sábado, 4 de outubro de 2014

Aécio apela feio com história de “o correio não entregou meu material”

http://tijolaco.com.br/blog/?p=21711

2 de outubro de 2014 | 14:12 Autor: Fernando Brito
correios
A estupidez da mídia brasileira é asinina, que me perdoem os pobres asnos de quatro patas.
Aécio vai “recolher provas” para pedir a cassação de Dilma por distribuir que seu material de campanha não teria sido distribuído pelos Correios, anuncia a Veja.
Aécio parece ser o candidato mais distraído do planeta.
Se os Correios divulgaram ontem à noite que Aécio Neves, em agosto e setembro, enviou 11,2 milhões correspondências eleitorais, será que descobriu só agora que nenhuma chegou?
Então, porque só no final de semana passado, fez outros 2,1 milhões de postagens?  Não tinha percebido que não chegaram?
Essa história de que não entregaram os panfletos de Aécio é conversa “pra boi dormir”, porque não se trata de correspondência registrada e, portanto,  um cidadão dizer que “não recebeu”  não prova coisa alguma.
Mil endereços que não teriam recebido em 11 milhões de postagens dá 0,009% de falhas – se é que existiram – ou menos de uma correspondência não entregue em cada 10 mil. O que, aliás, os Correios se prontificaram em reenviar.
Tanto que, até o Estadão começar a fazer “onda” com os Correios, a campanha de Aécio não reclamou de nenhuma falha na entrega.
Será que Aécio acha que os funcionários administrativos dos Correios, todos de carreira, mesmo tampando o nariz ao olhar a cara dele, são tão pouco profissionais ou tão tolos que iriam  atirar milhões de papéis no lixo?
É assim que ele acha que servidor público age?
A palhaçada é tão grande que os Correios mantêm uma página na Internet para convidar e orientar qualquer candidato que deseje mandar material postal.
É receita para a empresa, óbvio, e muito bem vinda.
A mesma empresa  que eles, tucanos, queriam privatizar, embora o seu candidato em 2006, Geraldo Alckmin tenha garantido que não iria, tal como garante que não falta água em São Paulo.
Se alguém quer entender porque essa gente só é levada em conta por quem parou de pensar, comece por aí.
Não têm a menor seriedade.
E ainda vai perder voto em Minas, porque cada um que recebeu sua correspondência, ao ouvi-lo falar vai pensar: “uai, gente, isso é mentira do Aecim”.

