terça-feira, 2 de junho de 2015

Prossegue o desmonte e Abril vende mais revistas

http://jornalggn.com.br/noticia/prossegue-o-desmonte-e-abril-vende-mais-revistas


Do Portal Imprensa
 
 
Vanessa Gonçalves e Alana Rodrigues

Nesta terça-feira (2/6), a Editora Abril iniciou um novo processo de reestruturação da empresa. Entre as mudanças estão a venda das revistas Placar, Contigo, Você SA, Você RH, Ana Maria, Tititi e Arquitetura e Construção para a Editora Caras, que no ano passado já tinha absorvido outros dez títulos — Aventuras na História, Bons Fluidos, Manequim, Máxima, Minha Casa, Minha Novela, Recreio, Sou+Eu, Vida Simples e Viva Mais.
Editora faz nova reestruturação e vende mais títulos para a Caras
 
IMPRENSA apurou que o Guia 4 Rodas e a Educar para Crescer serão descontinuadas. A Contigoterá apenas a versão digital, deixando de circular no impresso. Haverá também uma reorganização das redações. De acordo com o site Máquina do esporte, a nova editora também ficará com todo o acervo fotográfico e de textos da Placar. 
 
A Editora Abril focará em quatro áreas diferentes: Veja, Exame, revistas femininas e Llfestyle. Sendo assim, todas as redações serão reunidas por núcleos de atuação em andares diferentes. Com a mudança todas as edições de Veja ficarão no mesmo andar; Exame e Exame.com juntas em outro; o núcleo de femininas em outro espaço e as lifestyle num quarto local.
 
A possibilidade de demissões não está descartada. O número de funcionários afastados ainda não foi confirmada. Procurada, a assessoria de imprensa da Abril ainda não ratificou as informações.

Brasil reassume liderança em ranking mundial de juros reais

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/03/brasil-reassume-lideranca-em-ranking-mundial-de-juros-reais.html
04/03/2015 20h04 - Atualizado em 04/03/2015 20h58


Banco Central subiu a taxa básica da economia para 12,75% ao ano.
Com isso, juros reais avançaram para 5,28% ao ano, segundo MoneYou.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
Selic a 12,75% (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Brasil reassumiu a liderança do ranking mundial de juros reais, segundo levantamento feito pela consultoria MoneYou. Nesta quarta-feira, o Banco Central promoveu o quarto aumento consecutivo nos juros básicos da economia, que subiram de 12,25% para 12,75% ao ano - o maior patamar em seis anos.
Em janeiro, logo após a reunião anterior do Comitê de Política Monetária do Banco Central, a economia brasileira ainda figurava na segunda colocação do ranking. Os juros reais são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses e são a principal forma de comparação entre os países.
De acordo com o estudo da consultoria MoneYou, o Brasil, após a nova alta promovida pelo BC, tem juros reais de 5,28% ao ano. Está bem acima do segundo  e terceiros colocados, a China e a Índia, que possuem juros reais de 3,18% e de 3,17% ao ano, respectivamente. Em quarto e quinto lugares, figuram Taiwan (1,47% ao ano) e Filipinas (0,97% ao ano). A taxa média de juros das 40 economias pesquisadas na confecção do ranking está negativa em 1% ao ano.
"O Brasil ocupa em todos os cenários o primeiro lugar do ranking como melhor pagador de juros reais do mundo, acima dos maiores pagadores nominais [sem o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses] da atualidade, a Venezuela e a Argentina", diz o levantamento. De acordo com o MoneYou, somente um corte de dois pontos percentuais nos juros brasileiros tirariam o país da liderança do ranking de juros reais.
O Brasil é a uma das poucas economias emergentes que está subindo os juros. Nos últimos dias, tanto a China quanto a Índia promoveram cortes nos seus juros básicos. A Turquia também está promvendo redução em sua taxa de juros - em um momento de fraco nível de atividade na economia internacional.
O México cortou os juros em junho do ano passado e, desde então, a taxa está estável em 3% ao ano. Até mesmo a Rússia, que havia subido os juros fortemente para 17% ao ano no fim do ano passado, baixou sua taxa para 15% ao ano nos últimos dias de janeiro.
Segundo o site Moneyou, somente o Brasil e mais seis países apresentaram projeções de inflação mais forte, enquanto a maioria demonstrou forte queda devido ao preço internacional do barril do petróleo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Reforma financeira dispensaria o ajuste fiscal

