Eu imaginava que o ambiente do Instituto de Economia da Unicamp seria muito bom para discutir o Plebiscito Popular pela anulação da venda da Vale, contra a reforma da Previdência e contra a dívida pública. Depois de cursar as disciplinas de economia brasileira, ver como foi constituída a dívida pública de forma expúria, ver como as estatais foram desmontadas para serem vendidas para sustentar a ilusão do Real forte fazendo fortuna para poucos e jogando milhões na pobreza e na informalidade. Pensei que o pessoal teria uma posição progressista.
Pelas conversas que tive com colegas é meio desanimador. Tem gente favorável, mas é lamentável a posição da maioria dos que conversei. Parece que esqueceram o que estudaram. Escutei argumentos mais cretinos do que os da Míriam Leitão ou do Sadenberg. "Não podemos perder a confiança dos investidores". "O Brasil colocou títulos da dívida por que quis." A maior pérola: "O governo foi eleito". Como se todas as atitudes dos governates fossem legítimas só porque foram eleitos.
Onde este país vai parar. De onde se esperaria alguma coisa não sai nada...
Neste blog eu vou comentar algumas notícias, mostrar minha opinião sobre a economia brasileira, política e mídia.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
FED contraria mercado financeiro
O mercado financeiro americano está furioso com o Bernanke, eles esperavam que o FED baixasse em 0,5% os juros e entrasse comprando títulos podres para dar "liquidez" ao mercado (entenda-se socializar as perdas).
Aqui o mercado tem quase certeza que o BC deve reduzir o ritmo de queda dos juros pois o BC do Lulla e do Meirelles não tem costume de contrariar as expecativas (interesses) do mercado financeiro. É, o Brasil é um caso à parte, o objetivo do BC é garantir que os banqueiros não corram o risco de ganhar um pouco menos.
O sonho de todo financista norte-americano é conseguir colocar no FED um camarada como o Henrique Meirelles
Aqui o mercado tem quase certeza que o BC deve reduzir o ritmo de queda dos juros pois o BC do Lulla e do Meirelles não tem costume de contrariar as expecativas (interesses) do mercado financeiro. É, o Brasil é um caso à parte, o objetivo do BC é garantir que os banqueiros não corram o risco de ganhar um pouco menos.
O sonho de todo financista norte-americano é conseguir colocar no FED um camarada como o Henrique Meirelles
A hipocrisia do banco da sustentabilidade
O Banco do Brasil iniciou uma campanha que tenta associar sua imagem à sustentabilidade, diz que suas atitudes são pautadas pela responsabilidade social.
Como boa parte das campanhas das grandes corporações, o investimento no marketing é muito maior do que suas ações sociais. Vejamos um exemplo prático.
O Banco do Brasil diz que é parceiro dos agricultores e é o principal agente financeiro do Pronaf sendo responsável pela liberação de 2/3 dos recursos. São recursos a juros subsidiados para fortalecer a agricultura familiar ou seja pequenos proprietários, assentados, posseiros, enfim, agricultores de baixa renda.
No entanto, a fiscalização da CGU (Controladoria Geral da União), órgão que fiscaliza a utilização das verbas federais descobriu que o BB usa a liberação de recursos do programa para vender produtos e serviços. Em 70% dos casos a CGU constatou exigência de “reciprocidade” nos contratos, condicionando a liberação dos recursos à compra de seguros e de títulos de capitalização.
A CGU pegou também vários casos de bloqueio dos recursos agricultores para pagamento futuros da dívida. Se era para isso por que o banco não quitou a dívida e devolveu os juros?
“Esse é um caso de perversão, de irregularidade, que precisa ser investigado”, diz o diretor financeiro e de proteção à produção rural, João Luiz Guadagnin, da Secretaria de Agricultura Familiar (Folha de São Paulo, 21/08/07).
As normas do Conselho Monetário Nacional proíbem a venda casada, mas a autoridade que deveria fiscalizar os bancos, o Banco Central, tem toda sua diretoria advinda do mercado financeiro.
Agora um banco público responsável socialmente deveria no mínimo cumprir as leis. Não dá para acreditar que a alta administração do banco não saiba disso.
Como boa parte das campanhas das grandes corporações, o investimento no marketing é muito maior do que suas ações sociais. Vejamos um exemplo prático.
O Banco do Brasil diz que é parceiro dos agricultores e é o principal agente financeiro do Pronaf sendo responsável pela liberação de 2/3 dos recursos. São recursos a juros subsidiados para fortalecer a agricultura familiar ou seja pequenos proprietários, assentados, posseiros, enfim, agricultores de baixa renda.
No entanto, a fiscalização da CGU (Controladoria Geral da União), órgão que fiscaliza a utilização das verbas federais descobriu que o BB usa a liberação de recursos do programa para vender produtos e serviços. Em 70% dos casos a CGU constatou exigência de “reciprocidade” nos contratos, condicionando a liberação dos recursos à compra de seguros e de títulos de capitalização.
A CGU pegou também vários casos de bloqueio dos recursos agricultores para pagamento futuros da dívida. Se era para isso por que o banco não quitou a dívida e devolveu os juros?
“Esse é um caso de perversão, de irregularidade, que precisa ser investigado”, diz o diretor financeiro e de proteção à produção rural, João Luiz Guadagnin, da Secretaria de Agricultura Familiar (Folha de São Paulo, 21/08/07).
As normas do Conselho Monetário Nacional proíbem a venda casada, mas a autoridade que deveria fiscalizar os bancos, o Banco Central, tem toda sua diretoria advinda do mercado financeiro.
Agora um banco público responsável socialmente deveria no mínimo cumprir as leis. Não dá para acreditar que a alta administração do banco não saiba disso.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Itaú lucra R$ 4,016 bi no semestre e bate Bradesco
da Folha Online 07/08/2007
O banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 35,7% superior ao número apurado na primeira metade do ano passado e reflete ganhos não-recorrentes, sendo o principal, a venda da participação do banco na empresa de verificação de crédito Serasa. O resultado do Itaú supera o lucro semestral anunciado pelo rival Bradesco (R$ 4,007 bilhões), anunciado ontem, e que também teve impacto de ganhos extraordinários no período.
BlogBlogs.Com.Br
O banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 35,7% superior ao número apurado na primeira metade do ano passado e reflete ganhos não-recorrentes, sendo o principal, a venda da participação do banco na empresa de verificação de crédito Serasa. O resultado do Itaú supera o lucro semestral anunciado pelo rival Bradesco (R$ 4,007 bilhões), anunciado ontem, e que também teve impacto de ganhos extraordinários no período.
BlogBlogs.Com.Br
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Lucro do Bradesco sobe 28%
O lucro do Bradesco no primeiro semestre subiu 28% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 3,132 bilhões) e atingiu R$ 4,007 bilhões. O banco encerrou junho com ativos totais de R$ 290,568 bilhões, expansão de 24,7% em 12 meses.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio da instituição, importante indicador da rentabilidade de um banco, foi de 28,9% no segundo trimestre, considerando o lucro ajustado.
A carteira de crédito total atingiu R$ 130,819 bilhões no encerramento de junho, crescimento de 22,9% em um ano.
Fonte: Folha de São Paulo
O retorno sobre o patrimônio líquido médio da instituição, importante indicador da rentabilidade de um banco, foi de 28,9% no segundo trimestre, considerando o lucro ajustado.
A carteira de crédito total atingiu R$ 130,819 bilhões no encerramento de junho, crescimento de 22,9% em um ano.
Fonte: Folha de São Paulo
As tarifas já representam cerca 20% das receitas dos bancos
Desde o começo do Real em 1994 a participação das receitas de tarifas na receita total dos bancos vêm crescendo a passos largos. O volume de recursos arrecadados com tarifas saltou de 6,5% em 1994 para 17,7% em 2006, totalizando R$52,84 bilhões.
Esse crescimento foi impulsionado pelo reajuste das tarifas muito acima da inflação e pela criatividade dos bancos em criar novas tarifas. Segundo matéria da Folha de São Paulo (06/08/2007), a principal receita obtida das pessoas físicas são as tarifas e taxas de administração de fundos. Das pessoas jurídicas uma parcela importante de tarifas são oriundas dos negócios relacionados ao comércio exterior. Isso sem contar as inúmeras tarifas criadas ou ampliadas no atual momento de expansão do crédito (taxa de abertura, tarifa de adiantamento de prestação, seguro prestanista, etc). No ano passado em méida a receita com tarifas alcançou 115% da folha de pagamento.
Os últimos anos têm sido marcados pela maior concentração do sistema bancário, hoje os 10 maiores bancos possuem mais de 85% do total de ativos do sistema financeiro. Não há muita opção para os clientes (principalmente os mais pobres). A concorrência entre os bancos é agressiva, mas a disputa entre eles é para ver quem consegue ganhar mais em cima de seus clientes.
Muitas tarifas são abusivas e o banco se aproveita da desinformação dos clientes pessoa física, que muitas vezes têm suas contas abertas pelo empregador, e dos microempresários. São poucos os que conhecem seus direitos e muito menos aqueles que brigam por eles. O Brasil carece de uma agência que fiscalize a relação banco cliente e puna exemplarmente os abusos. O PROCON é reativo, depende da pessoa acioná-lo e sempre ele busca o entendimento, e como ficam aqueles que são roubados pelos bancos? Nos EUA, por exemplo há inúmeras agências nacionais e locais que atuam sobre os bancos, aqui somente há o BACEN que parece mais estar a serviço da banqueirada.
Os grandes bancos gostam de exibir lindas campanhas publicitárias destacando sua responsabilidade social, será que tem gente que acredita? Essas instituições não tem nenhum compromisso com seus funcionários nem com o país, só existem para obter o máximo de lucro para seus controladores. Nem de longe os bancos cumpre seu papel de impulsionar o desenvolvimento do país. Pena que os bancos públicos também estão seguindo esta lógica de curto prazo contrariando os interesses dos seus donos, o povo brasileiro.
Esse crescimento foi impulsionado pelo reajuste das tarifas muito acima da inflação e pela criatividade dos bancos em criar novas tarifas. Segundo matéria da Folha de São Paulo (06/08/2007), a principal receita obtida das pessoas físicas são as tarifas e taxas de administração de fundos. Das pessoas jurídicas uma parcela importante de tarifas são oriundas dos negócios relacionados ao comércio exterior. Isso sem contar as inúmeras tarifas criadas ou ampliadas no atual momento de expansão do crédito (taxa de abertura, tarifa de adiantamento de prestação, seguro prestanista, etc). No ano passado em méida a receita com tarifas alcançou 115% da folha de pagamento.
Os últimos anos têm sido marcados pela maior concentração do sistema bancário, hoje os 10 maiores bancos possuem mais de 85% do total de ativos do sistema financeiro. Não há muita opção para os clientes (principalmente os mais pobres). A concorrência entre os bancos é agressiva, mas a disputa entre eles é para ver quem consegue ganhar mais em cima de seus clientes.
Muitas tarifas são abusivas e o banco se aproveita da desinformação dos clientes pessoa física, que muitas vezes têm suas contas abertas pelo empregador, e dos microempresários. São poucos os que conhecem seus direitos e muito menos aqueles que brigam por eles. O Brasil carece de uma agência que fiscalize a relação banco cliente e puna exemplarmente os abusos. O PROCON é reativo, depende da pessoa acioná-lo e sempre ele busca o entendimento, e como ficam aqueles que são roubados pelos bancos? Nos EUA, por exemplo há inúmeras agências nacionais e locais que atuam sobre os bancos, aqui somente há o BACEN que parece mais estar a serviço da banqueirada.
Os grandes bancos gostam de exibir lindas campanhas publicitárias destacando sua responsabilidade social, será que tem gente que acredita? Essas instituições não tem nenhum compromisso com seus funcionários nem com o país, só existem para obter o máximo de lucro para seus controladores. Nem de longe os bancos cumpre seu papel de impulsionar o desenvolvimento do país. Pena que os bancos públicos também estão seguindo esta lógica de curto prazo contrariando os interesses dos seus donos, o povo brasileiro.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Impostos no Brasil: só para trabalhador
Todos sabem que a carga tributária no Brasil é distribuída de forma injusta tendo seus principais impostos cobrados sobre a renda do trabalho e sobre o consumo. Os impostos sobre o consumo pesam muita mais sobre os pobres que destinam praticamente toda sua (pouca) renda para o consumo.Os rentistas pagam muito pouco imposto, além disso, se o dinheiro tiver sede noutro país nem imposto se paga.
Para melhorar a situação dos rentistas, o governo dos trabalhadores está fazendo um estudo para reduzir os impostos sobre os papéis de renda fixa com o objetivo de fortaceler o mercado secundário dos papéis privados.
Ao invés de "ouvir" os grandes "investidores" , por que o governo não discute com os trabalhadores medidas para agilizar a reforma agrária, medidas para promover a geração de emprego e desonerar os produtos consumidos pelas classes mais baixas?
Para melhorar a situação dos rentistas, o governo dos trabalhadores está fazendo um estudo para reduzir os impostos sobre os papéis de renda fixa com o objetivo de fortaceler o mercado secundário dos papéis privados.
Ao invés de "ouvir" os grandes "investidores" , por que o governo não discute com os trabalhadores medidas para agilizar a reforma agrária, medidas para promover a geração de emprego e desonerar os produtos consumidos pelas classes mais baixas?
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