Os erros do Banco Central com o câmbio

http://jornalggn.com.br/noticia/os-erros-do-banco-central-com-o-cambio

Ex-Secretário de Política Econômica do governo Dilma Rousseff, principal responsável pela política econômica proativa na crise de 2008, Nelson Barbosa tem reparos à política cambial praticada pelo Banco Central.
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O câmbio tem três implicações macroeconômicas: na competitividade da economia (quanto maior a desvalorização, mais setores internos serão competitivos), na inflação (quanto maior a desvalorização, maior a inflação, e menor o poder de compra dos salários), e do crescimento (tanto apreciação quando depreciação excessiva comprometem o crescimento).
O ideal para a política macroeconômica seria ter sempre uma taxa de câmbio real elevada para manter a estabilidade do balanço de pagamentos e uma alta participação nas exportações mundiais., diz Barbosa.
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Com base nas três correlações mencionadas, para ele, o atual sistema de metas inflacionárias - “pelo menos do ponto de vista teórico” – é consistente com a estabilidade da taxa de câmbio real e do saldo em conta corrente. Ao definir o piso e a meta de inflação, o BC acaba por estabelecer limites informais para a flutuação da taxa de câmbio que, por sua vez, define limites para o saldo em conta corrente e para a taxa de crescimento potencial da economia.
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O problema é quanto se passa da teoria à prática.
Sua crítica maior é em relação à magnitude das operações cambiais do BC. Na gestão Alexandre Tombini o banco vendeu o equivalente a 25% das reservas internacionais na forma de swaps cambiais (operações no mercado de derivativos). Gastos uma munição gigantesca para meramenmte trazer a taxa de câmbio real de volta à sua média de longo prazo. “O BC deveria ter esperado mais antes de usar tamanho arsenal cambial”, criticou ele em trabalho recente, apresentado na Semana de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.
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O erro do BC foi ter levado em conta apenas os impactos da variação cambial de curto prazo e não os fundamentos da economia. “O aumento do déficit em conta corrente, o financiamento crescente deste déficit por capitais especulativos atraídos pelo carry trade, o alto custo unitário do trabalho em USD e a perda de competitividade internacional da economia brasileira indicam que ainda é necessário algum ajuste da taxa de câmbio real. O BCB pode e deve suavizar a velocidade deste ajuste, mas não deve se opor a este ajuste”.
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Diz Barbosa que uma elevação adicional da taxa de câmbio real terá efeitos inflacionários no curto prazo, mas que podem ser combatidos pelos mecanismos usuais de política monetária, como a taxa de juros e os depósitos compulsórios.
“Além disso, o impacto inflacionário de uma elevação adicional da taxa de câmbio também pode ser compensado por outros instrumentos de política macroeconômica, como uma elevação do resultado primário do governo, bem como por outras ações estruturais que melhorem a produtividade e a eficiência da economia”.
O “pass-through” – efeito do câmbio sobre os preços ao consumidor – é de 5% a 10%, dependendo do ajuste ou não dos preços dos combustíveis. Esse efeito total tende a ocorrer em um período de 18 meses. “À medida que a taxa de câmbio real se estabiliza num novo patamar, o impacto inflacionário da depreciação cessa e a inflação cai no médio prazo”.

Pastor Everaldo no debate da Globo


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Alvo de si mesma, Marina rebate sua votação no CPMF e culpa PT

Jornal GGN – Debate funciona assim: eu falo, você rebate, eu falo de novo e você também. É como se ganha ou se perde voto, expor ideias, defende-las, ou tentar derrubá-las. Apesar do título infeliz da Folha, de que marina é alvo do PT, a questão levantou poeira em linhas editoriais. O GGN publicou a matéria Marina, o Fundo de Combate à Pobreza e verdade sobre a CPMF  rebatendo vários dos pontos levantados.
Hoje a Folha traz o tema no caderno de eleições. Traz também o lado ‘comadre’ da cobertura, com diz de Marina de que “PT ‘mente’ e que sempre trabalhou para destinar os recursos para a área social”. O certo é que Marina deu um passo errado ao responder sobre CPMF e temas correlatos. Campanha de Marina bate na tecla do "PT mentiu", o que é uma acusação muito forte. Mas não saber no que votou é uma contatação mais forte ainda.
da Folha
Diferentemente do que diz, no Senado ela votou contra a criação do tributo
Presidenciável afirma que PT 'mente' e que sempre trabalhou para destinar os recursos para a área social
GABRIELA GUERREIRO, DE BRASÍLIA / RANIER BRAGON, MARINA DIAS, DE SÃO PAULO
Alvo de acusação do PT de que mentiu sobre seu passado legislativo, Marina Silva (PSB) apresentou versões contraditórias a respeito de sua participação nas votações relativas à CPMF, o chamado "imposto do cheque", que vigorou no Brasil do início dos anos 90 até 2007.
Diferentemente do que vinha dizendo, a candidata do PSB votou, quando era senadora, quatro vezes contra o tributo --duas na emenda à Constituição enviada em 1995 por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para criá-lo e duas em 1999, na votação de sua prorrogação.
Marina afirmava que, como prova de que não faz "oposição por oposição", havia contrariado seu então partido, o PT, e votado a favor da CPMF proposta pelo governo tucano. Mas, na verdade, só votou a favor da regulamentação da cobrança.
"Quando foi a votação da CPMF, ainda que o meu partido fosse contra, em nome da saúde, em nome de respeitar o interesse dos brasileiros, eu votei favorável mesmo [o projeto] sendo do seu governo [Aécio Neves], o PSDB", disse Marina no debate da TV Bandeirantes, em agosto. Em sabatina no portal G1, dias depois, repetiu o discurso.
Desde o domingo (28), Marina tem sido alvo de propaganda do PT que afirma que ela mentiu sobre o tema. No debate da TV Record, também neste domingo, Dilma Rousseff (PT) afirmou: "Não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF. Atitudes como essa demonstram insegurança."
No debate, Marina mudou sua versão, lembrando que a discussão sobre o tributo passou por várias etapas, e que havia votado a favor, no plenário e em comissão, à criação do Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza.
O fundo, proposto pelo senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), seria composto em parte com recursos da CPMF. Questionada na saída do evento se não havia votado contra nessa ocasião, Marina se corrigiu e disse que, no plenário, mudanças que retiravam recursos do fundo a levaram a se opor.
A ofensiva contra Marina faz parte da operação do marketing petista para desconstruir a imagem da candidata do PSB e apresentá-la como uma política não confiável.
Em nota divulgada nesta segunda (29), a campanha de Marina diz que o PT perpetua uma "incansável campanha de fofocas e mentiras". O texto omite suas votações contrárias à CPMF. A nota ressalta que Marina votou a favor da lei que regulamentou o tributo, em 1996, seguindo a posição da bancada do PT.
"A então senadora pelo PT se opôs a todas as propostas em debate que ofereciam a possibilidade de distorção da finalidade social da CPMF [...] Com dados parciais retirados do contexto inventa-se e repete-se uma mentira. Manobra de quem perdeu a cabeça e as medidas, manobra de desesperados", diz a nota.

