segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Aécio de saias: Dilma confirma que irá abrir capital da Caixa Econômica

Cada vez mais acho que a Dilma é quase um Aécio de saias, vai vender parte da Caixa para os banqueiros para usar os recursos da venda para pagar juros absurdos para os mesmos.

http://jornalggn.com.br/noticia/dilma-confirma-que-ira-abrir-capital-da-caixa-economica
Jornal GGN - A presidente Dilma Rousseff confirmou que pretende abrir o capital financeiro da Caixa Econômica Federal.
Durante café da manhã com jornalistas, na manhã desta segunda-feira (22), a petista não detalhou quando e como pretende iniciar o processo, mas ventila-se que ela pode demorar até dois anos para levar a ideia a cabo. Isso porque seria necessário "organizar" o banco antes de tudo, informou a Folha.
"Segundo a Folha adiantou, o projeto da equipe atual seria fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) daqui a um ano e meio aproximadamente, pois antes da operação, o banco teria de passar por um processo de saneamento", escreveu o jornal dos Frias.
"A abertura de capital geraria recursos importantes para o Tesouro Nacional. Caso a ideia se viabilize em 2016, chegará em boa hora", acrescentou a Folha. Membros da equipe de governo de Dilma apoiam a iniciativa, mas salientam que não será prioridade do segundo mandato.
Para a Caixa, Miriam Belchior, ministra de saída do Ministério do Planejamento, é o nome mais cotado para a presidência a partir de 2015. A petista será substituída por Nelson Barbosa, conforme Dilma já confirmou. A missão de Miriam na Caixa seria melhorar a gestão do Minha Casa, Minha Vida.
Já o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Caffarelli é o nome mais forte para assumir a presidência do Banco do Brasil, enquanto o vice-presidente de Negócios do BB, Alexandre Abreu, tornou-se cotado para a presidência do BNDES.

Dilma tinha razão ao temer a cartelização das concessões

http://jornalggn.com.br/noticia/dilma-tinha-razao-ao-temer-a-cartelizacao-das-concessoes
Um dos grandes embates de Dilma Rousseff foi a tentativa de fixação de um teto da TIR (Taxa Interna de Retorno) nos leilões de concessões públicas. Desde as mudanças no modelo de energia, ela ainda Ministra de Minas e Energia, mostrava preocupação em reduzir o chamado custo Brasil.
Um dos grandes problemas de competitividade eram justamente as tarifas públicas totalmente liberadas nos períodos anteriores.
Na sua primeira experiência em concessões rodoviárias, Dilma definiu tetos para a TIR. Foi bem sucedida, com a entrada de concorrentes espanhóis.
Nos movimentos seguintes, o modelo empacou. As empreiteiras refugaram e criou-se o impasse. Havia indícios de acerto entre elas, boicotando os leilões para forçar a uma mudança de modelo. Acabou sendo vitoriosa a tese de que se deixasse a TIR liberada, a competição se incumbiria de reduzir as tarifas.

Com a Lava Jato explicitando de maneira inédita o cartel das empreiteiras, fica claro que Dilma tinha razão.

Qual o caminho? Inabilitar as grandes empreiteiras criaria um vácuo imediato nas obras públicas, podendo afundar mais a economia. Por outro lado, não há a menor condição de se manter o modelo anterior.

A solução - de médio prazo - talvez seja a de fortalecer as médias empreiteiras.

Há cerca de 20 habilitadas a se tornarem grandes. Necessitam de capitalização e de quadros técnicos. Há capitais e engenheiros disponíveis em toda a União Europeia, em função da crise econômica.

Um caminho alternativo seria:

Seleção de empreiteiras médias em condições de crescer.

Trabalho conjunto com a BM&F para prepará-las para abertura de capital.

Road show na União Europeia, mostrando a carteira de obras de infraestrutura para os próximos anos, assim como o perfil das empreiteiras.