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Reforma-financeira-dispensaria-o-ajuste-fiscal/7/33622



A redução da taxa de juros para níveis civilizados e a tributação dos dividendos reduziriam os efeitos perversos do financismo
Por Ceci Juruá* PublicDomainPictures / Pixabay
Em recente entrevista publicada em CARTA MAIOR, o professor Ladislau Dowbor reafirma o que pensam muitos e bons economistas brasileiros: o principal problema da economia brasileira situa-se no setor financeiro, e não nas finanças públicas.  

Traduzindo, diríamos que os entraves ao crescimento, na atual conjuntura, decorrem de dívidas elevadas e de padrões desatualizados no crédito bancário, desatualizados porque orientados para a maximização das taxas de juros e das tarifas aplicadas a serviços financeiros.  Além das empresas, as famílias e o Governo são particularmente atingidos por taxas bancárias extorsivas.  No mês de abril calculava-se em aproximadamente R$ 4 trilhões os créditos direcionados a famílias e ao Governo (sendo R$ 1,5 trilhão para famílias e R$ 2,5 trilhões para o Governo),  segundo as estatísticas do Banco Central compiladas pelo prof. Bergamini (www.ricardobergamini.com.br).   Com as taxas de juros em vigor, pode-se estimar que esses atores - familias e Governo - pagam anualmente aos bancos um montante próximo ou maior do que R$ 500 bilhões. É muito dinheiro, mais do que o dobro do volume nacional alocado à Formação Bruta de Capital Fixo, em série anualizada. Se metade desse valor, os R$ 500 bilhões, fosse direcionada para o binômio poupança/investimento, sem dúvida poderíamos no mínimo dobrar a taxa de formação de capital fixo no curto espaço de dois anos.  Deixaria igualmente de existir o problema fiscal, pois a moderação da taxa Selic, para níveis civilizados reduziria os juros pagos pelo Governo (que extrapolam atualmente os R$ 100 bilhões, mais do que 10% da receita corrente líquida anual). 
São beneficiários da distorsão financeira acima apontada os bancos, em primeiro lugar, mas também os aplicadores individuais em fundos financeiros. Por isto, nada mais justo em matéria de tributação, com vistas ao "Ajuste Levy", do que exigir dos rentistas contribuição adicional que venha minimizar o problema por eles criado nas finanças públicas. O ideal seria reintroduzir a C(P)MF, Contribuição sobre a Movimentação Financeira, tornando-a permanente em lugar de provisória, um tributo que onera os mais ricos e que, além disso, pode ser arrecadado sem dificuldades e com baixo custo de arrecadação. 

Outra frente de arrecadação que sinalizaria maior justiça fiscal, é a tributação dos dividendos, hoje totalmente isentos da arrecadação do Imposto de Renda. Não há razão plausível que justifique recolher IR de assalariados e de beneficiários da Previdência Social, e não cobrar o mesmo imposto das pessoas que recebem polpudos dividendos.   Esta isenção, injusta, é também uma das principais alavancas da concentração de renda no Brasil, deprecia o conteúdo ético/moral do Trabalho e do trabalhador e valoriza os que se dedicam ao ócio pois vivem de rendas fáceis e não tributáveis. 

Enfim, mais uma medida de redução de injustiças, na frente tributária,  seria o fim do benefício fiscal concedido sobre a parcela de lucros distribuídos na forma de juros sobre capital próprio.  Segundo noticias veiculadas pela imprensa, "estimativas sobre a tributação de juros sobre capital próprio mostram um potencial de arrecadação de R$ 14 bilhões, com base em dados de 2014"  (jornal Valor, A-3, de 21 de maio de 2015).  Trata-se de um benefício criado em 1995 com o propósito, acredito, de favorecer o auto-financiamento do investimento nas grandes empresas.  Mas uma decisão desse porte e dessa natureza, em conglomerados e grandes grupos, dispensa favores e subsídios,  deve ser tomada a partir de cálculos primários, como por exemplo as técnicas de custo-benefício.