Crise hídrica chega às zonas nobres de São Paulo

Jornal GGN - O racionamento existe, mas não é assumido. Agora a zona nobre de São Paulo tem seu quinhão de falta de água, mesmo que a Sabesp negue. Moradores e negociantes da região já registram corte no abastecimento nas madrugadas e, segundo relatos, a interrupção ocorre entre 22h e 6h. Entende-se o problema da falta de água, já que está mais do que evidente, só não dá para entender a omissão da Sabesp em reconhecer o fato e assumir o ato. Leia a matéria do Estadão, que responsabiliza Sabesp mas se esquece do governo do Estado de São Paulo.
do Estadão
LUIZ FERNANDO TOLEDO - O ESTADO DE S. PAULO
Em ruas como a Haddock Lobo e a Alameda Tietê, condomínios, bares e restaurantes têm registrado interrupção do fornecimento
SÃO PAULO - Condomínios, bares e restaurantes do bairro dos Jardins, zona sul de São Paulo, têm registrado corte no abastecimento de água durante toda a madrugada. Em ruas como a Haddock Lobo e a Alameda Tietê, zeladores e comerciantes relataram que a interrupção ocorre entre 22 e 6 horas. O problema só não é percebido pelos moradores porque todos os imóveis têm reservatório próprio. 
Diante da crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem praticado a redução na pressão da água na rede durante a noite, como parte de um programa de sua gestão operacional. Apesar dos relatos, a companhia nega corte de água.
Em uma lanchonete na Rua Haddock Lobo, funcionários relataram ao Estado que o abastecimento é cortado há pelo menos um mês depois das 23 horas. “Como temos caixa d’água, não há problema, mas algumas vezes já chegou a faltar”, afirmou uma gerente, que preferiu não se identificar.De acordo com ela, nestas ocasiões os atendentes chegaram a armazenar água em galões para suprir a demanda de clientes – o estabelecimento só fecha na madrugada. 