Trabalho simultâneo com o setor de máquinas e equipamentos, para sincronizar as encomendas de máquinas com o cronograma de obras.

Um Mais Engenheiros, para trazer engenheiros de fora para suprir a carência de mão de obra do setor.

No prazo imediato, a celebração de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com as grandes empreiteiras, sem prejuízos das ações penais em curso, e que incluísse de alguma maneira condições que permitissem o fortalecimento das médias empreiteiras.

A Lava Jato criou uma situação inédita: quebrou a espinha dorsal do cartel. A partir daí, provavelmente estarão dispostas a perder todos os anéis, para preservar o pescoço.

Cruzeiro busca independência com 100 mil sócios

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Raposa Livre

Por Thiago Nogueira 
Com uma boa arrecadação, presidente Gilvan de Pinho Tavares promete montar time forte e segurar jogadores
torcida cruzeiro 2014
Sintonia torcida e time funcionou: Mineirão lotado e bicampeonato brasileiro
De 2013 para 2014, o Cruzeiro passou de 47 mil para 67 mil sócios. A curva crescente deixa a diretoria otimista para chegar, em breve, à meta de 100 mil associados  e, assim, torna-se um clube financeiramente forte e, por que não, independente.

Hoje, praticamente tudo o que clube arrecada é aplicado no futebol ou seja, na contratação de jogadores e no pagamento do salário dos atletas.
Número não confirmados pelo clube dão conta que, só neste ano, o time tenha acumulado cerca de R$ 50 milhões com bilheteria e repasse de seus associados. Diante de uma arrecadação como esta, o presidente Gilvan de Pinho Tavares promete um time cada vez mais forte.
"Com a receita e a presença física nos estádios, nós obtemos receita suficiente, podemos manter os jogadores e reforçar nosso elenco. Jogador nenhum vai quer sair. Estamos pagando em dia, conquistando titulo. Os jogadores querem isso", destacou o dirigente cruzeirense.

domingo, 21 de dezembro de 2014

O estado de Nova York proíbirá a extração de gás por fraturamento hidráulico ou fracking

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O estado de Nova York proíbirá a extração de gás por fraturamento hidráulico, ou fracking, anunciaram as autoridades depois de um relatório oficial dizer que apresenta riscos significativos para a saúde.

"Tenho tido em conta todas as estatísticas disponíveis e visto muitas questões e riscos para a saúde pública que ainda não têm uma resposta ", disse o responsável estadual pela Saúde, Howard Zucker, durante o anúncio dos resultados do relatório, informa EFE.
Enquanto isso, o responsável estadual pela Conservação do Meio Ambiente, Joe Martens, anunciou que no início de 2015 ordenará um novo regulamento para proibir a fratura hidráulica em grande escala.
No estado de Nova York está em vigor uma moratória sobre o uso do fracking desde 2008, cuja continuidade estava pendente de revisão, enquanto se aguardava as conclusões do estudo realizado pelo Departamento de Saúde.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As novas regras da conta de luz