As medidas aqui defendidas - redução da taxa de juros para níveis civilizados, tributação dos dividendos, fim do benefício fiscal a juros sobre capital próprio e adoção da CMF-Contribuição sobre Movimentações Financeiras - não eliminariam entre nós o problema financeiro.  Certamente não.  Mas reduziriam bastante seus efeitos perversos sobre a economia e sobre a grande maioria da população que sobrevive a custa do próprio trabalho.
__________   (www.desenvolvimentistas.com.br/caleidoscópio-brasileiro ) Rio de Janeiro, 31 de maio de 2015.

*Economista, doutora em Políticas Públicas

Piloto do helicóptero de cocaína está solto e dá aulas em SP

http://www.jornalggn.com.br/noticia/piloto-do-helicoptero-de-cocaina-esta-solto-e-da-aulas-em-sp


Do Diário do Centro do Mundo
Por Joaquim de Carvalho
Enquanto a Policia Federal segue nas ações espetaculares, com delegados e agentes efetuando prisões e realizando diligências em Brasília acompanhados de fotógrafos e cinegrafistas, o caso do Helicoca continua sem nenhuma punição. O Ministério Público Federal pediu a absolvição do empresário Élio Rodrigues, dono da fazenda no Espírito Santo onde o helicóptero do senador Zezé Perrella fez o pouso com 445 quilos de cocaína, em novembro de 2013.
O pedido de absolvição ocorreu depois que o Tribunal Federal da Segunda Região mandou devolver o helicóptero à família Perrella, anulando decisão do juiz de primeira instância, que queria o confisco, com base na lei de combate ao tráfico. Segundo a legislação, bens usados usados no preparo, transporte ou venda de drogas devem ter sua propriedade transferida ao Estado.
A participação do senador Zezé Perrella foi sumariamente descartada pela PF neste caso, alguns dias depois do flagrante, e com isso o Tribunal entendeu que não seria justo deixá-lo sem o helicóptero. Os policiais federais também desistiram de investigar o local onde a aeronave, vinda do Paraguai com a droga e a caminho do Espírito Santo, pousou e deixou a mercadoria guardada por uma noite.
O local é em Jarinu, na Grande São Paulo, e segundo um dos pilotos fazia parte de um hotel fazenda. No dia seguinte, o helicóptero voltou para lá e recarregou a cocaína, menos duas sacolas, com 50 quilos de droga, que ficaram.
Apesar de a delegada que assina relatório do inquérito recomendar investigação dos proprietários do local, que poderiam ser os verdadeiros donos da cocaína, não se tem notícia no processo de que algo tenha sido feito nesse sentido.
No processo que tramita em Vitória, capital do Espírito Santo, sobraram quatro pessoas para ir a julgamento: os dois pilotos, além de um jardineiro e um pequeno empresário de Araruama, Rio de Janeiro, os dois que aguardavam em solo para ajudar a descarregar a droga, colocá-la em um carro e levá-la para um ponto, de onde, ao que o inquérito indica, seguiria para a Europa.
O julgamento deve ocorrer em junho, mas dificilmente haverá prisões após a sentença, ainda que alguém seja condenado, já que caberá recurso.
Depois que foram presos em flagrante, em novembro de 2013, os quatro homens acusados de tráfico permaneceram seis meses na prisão. Há um ano, foram soltos depois que o procurador do caso levantou a hipótese de farsa da Polícia Federal, que teria efetuado as prisões com base numa escuta clandestina. Por conta disso, os advogados de defesa querem anular o processo.
Enquanto aguarda em liberdade, um dos pilotos voltou a voar, e até dá aulas para quem quer pilotar helicóptero. Alexandre José de Oliveira Júnior, que aparece no inquérito da Polícia Federal como o piloto que organizou a viagem que trouxe a droga do Paraguai, assina como testemunha um contrato de aulas de voo, celebrado entre um aluno e a escola Unifly Heicópteros, que opera em Arujá, na Grande São Paulo.
Quem assina como representante legal da escola é Airton Ginez Dantas, mas, segundo o aluno, todas as tratativas foram feitas com o próprio Alexandre. “Ele falava como se também fosse dono da empresa”, conta o aluno.
O contrato foi assinado no ano passado, mas, sem a realização das aulas, o aluno temeu que pudesse estar sendo vítima de um golpe, pesquisou na internet o nome deAlexandre e descobriu sua relação com o Helicoca.
Depois de um período sem aulas, o piloto do Helicoca retomou a rotina de ensino, voa com frequência e até posta as fotos no Facebook. Em sua página, Alexandre publicou um vídeo em que sobrevoa o bairro do Tatuapé, em São Paulo.
Alexandre tem hoje três helicópteros: um Robinson 44 e dois Robinson 22. O helicóptero de Perrella, que ele usou para buscar cocaína no Paraguai, é um Robinson 66. Na velocidade de seus negócios, livre e solto, Alexandre ainda chega lá. Quem o conhece não tem dúvida disso.