Rafael Arbex/Estadão
Economia. Zelador faz aviso para conscientizar moradores


Na mesma rua, o Estado apurou que pelo menos dois condomínios passam pela mesma situação. O porteiro Antonio Everaldo da Silva, de 63 anos, contou que “dia sim, dia não” nota a falta d’água. Como o banheiro do funcionário é o único do prédio que é abastecido diretamente pela água da rua, a torneira deixa de funcionar. “A gente precisa usar um banheiro lá no fundo, que recebe da caixa d’água”, explicou. 
O zelador Antonio Mendes confirmou a informação. “Os moradores só não reclamam porque o reservatório é de 60 mil litros, então o problema não chega nos apartamentos”, disse. Para conscientizá-los, Mendes colou um aviso escrito por ele no elevador, pedindo economia. “A Sabesp já está interrompendo o fornecimento durante a noite. O problema da falta de água em SP é real”, diz o texto. 
Outro condomínio na mesma via enfrenta o mesmo problema. O porteiro Luís Lino, de 43 anos, foi o primeiro a notar. “Estamos sem água à noite há uns 15 dias. Percebo porque não dá para usar o banheiro aqui”, disse. De acordo com Lino, os moradores no local tomaram consciência de um possível racionamento e, há três meses, decidiram economizar no uso. “A conta diminuiu uns 30%.”
A mesma história se repete em um restaurante na Alameda Tietê, em que o abastecimento é interrompido pontualmente às 22 horas. Assim como nos outros locais visitados, um funcionário do local contou que se não fosse a caixa d’água, o problema poderia comprometer o atendimento no local. 
Para todos os casos, a Sabesp negou falta de abastecimento. De acordo com a companhia, todos os endereços mencionados pela reportagem foram visitados por técnicos e apresentaram abastecimento normal, com pressão mínima de 10 metros de coluna d’água (mca). “Não há registros de ocorrência de falta d’água na central de atendimento para nenhum imóvel mencionado”, completa a nota da assessoria de imprensa.
Crise. Bairros da zona norte foram os primeiros a sofrer com o corte. Os casos começaram a se intensificar em fevereiro, quando a Sabesp tornou público que o Sistema Cantareira – que responde por 45% da Grande São Paulo e parte da capital – estava em crise.
A chuva que atingiu a região do Cantareira, o principal sistema que responde por 45% do abastecimento da região metropolitana de São Paulo, na sexta-feira, 26, e no sábado, 27, não foi suficiente para fazer com que o nível do reservatório caísse novamente.
De acordo com dados da Sabesp, o reservatório operava neste domingo, 28, com 7,1% de sua capacidade, nível mais baixo registrado na história. No sábado, o índice era de 7,2%. No mesmo período, há um ano, esse nível chegava a 40,8%.
De acordo com a companhia de saneamento, choveu 22,7 milímetros no sábado enquanto a média histórica para o mês de setembro é 91,9 milímetros. Ainda segundo as informações da companhia, até agora, a pluviometria acumulada no mês é de 62,9 milímetros. No domingo, não choveu na região dos reservatórios.
Volume morto. A Sabesp acredita que a sequência de chuvas prevista pode até elevar o nível das represas, que só caem desde abril. Desde julho, o sistema opera exclusivamente com água do volume morto, a reserva profunda dos reservatórios. 

O porquê a oposição vai ganhar as eleições

É comédia, mas faz sentido o conceito IAPM.



Do blog do Prof. Hariovaldo Prado

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A ideia de que o destino do país possa ser decidido no interior da cabine indevassável por milhões de eleitores comuns em decisões soberanas é idílica e bela, porém falsa e perigosa, pelo grau de impresibilidade que esse processo acarretaria ao mundo dos negócios.