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Jornal GGN - A partir de 2015 o setor elétrico brasileiro passa por uma mudança no esquema de tarifação: as contas de energia passarão a informar ao consumidor sobre o custo de geração e o reajuste se dará mensalmente. Isso será feito por meio do sistema de bandeiras tarifárias, que esteve em testes durante todo o ano de 2014.
Funciona assim: se as condições de geração forem favoráveis, vigora a bandeira verde e a conta de luz não tem nenhum acréscimo. Se as condições piorarem, entra a bandeira amarela e a tarifa sobe R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. E se o custo de geração estiver muito alto, a bandeira vermelha é ativada e a conta sofre um acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos.
De acordo com Marcelo Sigoli, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços e Conservação de Energia (ABESCO), em qualquer situação, a bandeira amarela vai representar cerca de 5% a mais na conta. E a bandeira vermelha 10% a mais. Ele explica. “Vamos supor que você tenha consumido 2 mil quilowatts, vamos multiplicar isso por 0,30 centavos, que é uma tarifa média, vai dar R$ 600 na conta – sem impostos, sem ICMS. Esses 2 mil quilowatts, divididos por 100 [base de cálculo das bandeiras tarifárias] vai dar 20. Vezes R$ 1,50 [da bandeira amarela], dá mais R$ 30. Ou seja, 5% de acréscimo. Se for na bandeira vermelha dá mais R$ 60 reais, 10% de acréscimo”.
Ainda assim, ele tranquiliza que o consumo familiar no Brasil está muito abaixo dos citados 2 mil kWh. “A média residencial do Brasil está em torno de 120 kWh”. Seguindo a mesma base de cálculo, o preço dessa tarifa seria R$ 36,00. Portanto, o acréscimo médio na conta seria de R$ 1,80 nos meses de bandeira amarela e de R$ 3,60 nos meses de bandeira vermelha. Novamente, 5 e 10%.
Como reduzir o consumo?
Para Sigoli, as bandeiras tarifárias são boas para o consumidor, pois dão transparência, ao sinalizar qual é o custo real da energia. E possibilitam ao cliente fazer um uso mais racional da eletricidade. Mas de que forma as pessoas podem tentar reduzir o consumo? Ele dá algumas dicas. “Os grandes consumidores de energia em uma residência são a geladeira e o chuveiro”.
“Se a pessoa for comprar uma geladeira nova, que compre com o Selo Procel, assim já vai estar economizando bastante”. Mas se trocar de geladeira não estiver nos planos, ele recomenda verificar a borracha de vedação. “Se estiver com defeito, a geladeira acaba perdendo a carga térmica e gastando mais energia. Um bom jeito de verificar é colocar uma folha de papel sulfite entre a porta e a geladeira e, com a porta fechada, tentar tirar. Se sair com facilidade, isso demonstra que a borracha precisa ser trocada”.
Para o chuveiro ele dá duas opções: mudar a posição da chave, de inverno para verão, ou diminuir o tempo do banho. “Consumo de energia é o quê? Potência e tempo. Quando falamos em potência falamos em equipamento, tecnologia. Quando falamos em tempo, estamos nos referindo a comportamento. Se você mudar a posição do chuveiro de inverno para verão, você está mexendo na potência e só com isso já dá pra reduzir em 30% o consumo daquele equipamento. Se você diminuir o tempo do seu banho, de dez para oito minutos, você está mudando o seu comportamento, e reduzindo o consumo em 20%. Claro que você pode fazer as duas coisas e economizar ainda mais”.
Ele explica que os equipamentos de informática não são uma preocupação tão grande, pois em geral já têm uma gestão de consumo de energia, mas alerta que mesmo em stand by eles ainda estão consumindo, e se estiverem ociosos devem ser desligados. Já a orientação para o ferro de passar, “um equipamento que tem uma potência muito alta, de 1000, 1500 watts”, é deixar a roupa acumular, passar tudo de uma vez só.
Há também uma questão para as distribuidoras, que não afeta diretamente o consumidor, mas que pode contar com alguma colaboração: evitar, quando possível, usar energia no horário de ponta. Cada concessionária trabalha com um pico, mas o mais usual é das 17h30 às 20h30. Sigoli explica que nesse horário as indústrias continuam funcionando, a iluminação pública é acionada, as pessoas estão chegando em casa e querem tomar banho. “Aí começa a ter um excesso de consumo que pode causar uma sobrecarga no sistema. O sistema é projetado para suportar, mas se as pessoas puderem usar a energia em outro horário, ela vai estar ociosa”, diz.
Contribuinte ou consumidor?
No mais, Sigoli tem uma boa impressão sobre a regra de bandeiras tarifárias. No modelo atual, o custo de geração é repassado anualmente, no momento das revisões tarifárias. “Nós estamos tendo aumentos nas tarifas na ordem de 30 a 40%. As concessionárias ficam o ano todo amargando um desequilíbrio contratual e no final todos pagam. Com as bandeiras tarifárias o impacto do custo de geração é minimizado porque ele é absorvido mensalmente”, afirma.
Ele entende que houve uma mudança de perspectiva que tornou a cobrança mais justa. “O que aconteceu nos últimos meses no setor elétrico é que nós pagamos a conta via contribuinte. Todo o impacto da crise foi via Tesouro ou via imposto. Agora, a questão está indo para o consumidor. Todo mundo vai pagar, mas vai pagar na proporção do consumo. Quem vai pagar mais caro é quem consome mais. E isso dá à pessoa a opção de economizar ou não. Ela pode tentar reduzir o consumo ou evitar o desperdício, que é o que a ABESCO defende na verdade. Nós esperamos que a partir disso seja possível fazer uma gestão mais efetiva e um uso mais racional da energia”.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os desequilíbrios na política cambial