Consultoria prevê queda de 17% nos investimentos em infraestrutura

http://jornalggn.com.br/noticia/consultoria-preve-queda-de-17-nos-investimentos-em-infraestrutura


Jornal GGN – O corte dos gastos públicos promovido pelo ajuste fiscal deve derrubar os investimentos em infraestrutura em 19% este ano. É o que afirma um estudo da consultoria de negócios Inter.B.
A projeção é que os aportes de 2015 fiquem em R$ 105,7 bilhões, R$ 25,2 bilhões a menos do que em 2014.  Com isso, o investimento em infraestrutura corresponderia a apenas 1,78% do PIB nacional, nível igual ao de 2007.
Na série histórica da Inter.B, iniciada em 2001, o único resultado pior foi em 2003, quando os aportes em infraestrutura corresponderam a 1,46% do PIB.
De acordo com o presidente da Inter.B, Cláudio Frischtak, embora a Operação Lava Jato atinja muitas empresas de infraestrutura, o impacto do ajuste fiscal ainda é maior. “O ajuste pega muito o investimento público”, afirmou.
No primeiro trimestre do ano, o investimento público da União caiu 30% (sem contar as estatais) e ficou em R$ 16,6 bilhões.
Frischtak diz que o segmento de transportes é o mais afetado, pois o setor público responde por cerca de metade dos aportes nessa área. A Inter.B projeta queda 20,9% este ano, para R$ 42 bilhões. Em rodovias, o corte pode ser de 26,9%.
Ele tem dúvidas até se os investimentos chineses na infraestrutura brasileira serão suficientes para uma retomada. Depende de o governo fazer novos projetos, já que o investimento em mobilidade urbana também deve cair 20,2%.
A lógica privada ganha força nesse cenário, assim como as Parcerias Público-Privadas (PPPs).
De acordo com a Inter.B, os investimentos no setor elétrico devem ter um recuo de 9,3% e fecharão 2015 em R$ 35 bilhões.
Com informações do Estadão