A eleição é muito importante para ser deixada ao mero arbítrio dos eleitores, nem sempre qualificados para entender as grandes complexidades envolvidas. Na verdade é necessário que o eleitor seja amparado, assistido e inspirado pelos formadores de opinião. Sem a tutela da opinião publicada a opinião pública pode tomar caminhos imprevisíveis e inconvenientes.
Se o eleitor chega até a cabine eleitoral mergulhado em dúvidas hamletianas, isso significa que os “formadores de opinião” não desempenharam a contento o seu papel.
Felizmente para a próxima eleição presidencial os prognósticos não poderiam ser mais auspiciosos. Tudo indica que o PM – Partido Midiático – conseguirá na eleição presidencial vindoura a sua maior vitória desde 1989 quando, com uma performance brilhante, levou o Doutor Fernando Collor ao poder.
Homens da envergadura do Doutor Roberto Marinho, Octávio Frias, João Jorge Saade do ainda vivíssimo Senor Abravanel, mais do que construir os seus impérios de comunicação souberam educar os seus herdeiros à sua imagem e semelhança e hoje vemos que esses grandes homens continuam vigilantes entre nós não fisicamente mas através dos seus maravilhosos herdeiros, motivo de orgulho para os seus papais que, do céu onde eles conseguiram penetrar por méritos evidentes, estão, em estado de graça, observando e aprovando a atuação dos seus herdeiros.
E assim em 2014 veremos o Brasil retornar ao bom caminho desviando-se da trajetória de equívocos iniciada em 2002, quando em gesto de rebeldia infantil a imatura sociedade brasileira tomou as rédeas nos dentes e ignorou os conselhos dos seus guias naturais.
Nossa análise está lastreada no indicador IAPM (Índice de Absorção Passiva da Mensagem), conceito desenvolvido, após exaustivos estudos, pela equipe técnica do CMAPP – Centro Munchausen de Análises e Pesquisas Políticas – com o objetivo de apurar e dimensionar a efetiva influência dos meios de comunicação nas eleições brasileiras.
O IAPM mede o grau de absorção passiva da mensagem midiática e é expresso numa escala de 0 a 1 (100%).
O índice zero indica uma relação de desconfiança total do receptor em relação ao emissor da mensagem, resistência, rejeição, questionamentos, dúvidas e impenetrabilidade. Já o índice 1 (100%) sugere uma relação idílica, pautada pela confiança absoluta no emissor da mensagem, receptividade e atitude de abertura total para a penetração da mensagem. Os índices zero e hum (100%) são situações extremas. Como regra geral o IAPM varia de 0,2 a 0,8, com raríssimas exceções. No Brasil a única exceção relevante conhecida é a revista Veja, que ostenta um invejável IAPM de 1, o que indica efetividade de 100% da mensagem vejista, significando dizer que a Veja consegue transformar 100% dos seus leitores em eleitores.
Por exemplo, existe uma diferença substancial entre o IAPM dos novelistas habituais e telespectadores fiéis e assíduos do Jornal Nacional e a turma do futebol. Um novelista ou uma novelista ideal acompanha em silêncio e com dedicação quase religiosa as tramas da novela sofrendo e chorando com os dramas dos seus personagens. São os telespectadores ideais pois dedicam total atenção e absorvem passivamente tudo que lhes é transmitido até nos comerciais. Temos aqui um IAPM próximo de 1. O mesmo podemos dizer dos telespectadores assíduos e fiéis do Jornal Nacional.
Já a turma do futebol é diferente. Ativos, dispersivos e barulhentos eles criticam treinadores e jogadores, reelaboram a mensagem, xingam juiz e bandeirinhas, mudam de canal sem a menor cerimonia. Como cada um deles se julga um Mestre ou Doutor no assunto eles ousam questionar até o comentarista oficial da emissora. Uma lástima. Temos pois no caso do futebol um IAPM muito baixo.
Assim instrumentalizados teoricamente não é difícil prever o resultado de uma eleição. Basta avaliar o impacto e o alcance dos principais meios de comunicação à luz do IAPM.
Vamos aos fatos e aos números:
O primeiro e mais importante meio de comunicação a ser observado é o Sistema Aberto de Televisão. O cálculo do IAPM para o sistema aberto de TV é bastante complexo pois deve levar em conta as especificidades de cada tipo de programação, conforme acima explicitado.
A rigor, todos os programas televisivos abertos, uns mais outros menos, enfrentam o problema da falta de assiduidade e fidelidade. Grande parte dos assíduos, fiéis e exemplares telespectadores de outrora sucumbiram diante das perigosas seduções da Internet e hoje são telespectadores eventuais. Submetidos a outras influências nem sempre benéficas eles não mais reproduzem fielmente os valores e a cultura das emissoras. Uma lástima. Assim o IAPM das Rede abertas de TV caiu significativamente nos últimos anos.