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Recente estudo do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) constatou que a redução do investimento no país está associado à perda de rentabilidade das empresas. Associou essa perda de rentabilidade ao aumento dos custos salariais.
O buraco é mais embaixo, mas permite uma análise sobre as disfunções que acometeram a economia brasileira com a apreciação cambial.
***
A apreciação do câmbio teve efeitos diversos sobre setores da economia. E produziu um enorme conjunto de distorções associadas:
  1. No mercado financeiro permitiu ganhos expressivos.
É conta fácil de fazer.
O investidor traz US$ 100 milhões a R$ 2,72 = R$ 272 milhões.
Aplica R$ 272 milhões a uma Selic de 12,5% = R$ 306 milhões
Sai com o dólar a R$ 2,20 = US$ 139.090 milhões, ou 39% em um ano.
  1. As operações de swaps de moeda. O investidor toma um empréstimo em dólares, a uma taxa de 1% ao ano e aplica no Brasil a 12,5%.
Sem precisar imobilizar um tostão de capital, meramente com essa operação o investidor teria um ganho infinito. Não aplicou um dólar e recebeu US$ 39 milhões.
  1. O Banco Central troca poupança interna por poupança externa. Não amplia em nada o investimento privado e arca com uma conta fiscal pesada.
O investidor traz US$ 100 milhões. Adquire no mercado interno o equivalente a R$ 272 milhões.
O aumento na entrada de dólares provoca uma apreciação no real. Para impedir que isso ocorra, o BC vende títulos, recebe reais e com eles adquire os dólares que são colocados nas reservas cambiais.
Ou seja, o resultado líquido final é que o investimento privado não saiu do lugar. O investidor externos trouxe US$ 100 milhões; como contrapartida, o BC aumentou a dívida pública em R$ 272 milhões, colocou os títulos no mercado e retirou R$ 272 milhões da economia.
O resultado final é que a poupança total ficou na mesma. Para cada dólar que entrou houve uma aumento equivalente na dívida interna que retirou da economia o montante de reais equivalente à entrada dos dólares.
O BC aumentou seu passivo (a dívida interna) em R$ 272 milhões; e engordou seu ativo (as reservas cambiais) em US$ 100 milhões. Pela dívida ele paga 12,5% ao ano, em reais; pelas reservas cambiais ele recebe 1% ao ano, em dólares.
Se o câmbio permanecer inalterado no período, o resultado líquido dessa operação é um custo fiscal equivalente a 11,5% ao ano – sem acrescentar um tostão à poupança total do sistema.
Se o dólar cair para R$ 2,20, como no exemplo, o custo final poderá chegar a 40% ao ano.
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Nos últimos anos, a política cambial comportou-se assim.
Para atender o mercado, sucessivos governos permitiram políticas de apreciação do real.
Para compensar os grandes grupos não –financeiros, ofereceu toda sorte de arbitragem – como swap reverso e outras – permitindo que esses grupos compensassem as perdas operacionais com os ganhos de tesouraria.
Tudo isso foi possível quando havia um quadro externo favorável, com abundância de divisas e de arrecadação fiscal.
Agora, chegou a hora da verdade, de criar um ambiente econômico que permita às empresas lucrarem em cima das suas atividades produtivas.