A fórmula da direita para acabar com a corrupção

http://jornalggn.com.br/noticia/a-formula-da-direita-para-acabar-com-a-corrupcao


Por Percival Maricato
A FÓRMULA DA DIREiTA PARA ACABAR COM A CORRUPÇÃO: VOTANDO A FAVOR DO FINANCIAMENTO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS PELAS EMPREITEIRAS E BANCOS
Todas as análises mais respeitáveis da corrupção no sistema eleitoral atual concluem que a principal causa está no financiamento de campanhas por empresas privadas.  A mesma empresa ou banco doa a vários políticos e partidos, alguns por identificação ideológica, outros porque querem estar próximo do poder. Alguma perspectiva de poder sempre é necessário, afinal, é investimento, tem que se pensar no retorno.
Como se percebeu no Lava Jato, empresas que tem relacionamento íntimo com obras, concessões, financiamento estatal, que mais precisam da tolerância e compreensão dos políticos, especialmente no posicionamento destes em projetos de lei, são as que mais investem.  Quando se descobre corrupção, os partidos explicam que as doações foram legais. De fato, formalmente foram legais. Até o PT se defendeu dessa forma, às vezes dizendo que todos os partidos recebem doações ou que a corrupção existe desde 1500. Até tem razão, mas quem imaginava décadas atrás que estas seriam as explicações para os relacionamentos suspeitos envolvendo o Partido dos Trabalhadores?  O mensalão foi algo parecido: havia partidos vendendo o voto, então decidiu-se pela compra dos que estavam a venda, por uma boa causa: aprovação de projetos como o SIMPLES, reforma da previdência etc. Os fins justificavam os meios. Ninguém do PT enfiou dinheiro no bolso, mas...
A mídia, sabendo da fragilidade dessas explicações, bateu o tempo todo, há anos não fala em outra coisa. Corrupção é coisa feia, é preciso acabar com ela etc. Com ajuda fundamental do PT, desgastou-o, tremendamente.
Tivemos recentemente a votação na Câmara para proibir ou permitir o financiamento de campanha por empresas privadas. Era a grande oportunidade de moralizar o processo eleitoral. O PSDB votou 46 x 2 e o DEM 20 X  0 para permitir esse conluio. O PT tenta se redimir, 62 x 0, mas contra o financiamento por empresas. Se voltar a fazer isso constantemente, quem sabe recupere parte do prestígio que teve até algum tempo atrás.
A mídia até que noticiou o resultado da votação, en passant, uma notícia a mais em meio a tantas outras. No entanto, ao contrário da Folha, nem no Estadão, nem na Globo ou demais TVs, nem uma única notícia sobre como votaram os partidos, sobre a incoerência dos partidos mais à direita que há anos ocupam espaços nobres com catilinárias contra a corrupção. A empreiteiras e bancos que preparem os cheques para as próximas eleições. Os opositores se calam, a mídia nada pergunta sobre motivações do voto. Quando muito alguém diz que é só para os partidos, mas PSDB e DEM votaram em bloco também pelo financiamento de candidatos por empresas privadas.
Ainda resta a esperança de que os parlamentares aprovem algum projeto de lei que proíba as doadoras de terem qualquer tipo de contrato ou relacionamento negocial com o governo, fazerem obras, receberem permissões, concessões etc, na gestão seguinte à da doação. Com isso demonstrariam que o dinheiro foi feito ao partido donatário, de forma desinteressada. Alguém acredita nisso?
Há uma última barreira a essa torpeza fora do Congresso é o STF. Há uma ação judicial pela qual se tenta declarar inconstitucional esse tipo de financiamento no STF. Até agora, seis ministros votaram pela proibição, nenhum a favor. Mesmo que todos doravante votem contra, a proibição seria vitorisoa. E já deveria ter sido assim há muito tempo. Acontece que Gilmar Mendes pediu vistas há mais de um ano e engavetou os autos, esperando pela aprovação definitiva desse tipo de financiamento no Congresso (ainda tem que ser aprovada no Senado e sancionada pela Presidente). Muito provavelmente, votará depois, se aprovado e sancionado o projeto de lei, afirmando que a ação perdeu o objeto. No entanto, os que votaram contra essa imoralidade o fizeram por ela deturpar a manifestação democrática, cláusula pétrea da Constituição. Há alguns anos passado a mídia apoiou o STF nesse tipo de interpretação, quando cassou deputados petistas do mensalão, prerrogativa que poderia ser interpretada como sendo da Câmara de Deputados. Como se comportará nesta outra polêmica, a ser instalada? Como dizer que há igualdade entre o voto de um trabalhador que ganha um ou alguns salários mínimos, contra o banqueiro que pode doar R$ 50 milhões? Nos EUA a Suprema Corte já aprovou a legalidade das doações sem limites; julgaram os juízes, a maioria nomeada pelos bushs, que isso não deturpa a igualdade no processo eleitoral. Há outra ação iniciada pelo PSOL, contra esperteza de Eduardo Cunha. Ele propôs em votação uma proposta que permitia a doação por empresas, tanto para o candidato como para o partido. Perdeu e então propôs outra no dia seguinte, como se fosse diferente, prevendo apenas financiamento a partidos. Desta vez, após manobrar pelo fisiologismo, conseguiu aprovação. Evidente no entanto que o financiamento para partidos já tinha sido derrotada na votação anterior e não poderia ser posta em votação novamente neste ano.
Como se vê, a conquista da liberdade, da democracia, da igualdade, da justiça, da decência, continua sendo uma corrida de obstáculos a serem vencidos. Mas que pode acontecer de mais interessante na vida do que lutar contra obstáculos desse teor, se possível vencê-los, e por fim tão nobre como obter uma verdadeira democracia.
Percival Maricato

