem de serviço para início da duplicação de cinco lotes (199,1 km) da rodovia BR-381/MG. O investimento total será de R$ 2,5 bilhões do Orçamento Geral da União, sendo R$ 1,33 bilhão referente aos lotes com ordem de início hoje.
O projeto conta com 11 lotes, entre Belo Horizonte e Governador Valadares (303 km), além da Variante de Santa Bárbara. Além de novas pistas e restauração da atual, está prevista a construção de cinco túneis, 34 pontes, 66 viadutos, 31 passarelas, 150 paradas de ônibus e 133.800 metros de defensas.
A BR-381/MG vai de Belo Horizonte a Governador Valadares, passando pelo Vale do Aço, e é o principal eixo de transporte do leste de Minas Gerais. Ipatinga, com 250 mil habitantes, é pólo central da região. Para a prefeita da cidade, Cecília Ferramenta, a obra irá atrair novas empresas e investimentos para a região metropolitana, que tem cerca de 600 mil habitantes.
“A duplicação é uma luta antiga e necessária. Muitas vidas são tiradas nessa rodovia. A cidade e a população dependem da estrada para o dia-a-dia”, defende Ferramenta.
A Usiminas, que tem sede em Ipatinga, é a maior siderúrgica de Minas Gerais e movimenta cerca de 500 caminhões por dia na rodovia. A duplicação também facilitará o acesso ao complexo portuário de Tubarão (ES) e o fluxo de importação/exportação.
Duplicação da BR-381-MG-01 blog

Os programas de governo dos candidatos presidenciais

Dilma:
https://programadegoverno.dilma.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Programa-de-Governo-Dilma-2014-RGB1.pdf

Aécio:
http://static.psdb.org.br/wp-content/uploads/2014/07/diretrizes-gerais-plano-de-governo_aecio_neves-3.compressed.pdf

Campos:
http://www.psb40.org.br/imprensa/programa.pdf

Seca se agrava e Cantareira tem seu pior dia desde a “gambiarra”

Um governador incompetente que não fez quase nada neste Estado, está levando a capital a um risco enorme de desabastecimento de água para poder não declarar racionamento antes das eleições.

Do Tijolaço
http://tijolaco.com.br/blog/?p=18983



Manter o ritmo atual de consumo é loucura.
Pode ser a sobrevivência eleitoral de Alckmin.
Mas é o suicídio de nossa maior metrópole.
canais
Ontem, ao longo do dia, entraram só 125 milhões de litros de água no Sistema Cantareira.
E saíram, mesmo sendo um sábado, dia de menor consumo, 2 bilhões de litros.
São dados oficiais da própria Sabesp.
A vazão afluente foi de 1,45 metros  cúbicos por segundo, a segunda menor do ano.
Mas, o “saldo” hídrico foi o pior desde o início do bombeamento, porque, no dia da menor afluência (0,8 m³/s, em 22 de maio), a liberação de água para os rios de sua bacia estava  um metro cúbico por segundo abaixo da atual.
A saída de água pelo Túnel 5, por onde a água do Cantareira se junta ao reservatório de Paiva Castro (onde estão entrando cerca de 2 m³/s), registrou uma vazão de 19,19 m³ que, somada aos 4 m³/s liberados para os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, dá 23,19 m³/s de vazão defluente total.
vazãoA diferença entre o que entra e o que sai de água voltou aos dias terríveis de fevereiro, como você pode ver no gráfico, mesmo com muito menos água liberada.
Basta fazer as contas com os 180 bilhões de litros que remanescem no Cantareira, aí incluído todo o volume que se espera bombear para o abastecimento da Grande São Paulo.
Até o final da semana que se inicia, metade do volume previsto para bombeamento do maior reservatório, o Jaguari-Jacareí, já terá sido retirado. Um pouco menos de dois meses depois de ser iniciado.
Mantido o ritmo atual e se todas as previsões otimistas da Sabesp estiverem certas, a segunda metade durará menos de um mês: em torno de 15 de agosto.
Com otimismo, porque os reservatórios, neste momento, se assemelham mais a um conjunto de canais do que a represas.
Restarão então dois meses da água abaixo da tomada d’água do reservatório Atibainha.
chuvaIsso se todas as “gambiarras” funcionarem plenamente e as afluências melhorarem um pouco.
Nos seis primeiros dias de julho, a água afluente chegou a meros 2,3 m³/s, pouco mais de 20% da mínima mensal já registrada desde 1930, que é de 11,7 m³/s.
Novamente, os dados estão disponíveis e é só nossa imprensa querer tratar o assunto com a gravidade que ele tem.
A necessidade de racionamento de água, que era dramática, tornou-se desesperadora e esconder isso é tão grave que não é possível que um governante o faça, por razões eleitorais.
Não é possível sustentar a retirada de água no volume em que está sendo feita.
Nem mesmo o remanejamento de parte dos consumidores do cantareira para o sistema Alto Tietê pode ser mantido, porque o ritmo de esvaziamento deste que é o segundo maior fornecedor de água para os paulistanos também aponta pouco mais de 100 dias de consumo: tem 24,8% de seu volume útil e cai a 0,2% ao dia.
Manter o ritmo atual de consumo é loucura.
Pode ser a sobrevivência eleitoral de Alckmin.
Mas é o suicídio de nossa maior metrópole.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Maior "trem da alegria" do Brasil