No frigir dos ovos, depois de exaustivos cálculos, atribuímos ao Sistema Aberto de TV um IAPM médio de 0,5, bem inferior ao da Veja – o benchmarking do setor. Isso significa admitir que 50% dos telespectadores podem ser convertidos em eleitores.
Ainda assim o Sistema Globo, no seu conjunto, pelo seu alcance nacional, ainda é a influência mais poderosa na eleição brasileira e os filhos do Doutor Roberto merecem ser cultuados como os maiores formadores de opinião do Brasil. Considerando que o Sistema Globo alcança em torno de 80 milhões de potenciais eleitores brasileiros, temos:
80.000.000 x 0,5 = 40.000.000
Assim o Sistema Global, no seu conjunto, deverá arrebanhar para a oposição brasileira cerca de quarenta milhões de votos.
O SBT, por outro lado, alcança 20 milhões de potenciais eleitores, então temos:
20.000.000 x 0,5 = 10.000.000
Da decadente Rede Bandeirantes, com um alcance mais modesto de dez milhões de potenciais eleitores, podemos esperar:
10.000.000 x 0,5 = 5.000.000
E assim chegamos aos cinquenta e cinco milhões de votos!.
Aqui abrimos um parêntese para homenagear os vejistas. Corpo de elite recrutado na classe média eles são a nossa menina dos olhos. A confiança absoluta deles na justiça da nossa causa nos anima, conforta e emociona. Com uma fé absoluta em sua bíblia vejista eles constituem de longe o corpo mais motivado, aguerrido, homogêneo e valoroso da oposição. Com a paixão no coração e a Veja na cabeça eles marcham, coesos, disciplinados e determinados na vanguarda do exército oposicionista. Entre os vejistas o IAPM – Índice de Absorção Passiva da Mensagem – é igual a 1 (100%). Constituem o eleitorado mais cativo, fiel, dedicado e previsível da oposição. No caso da Veja o leitorado pode facilmente ser transformado sem perdas em eleitorado. É milho no papo e voto na urna. Alvíssaras!
Sendo o IAPM igual a 1, a matemática para a apuração dos votos dos vejistas é bastante simples:
São 1.250.000 (tiragem) x 4 (leitores por exemplar) = 5.000.000 milhões de votos!
Assim, se aos cinquenta e cinco milhões de votos já apurados somarmos os cinco milhões de votos certos dos vejistas, alcançamos os sessenta milhões de votos.
Finalmente temos um conjunto de atores políticos menores mas que no seu conjunto conseguem arrebanhar um significativo número de eleitores. Entre eles temos a Rede TV, a CBN, os jornais Folha de São Paulo e Estadão e blogs como Josias de Souza, Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e outros menos votados. Alguns apresentam um IAPM bem elevado como Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, No seu conjunto esses atores menores deverão nos trazer cinco milhões de votos e com isso alcançaremos, sempre numa análise conservadora, os sessenta e cinco milhões de votos.
Apesar dessa avalanche de votos não podemos assegurar a vitória no primeiro turno dada a dispersão dos votos oposicionistas. Contudo no segundo turno, seja qual for o candidato oposicionista, Dilma se defrontará com a face cruel da derrota.
Suspeito que os petralhas não vão gostar dessa verdade inconveniente e que nós, do CMAPP, possamos ser vítimas de uma campanha de difamações. Acontece que aos combatentes da verdade não é lícito privilegiar o conforto pessoal em desfavor da sua missão.
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* O autor é Mestre e Doutor pelo Institut des Hautes Etudes en Sciences Politiques Hariovaldo Prado’. Fundador e Diretor do CMAPP – Centro Munchausen de Análises e Pesquisas Políticas. Tem uma obra ainda inédita chamada “A Verdade nas Pesquisas Eleitorais”

Aécio encosta em Marina na nova pesquisa Dataprado

Senhores (as), saiu a nova pesquisa do DataPrado, o único instituto que entrevista apenas quem sabe votar.




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Numa sensacional reação eleitoral, Aécio é 45% agora das intenções de votos, já encostando em Marina Silva, que tem 49%, o que indica a necessidade de realização de segundo turno entre os dois. Dilma, na rabeira, vê a aproximação de Luciana enquanto perde para o Pastor Everaldo. Mantendo esse quadro, o apoio do Pastor Everaldo será fundamental para decidir o segundo turno entre Marina e o Brigadeiro de Cláudio, mas com qualquer um dos dois, os homens bons serão os vitoriosos. Alvíssaras!