Abreu e Lima permitirá autossuficiência do Brasil na produção de diesel

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Jornal GGN - A produção da Refinaria Abreu e Lima, inaugurada no mês passado, poderá suprir 70% do óleo diesel consumido no país. Inicialmente a empresa processará 115 mil barris de petróleo ao dia e, a partir de maio de 2015, 230 mil barris. Segundo o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florival Carvalho, o Brasil deverá se tornar autossuficiente na produção de óleo diesel três anos após o início da operação total da refinaria.  
Sugerido por Assis Ribeiro
 
 
Por Leonardo Lucena, Pernambuco 
 
Ex-presidente do Porto de Suape na gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB), o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) acredita que 2015 será o ano do porto, que fica entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR).
 
Em visita à cidade de Afogados da Ingazeira, no Sertão, o senador lembrou que, após o início das operações da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no mês passado, o Porto de Suape pode representar 70% do óleo diesel consumido no País. "Todo o óleo diesel que vai abastecer o Nordeste sairá da Refinaria Abreu e Lima", afirmou o ex-ministro da Integração Nacional. FBC está visitando municípios do interior para agradecer os 2,6 milhões de votos que recebeu na última eleição.
 
Nesta primeira etapa, a Rnest vai processar 115 mil barris de petróleo por dia e outros 115 mil a partir de maio do ano que vem, totalizando uma produção diária de 230 mil barris. Avaliado em US$ 18,5 bilhões, o empreendimento ajudará a diminuir a dependência de importação de diesel no País. Durante evento no Rio, em março deste ano, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florival Carvalho, afirmou que o Brasil pode se tornar autossuficiente em três anos após a operação total da refinaria.
 
Com 42% de participação, o diesel é o combustível mais consumido do País e, segundo previsões da Agência Nacional de Petróleo (ANP), deve haver um crescimento de 5% no consumo total deste combustível no Brasil. Além da conversão da petróleo em diesel, a refinaria produzirá derivados como nafta e gás liquefeito de petróleo.
 
Outro ganho para Suape deve ser a carga produzida pela fábrica da Fiat, em Goiana, Zona Mata Norte pernambucana. O empreendimento começará a funcionar no primeiro trimestre de 2015, e deve ter o porto como principal fonte de escoamento. "A meta da Fiat para 2015 é produzir 280 mil veículos (por ano). Para termos ideia da importância disso, a Ford quando se instalou na Bahia levou dez anos pra produzir 200 mil carros", disse FBC.
 
Apesar do número mencionado por FBC, em referência à quantidade de veículo a ser produzida anualmente, Grupo Fiat Chrysler divulgou que a unidade terá capacidade para produzir 250 mil veículos por ano e 120 mil motores. O investimento total do polo automotivo de Goiana chegará a R$ 7 bilhões, conforme previsões oficiais. São 4,5 mil trabalhadores na construção do polo automotivo, que, ao atingir 100% de sua capacidade operacional, o contará com oito mil trabalhadores diretos. 
 
O ex-ministro também lembra que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado em Pernambuco passou de R$ 460 milhões em 2006 para mais de R$ 1 bilhão atualmente. De acordo com FBC, mais 25 empresas devem se instalar em Suape no próximo ano. "O nosso polo petroquímico será um grande indutor do desenvolvimento. As grandes fábricas de poliéster estão no centro sul. Acontece que elas não vão poder ficar longe da matéria-prima produzida aqui. É uma tendência de mercado", acrescentou.
 
Segundo informações divulgadas no site do Complexo Industrial Portuário de Suape, o espaço, com 13,5 mil hectares, abriga 105 empresas, que, juntas, empregam 25 mil trabalhadores diretos. Outras 45 empresas estão em implantação. Estes empreendimentos somam mais de R$ 50 bilhões.