No último ano do seu mandato, no entanto, Aécio Neves desmontou a espinha dorsal da educação mineira com um decreto irresponsável, que efetivou 98 mil professores da rede estaduais sem concurso, talvez o maior "trem da alegria" do Estado.
Recentemente, a medida foi derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) criando um quadro caótico e comprometendo definitivamente o pacto pela educação no estado. Hoje em dia, em Minas, o segmento mais crítico a Aécio é o professorado.

Golpe contra o PT em São Paulo: justiça paulista anula convenções e o partido corre o risco de ficar sem candidatos em SP

Caso o PT não consiga reverter a situação, há o risco do partido não ter candidatos a deputado e governador. Isso cheira golpe. A justiça comum não pode entrar em assuntos de político-eleitorais.
Veja matéria da Folha.
Da Folha
Liminar também invalidou suspensão imposta pelo PT ao deputado Luiz Moura, acusado de ligação com o PCC
Determinação judicial, concedida no sábado a pedido de Moura, cria embaraço ao partido, que pode recorrer
GABRIELA TERENZI MÁRCIO FALCÃO
DE SÃO PAULO
Uma decisão de caráter provisório da Justiça de São Paulo derrubou a suspensão partidária que havia sido imposta pelo PT ao deputado estadual Luiz Moura e anulou a convenção estadual da legenda ocorrida no mês de junho.
A decisão cria um embaraço ao partido no início da campanha eleitoral e, se for mantida, invalida todas as candidaturas do PT no Estado, inclusive a de Alexandre Padilha, que disputa o governo paulista.
O comando da campanha do ex-ministro da Saúde ainda não foi notificado, mas afirma que recorrerá para tentar derrubar a liminar concedida no sábado (5) a pedido de Luiz Moura, que tenta ser candidato à reeleição.
Ele teve os direitos partidários suspensos pelo PT no início de junho após vir a público sua suposta ligação com integrantes da facção criminosa PCC e não pôde participar da convenção da sigla, que oficializou todas as candidaturas da legenda.
O juiz Fernando Camargo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou seu retorno ao PT, sob o argumento de que ele foi suspenso sem direito de defesa.
"[Foi] nítido o propósito de afastá-lo da oportunidade de participar das escolhas dos candidatos à próxima eleição", afirma o juiz.
Na mesma decisão, Camargo também determinou a nulidade da convenção que lançou os candidatos a deputado federal e estadual pelo partido e que homologou os nomes de Padilha ao governo paulista e do senador Eduardo Suplicy à reeleição.
O caso ainda será analisado em definitivo no TJ. Se a decisão for mantida, o partido ficará sem candidatos no Estado, já que não há mais prazo legal nova convenção.
A situação incomum aconteceu no Estado em 1992, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anulou a convenção do PFL (atual DEM), extinguindo a chapa que disputava a prefeitura e outras 170 candidaturas a vereador.
JUSTIÇA ELEITORAL
Ao recorrer da liminar, o PT irá argumentar que a convenção não pode ser anulada pela Justiça comum, já que envolve registro de candidaturas, que seriam de competência da Justiça Eleitoral.
A sigla também contestará Moura. "Ele foi ouvido por mais de uma hora pelo partido, que não se convenceu e decidiu pela suspensão", diz Marcelo Nobre, advogado da campanha de Padilha.
Outra solução seria o PT buscar acordo com Moura para incluí-lo nas vagas suplementares do partido em agosto e, assim, extinguir a ação. Para a sigla, porém, a candidatura não está em negociação.
EXPULSÃO
A investida jurídica de Moura irritou integrantes da cúpula do PT, que passaram a defender, nos bastidores, sua expulsão da legenda. Os petistas avaliam que ele "foi longe demais" e ficou "sem clima" para permanecer.
Segundo investigação da Polícia Civil, o deputado estadual participou em março deste ano de uma reunião na sede de uma cooperativa de transportes na qual estiveram presentes membros do PCC.
Desde o início do caso, o partido tenta isolar Moura para evitar desgastes à candidatura de Padilha.