Câmara aprova texto contraditório do financiamento privado em campanhas

http://jornalggn.com.br/noticia/camara-aprova-texto-contraditorio-do-financiamento-privado-em-campanhas


O erro nesta PEC da reforma política foi apontado pelo deputado do PSOL Jean Wyllys. Pelas regras de votação, ainda há chances de a Câmara e o Senado modificarem o texto
 
 
Jornal GGN - Com o feriado de Corpus Christi nesta semana, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou para a semana que vem votações polêmicas, como a desoneração da folha de pagamentos e os demais pontos paralisados da reforma política. Enquanto isso, os assuntos já votados pela Casa são questionados por brechas legislativas.
 
É o caso da Proposta de Emenda à Constituição sobre o financiamento de empresas jurídicas à partidos políticos, uma manobra de Cunha, depois da derrota do financiamento privado para políticos. Além da grande repercussão da votação, modificada pelo presidente da Câmara para fazer valer o posicionamento favorável do PMDB às doações, o deputado do PSOL Jean Wyllys mostrou grave erro do projeto aprovado, como consequência da análise e estratégia apressadas da cúpula de Cunha.
 
De acordo com o texto que já foi validado pela maioria dos deputados, "é permitido aos candidatos receber doações de recursos financeiros ou de bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas", o que exclui as pessoas jurídicas. No item adicionado de última hora por Eduardo Cunha, em votação que também obteve a maioria, "é permitido aos partidos políticos receber doações de recursos financeiros ou de bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas ou jurídicas".
 
Entretanto, como lembrou Jean Wyllys, "os partidos são pessoas jurídicas". "Ou seja, os partidos, com essa emenda, não poderão repassar um tostão aos candidatos, mesmo que receberem milhões das empreiteiras amigas! Quer dizer: esse dinheiro poderá ser usado pelo partido para qualquer coisa menos para financiar as campanhas dos seus candidatos", explicou.
 
"Não é engraçado? Tantas manobras, tanto atropelo, e eles mesmos atiraram no pé. Desesperados e com pressa por redigir uma emenda para ser votada (mesmo que isso atropelasse a Constituição Federal), Cunha et caterva criaram uma aberração jurídica que pode fazer com que os partidos que se submeterem a essa prática arrecadem milhões de reais, mas não possam repassar nada aos seus candidatos!", afirmou o deputado em sua página do Facebook.
 
"Sem prejuízo a essa burra malandragem, o Mandado de Segurança contra a manobra golpista do Eduardo Cunha para aprovar essa emenda — iniciativa do meu mandato e do PSOL que conquistou o apoio de dezenas de parlamentares de diferentes bancadas — já foi protocolado no Supremo Tribunal Federal", completou Jean Wyllys.
 
Ainda que o erro verificado no texto da PEC foi aprovado na Câmara, por definição do Congresso, as Propostas de Emenda à Constituição que tratam sobre a reforma política devem ser aprovadas em dois turnos, tanto pela Câmara, quanto pelo Senado. Assim, ainda há chances de o texto ser modificado na primeira ou segunda casas legislativas. 
 
Contudo, o desdobramento do fato só deverá ser acompanhado a partir da segunda semana de junho, uma vez que o assunto foi paralisado por Cunha nesta semana.
 
Leia a postagem completa do deputado do PSOL, abaixo: